Greve de 29 dias foi encerrada com votação secreta
Os funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal em Curitiba decidiram voltar ao trabalho hoje. Na assembléia realizada ontem à noite no Clube Thalia, o encerramento da greve que durou 29 dias foi decidido por 610 a 341 votos, em votação secreta. A decisão foi tomada com o fracasso das tentativas de conciliação realizadas ontem no Tribunal Superior do Trabalho (TST) com o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.
As duas instituições rejeitaram a proposta do TST para colocar fim à paralisação. O TST propôs a compensação dos dias parados, a manutenção da proposta de reajuste de 8,5% a 12,5% – dependendo da faixa salarial – e um abono de R$ 1.000. A Confederação Nacional dos Trabalhadores das Empresas de Crédito (Contec) pediu para elevar a proposta de reajuste de 8,5% para 9,5%, abono de R$ 1.000 e pagamento dos dias parados. Os representantes do BB e da Caixa rejeitaram as propostas do TST e da Contec, mantiveram a proposta inicial da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e disseram que aceitam negociar o pagamento dos dias parados.
Sem acordo, a greve deve ser julgada na semana que vem. A expectativa é que o julgamento ocorra na próxima sessão do TST, que deve ser na quinta-feira da próxima semana.
Racha
Para o negociador dos funcionários do BB, Marcel Barros, o julgamento do TST é uma loteria. “Ninguém sabe o que pode acontecer. Preferíamos não ter ido para dissídio.” O pedido de dissídio foi ajuizado pela Contec, que não possui representatividade junto aos bancários. Para o diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Dirceu Travesso, essa medida expõe o racha dos bancários, que em várias cidades mantiveram a greve . “As entidades com representação perderam as assembléias dos bancários. São os sem-representação que conseguiram abrir alguma forma de negociação.”
Protesto
A greve dos bancários teve ontem um protesto diferente em Curitiba. A manifestação ocorreu no centro da capital e foi chamada de “Dia da Cachorrada”. Dirigentes do Sindicato dos Bancários montaram uma barraquinha de cachorro-quente em frente às agências dos bancos Bradesco e Itaú e distribuíram sanduíches às pessoas que passavam pelo local.
“Nosso objetivo é chamar a atenção da população para o fato de que a greve não se limita às questões econômicas da categoria, mas tem também reivindicações que visam a melhorar a vida dos clientes, como o controle dos juros e das tarifas bancárias, a questão do horário de atendimento ao público e maior financiamento à produção”, explicou a presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba, Marisa Stédile. Segundo ela, o cachorro- quente representa a “cachorrada” que os banqueiros estão fazendo com seus trabalhadores ao não reabrirem as negociações em torno da campanha salarial de 2004.
Fonte Gazeta do Povo – Mirian Gasparin e agências
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Por Mhais• 14 de outubro de 2004• 09:03• Sem categoria
Sem acordo, bancários de Curitiba voltam ao trabalho
Greve de 29 dias foi encerrada com votação secreta
Os funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal em Curitiba decidiram voltar ao trabalho hoje. Na assembléia realizada ontem à noite no Clube Thalia, o encerramento da greve que durou 29 dias foi decidido por 610 a 341 votos, em votação secreta. A decisão foi tomada com o fracasso das tentativas de conciliação realizadas ontem no Tribunal Superior do Trabalho (TST) com o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.
As duas instituições rejeitaram a proposta do TST para colocar fim à paralisação. O TST propôs a compensação dos dias parados, a manutenção da proposta de reajuste de 8,5% a 12,5% – dependendo da faixa salarial – e um abono de R$ 1.000. A Confederação Nacional dos Trabalhadores das Empresas de Crédito (Contec) pediu para elevar a proposta de reajuste de 8,5% para 9,5%, abono de R$ 1.000 e pagamento dos dias parados. Os representantes do BB e da Caixa rejeitaram as propostas do TST e da Contec, mantiveram a proposta inicial da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e disseram que aceitam negociar o pagamento dos dias parados.
Sem acordo, a greve deve ser julgada na semana que vem. A expectativa é que o julgamento ocorra na próxima sessão do TST, que deve ser na quinta-feira da próxima semana.
Racha
Para o negociador dos funcionários do BB, Marcel Barros, o julgamento do TST é uma loteria. “Ninguém sabe o que pode acontecer. Preferíamos não ter ido para dissídio.” O pedido de dissídio foi ajuizado pela Contec, que não possui representatividade junto aos bancários. Para o diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Dirceu Travesso, essa medida expõe o racha dos bancários, que em várias cidades mantiveram a greve . “As entidades com representação perderam as assembléias dos bancários. São os sem-representação que conseguiram abrir alguma forma de negociação.”
Protesto
A greve dos bancários teve ontem um protesto diferente em Curitiba. A manifestação ocorreu no centro da capital e foi chamada de “Dia da Cachorrada”. Dirigentes do Sindicato dos Bancários montaram uma barraquinha de cachorro-quente em frente às agências dos bancos Bradesco e Itaú e distribuíram sanduíches às pessoas que passavam pelo local.
“Nosso objetivo é chamar a atenção da população para o fato de que a greve não se limita às questões econômicas da categoria, mas tem também reivindicações que visam a melhorar a vida dos clientes, como o controle dos juros e das tarifas bancárias, a questão do horário de atendimento ao público e maior financiamento à produção”, explicou a presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba, Marisa Stédile. Segundo ela, o cachorro- quente representa a “cachorrada” que os banqueiros estão fazendo com seus trabalhadores ao não reabrirem as negociações em torno da campanha salarial de 2004.
Fonte Gazeta do Povo – Mirian Gasparin e agências
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