Participação de todos na próxima assembléia é decisiva para que a Fenaban trate reivindicações com seriedade
(São Paulo) O Sindicato dos Bancários de São Paulo tem recebido ligações e mensagens de bancários com dúvidas sobre os rumos da campanha salarial para os trabalhadores dos bancos privados. A principal delas é se a sentença dos dissídios coletivos do Banco do Brasil e da Caixa Federal, marcado para o próximo dia 21, também valerá para estes trabalhadores.
A resposta é não. O ajuizamento do dissídio foi solicitado pela Contec, uma confederação que representa apenas 5% da categoria bancária e vale, exclusivamente, para aqueles bancos públicos.
Por isso, a Executiva Nacional dos Bancários, que representa a esmagadora maioria dos trabalhadores do sistema financeiro, quer a reabertura das negociações como forma de solucionar a campanha salarial sem colocar em risco e preservar os direitos já conquistados em anos de lutas e diálogos com o setor patronal.
A assembléia do próximo dia 20, quarta, será uma importante forma de reafirmar que os bancários não querem o dissídio coletivo. “Só com disposição de luta e organização, os bancários farão o setor patronal retomar o caminho do entendimento para a construção de uma nova proposta”, convoca o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino.
Na garra – A disposição de luta dos bancários dos bancos privados foi comprovada durante a greve temporariamente suspensa na assembléia de ontem. Bancários de empresas como ABN Real, Bradesco, Unibanco, Itaú, HSBC, Sudameris, Safra e outros, suportaram a pressão e o autoritarismo dos patrões o quanto puderam.
Foram inúmeros os casos em que até a polícia, que deveria proteger os cidadãos da violência crescente, foi mandada para bater em trabalhadores, obrigando-os a não exercer seu direito constitucional de greve.
E esta força ainda é necessária para que a campanha salarial chegue a um desfecho negociado, da forma que os bancários souberam construir em mais de 20 anos de campanhas resolvidas sem a intervenção do Estado.
“É fundamental a presença dos trabalhadores de todos os bancos na assembléia (de 20 de outubro), em que pode ser dado um grande passo para chegarmos a um acordo coletivo que preserve as atuais conquistas da categoria e incorpore novos direitos”, completou Luiz Cláudio.
Fonte: Folha Bancária – Seeb São Paulo
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Por Mhais• 15 de outubro de 2004• 18:05• Sem categoria
Bancários querem reabertura das negociações
Participação de todos na próxima assembléia é decisiva para que a Fenaban trate reivindicações com seriedade
(São Paulo) O Sindicato dos Bancários de São Paulo tem recebido ligações e mensagens de bancários com dúvidas sobre os rumos da campanha salarial para os trabalhadores dos bancos privados. A principal delas é se a sentença dos dissídios coletivos do Banco do Brasil e da Caixa Federal, marcado para o próximo dia 21, também valerá para estes trabalhadores.
A resposta é não. O ajuizamento do dissídio foi solicitado pela Contec, uma confederação que representa apenas 5% da categoria bancária e vale, exclusivamente, para aqueles bancos públicos.
Por isso, a Executiva Nacional dos Bancários, que representa a esmagadora maioria dos trabalhadores do sistema financeiro, quer a reabertura das negociações como forma de solucionar a campanha salarial sem colocar em risco e preservar os direitos já conquistados em anos de lutas e diálogos com o setor patronal.
A assembléia do próximo dia 20, quarta, será uma importante forma de reafirmar que os bancários não querem o dissídio coletivo. “Só com disposição de luta e organização, os bancários farão o setor patronal retomar o caminho do entendimento para a construção de uma nova proposta”, convoca o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino.
Na garra – A disposição de luta dos bancários dos bancos privados foi comprovada durante a greve temporariamente suspensa na assembléia de ontem. Bancários de empresas como ABN Real, Bradesco, Unibanco, Itaú, HSBC, Sudameris, Safra e outros, suportaram a pressão e o autoritarismo dos patrões o quanto puderam.
Foram inúmeros os casos em que até a polícia, que deveria proteger os cidadãos da violência crescente, foi mandada para bater em trabalhadores, obrigando-os a não exercer seu direito constitucional de greve.
E esta força ainda é necessária para que a campanha salarial chegue a um desfecho negociado, da forma que os bancários souberam construir em mais de 20 anos de campanhas resolvidas sem a intervenção do Estado.
“É fundamental a presença dos trabalhadores de todos os bancos na assembléia (de 20 de outubro), em que pode ser dado um grande passo para chegarmos a um acordo coletivo que preserve as atuais conquistas da categoria e incorpore novos direitos”, completou Luiz Cláudio.
Fonte: Folha Bancária – Seeb São Paulo
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