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Por 12:06 Notícias

Combate ao racismo na saúde

Seminário Nacional de Saúde da População Negra: o combate ao racismo na saúde
Os jornais monitorados noticiaram a realização do Seminário Nacional de Saúde da População Negra, onde constatou-se que “o sistema brasileiro de saúde é um só, mas o tratamento distinto para negros e brancos”. No evento foi apresentando parte de uma pesquisa sobre mortalidade de mulheres, na faixa de 10 a 49 anos, por causas relacionadas à gravidez, parto e complicações no pós-parto. O estudo mostrou que a morte de negras relacionada a gravidez é três vezes maior que a de brancas, devido à falta de assistência pré-natal, e/ou pré-natal de baixa qualidade. Foi constatada a prevalência de hipertensão entre as mulheres negras, sendo um dos fatores o estresse gerado pela discriminação racial.
Fernanda Lopes, coordenadora do Programa de Combate ao Racismo Institucional do Ministério Britânico para o Desenvolvimento Internacional (DFID), afirmou que “a pobreza no Brasil tem uma face bem definida. Tem a cor negra e, prioritariamente, é uma face feminina, porque a análise dos dados oficiais apresenta as mulheres negras, chefes de família, como aquelas que vivem nas piores condições”.
A secretária adjunta da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Maria Inês Barbosa, afirmou que “o perfil da saúde da mulher negra no Brasil está marcado pela precocidade de óbitos. Por sua vez, o subsecretário de Planejamento e Orçamento do Ministério da Saúde, Valcler Rangel Fernandes, informou que foi aprovado o Plano Nacional de Saúde que contém metas específicas para diminuir as desigualdades em relação à população negra. O plano leva em conta, disse ele, aspectos territorial, de gênero, socioeconômico e racial.
Os números da desigualdade
O Correio Braziliense mostrou o reduzido acesso das mulheres negras ao pré-natal, com base nos dados da pesquisa apresentada no Seminário Nacional de Saúde da População Negra. Na região Norte, 8,9% das mulheres negras que tiveram filhos não fizeram pré-natal, contra 6,5% das brancas da região. Nas regiões Sul e Sudeste a diferença é ainda maior. A proporção de negras que não tiveram acesso a consultas durante a gravidez foi o dobro das brancas. No Nordeste, 10,1% das gestantes negras não tiveram assistência pré-natal, contra 6,9% das brancas. No Centro-Oeste, a diferença foi de 3,9% contra 1,8%.
O levantamento revela também que, em 1980, a mortalidade infantil de negros era 21% superior à de crianças brancas. Em 2000, a diferença saltou para 40%. A pesquisadora Fernanda Lopes afirmou que a “esmagadora maioria das crianças negras que morreram dependiam do SUS para ser atendidas e 85% das mortes registradas eram evitáveis
Negra(o) tem menos acesso a serviço médico
O Estado de São Paulo informou que a desigualdade no acesso médico de negros e brancos reflete na expectativa de vida que é 6 anos maior na população branca. “A esperança de vida dos pretos é de 67 anos. A dos brancos, 73 anos”.
O jornal explicou que “em epidemiologia , o termo negro tem outra designação: é usado para grupo mais amplo, formado por pretos e pardos”, conforme a pesquisadora Fernanda Lopes. A expectativa de vida do grupo negro foi de 67,8. A do grupo pardo um pouco mais alta:68.
O Estado de São Paulo deu menos ênfase à questão da mortalidade materna em função de falta de acesso a atendimento no período pré e pós-parto. O caso ilustrativo principal foi de um músico Willer Isidoro da Silva que contou suas dificuldades em ter atendimento médico, reclamando que foi “enrolado” durante um mês.
O jornal sublinhou ainda que o Seminário Nacional de Saúde da População Negra era um evento para discutir estratégias para reduzir a desigualdade entre negros e brancos, no que tange ao acesso à saúde.
Risco em gravidez é maior entre negras
Em nota na coluna Giro pelo País, o Estado de Minas, registrou a realização do seminário sobre saúde da população negra. O jornal resumiu as opiniões de representantes de organizações sociais ligadas ao movimento negro, que estavam presentes ao seminário, de que “a garantia legal do acesso igualitário e universal aos serviços de saúde não têm assegurado aos negros o mesmo tratamento dispensado aos brancos”.
O jornal Hoje em Dia destacou do seminários os dados da pesquisa sobre mortalidade materno-infantil entre a população negra e branca no país, ressaltando que a mulher negra é a mais atingida em relação à população de brancas no Brasil.
Para Ministério da Saúde formação de profissional é ponto-chave
O jornal O Tempo acrescentou às informações, reproduzidas da Agência Brasil, uma declaração atribuída ao subsecretário de Planejamento e Orçamento do Ministério da Saúde, Valcler Rangel, de que a mudança na formação de profissionais de saúde “é fundamental para reduzir as desigualdades raciais na área”.
“É um ponto-chave. Formar o profissional de saúde com uma noção exata do que sejam os problemas relativos à população negra é fundamental para que a gente quebre, de uma vez por todas, o que a gente tem de discriminação racial”, afirmou o subsecretário durante o seminário.
O jornal publicou também declarações da pesquisadora Fernanda Lopes sobre o Plano Nacional de Saúde que “representa um avanço na medida em que passa a considerar a dimensão racial”. Mas, a pesquisadora fez um alerta, segundo o jornal, de que o Plano Nacional de Saúde destaca apenas “necessidades relacionadas à anemia falciforme e à vida das quilombolas. Ainda estamos trabalhando para que outras necessidades que vão além desses grupos também sejam contempladas”.
Durante o seminário o Ministério da Saúde e a SEPPIR concederam placa de agradecimento às dras. Elza Berquó, Fátima Oliveira e Estela Garcia Pinto, ao dr. Amaro Alves, à Mãe Beata de Iemanjá (Odoiá!), em reconhecimento às contribuições para a promoção de saúde da população negra, no Brasil.
Fonte: Saude Reprodutiva na Imprensa

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Combate ao racismo na saúde

Seminário Nacional de Saúde da População Negra: o combate ao racismo na saúde

Os jornais monitorados noticiaram a realização do Seminário Nacional de Saúde da População Negra, onde constatou-se que “o sistema brasileiro de saúde é um só, mas o tratamento distinto para negros e brancos”. No evento foi apresentando parte de uma pesquisa sobre mortalidade de mulheres, na faixa de 10 a 49 anos, por causas relacionadas à gravidez, parto e complicações no pós-parto. O estudo mostrou que a morte de negras relacionada a gravidez é três vezes maior que a de brancas, devido à falta de assistência pré-natal, e/ou pré-natal de baixa qualidade. Foi constatada a prevalência de hipertensão entre as mulheres negras, sendo um dos fatores o estresse gerado pela discriminação racial.

Fernanda Lopes, coordenadora do Programa de Combate ao Racismo Institucional do Ministério Britânico para o Desenvolvimento Internacional (DFID), afirmou que “a pobreza no Brasil tem uma face bem definida. Tem a cor negra e, prioritariamente, é uma face feminina, porque a análise dos dados oficiais apresenta as mulheres negras, chefes de família, como aquelas que vivem nas piores condições”.

A secretária adjunta da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Maria Inês Barbosa, afirmou que “o perfil da saúde da mulher negra no Brasil está marcado pela precocidade de óbitos. Por sua vez, o subsecretário de Planejamento e Orçamento do Ministério da Saúde, Valcler Rangel Fernandes, informou que foi aprovado o Plano Nacional de Saúde que contém metas específicas para diminuir as desigualdades em relação à população negra. O plano leva em conta, disse ele, aspectos territorial, de gênero, socioeconômico e racial.

Os números da desigualdade

O Correio Braziliense mostrou o reduzido acesso das mulheres negras ao pré-natal, com base nos dados da pesquisa apresentada no Seminário Nacional de Saúde da População Negra. Na região Norte, 8,9% das mulheres negras que tiveram filhos não fizeram pré-natal, contra 6,5% das brancas da região. Nas regiões Sul e Sudeste a diferença é ainda maior. A proporção de negras que não tiveram acesso a consultas durante a gravidez foi o dobro das brancas. No Nordeste, 10,1% das gestantes negras não tiveram assistência pré-natal, contra 6,9% das brancas. No Centro-Oeste, a diferença foi de 3,9% contra 1,8%.

O levantamento revela também que, em 1980, a mortalidade infantil de negros era 21% superior à de crianças brancas. Em 2000, a diferença saltou para 40%. A pesquisadora Fernanda Lopes afirmou que a “esmagadora maioria das crianças negras que morreram dependiam do SUS para ser atendidas e 85% das mortes registradas eram evitáveis

Negra(o) tem menos acesso a serviço médico

O Estado de São Paulo informou que a desigualdade no acesso médico de negros e brancos reflete na expectativa de vida que é 6 anos maior na população branca. “A esperança de vida dos pretos é de 67 anos. A dos brancos, 73 anos”.

O jornal explicou que “em epidemiologia , o termo negro tem outra designação: é usado para grupo mais amplo, formado por pretos e pardos”, conforme a pesquisadora Fernanda Lopes. A expectativa de vida do grupo negro foi de 67,8. A do grupo pardo um pouco mais alta:68.

O Estado de São Paulo deu menos ênfase à questão da mortalidade materna em função de falta de acesso a atendimento no período pré e pós-parto. O caso ilustrativo principal foi de um músico Willer Isidoro da Silva que contou suas dificuldades em ter atendimento médico, reclamando que foi “enrolado” durante um mês.

O jornal sublinhou ainda que o Seminário Nacional de Saúde da População Negra era um evento para discutir estratégias para reduzir a desigualdade entre negros e brancos, no que tange ao acesso à saúde.

Risco em gravidez é maior entre negras

Em nota na coluna Giro pelo País, o Estado de Minas, registrou a realização do seminário sobre saúde da população negra. O jornal resumiu as opiniões de representantes de organizações sociais ligadas ao movimento negro, que estavam presentes ao seminário, de que “a garantia legal do acesso igualitário e universal aos serviços de saúde não têm assegurado aos negros o mesmo tratamento dispensado aos brancos”.

O jornal Hoje em Dia destacou do seminários os dados da pesquisa sobre mortalidade materno-infantil entre a população negra e branca no país, ressaltando que a mulher negra é a mais atingida em relação à população de brancas no Brasil.

Para Ministério da Saúde formação de profissional é ponto-chave

O jornal O Tempo acrescentou às informações, reproduzidas da Agência Brasil, uma declaração atribuída ao subsecretário de Planejamento e Orçamento do Ministério da Saúde, Valcler Rangel, de que a mudança na formação de profissionais de saúde “é fundamental para reduzir as desigualdades raciais na área”.

“É um ponto-chave. Formar o profissional de saúde com uma noção exata do que sejam os problemas relativos à população negra é fundamental para que a gente quebre, de uma vez por todas, o que a gente tem de discriminação racial”, afirmou o subsecretário durante o seminário.

O jornal publicou também declarações da pesquisadora Fernanda Lopes sobre o Plano Nacional de Saúde que “representa um avanço na medida em que passa a considerar a dimensão racial”. Mas, a pesquisadora fez um alerta, segundo o jornal, de que o Plano Nacional de Saúde destaca apenas “necessidades relacionadas à anemia falciforme e à vida das quilombolas. Ainda estamos trabalhando para que outras necessidades que vão além desses grupos também sejam contempladas”.

Durante o seminário o Ministério da Saúde e a SEPPIR concederam placa de agradecimento às dras. Elza Berquó, Fátima Oliveira e Estela Garcia Pinto, ao dr. Amaro Alves, à Mãe Beata de Iemanjá (Odoiá!), em reconhecimento às contribuições para a promoção de saúde da população negra, no Brasil.

Fonte: Saude Reprodutiva na Imprensa

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