A força do maior movimento dos últimos 50 anos, nasceu da união entre bancários do setor público e do privado
(São Paulo) A suspensão da greve no último dia 14 tem gerado, por parte dos trabalhadores, uma série de questionamentos a respeito do que levou a campanha salarial 2004 a uma greve que chegou a 30 dias e 24 estados do país.
Os componentes que fazem desta campanha algo muito peculiar são muitos. Mas, o mais aparente deles talvez seja a campanha salarial unificada entre bancários de instituições financeiras públicas e privadas. E fica a pergunta: a unificação foi o melhor para os trabalhadores?
Desde o ano passado, pela primeira vez em quase uma década, os bancários do setor público conquistaram o mesmo índice pago aos trabalhadores dos bancos privados. Isso, após anos amargando índices de zero ou próximos disso. Este ano, historicamente, esses trabalhadores tinham garantido num pré-acordo, que receberiam o que fosse acordado com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Foi a pressão exercida pela união dos mais de 400 mil bancários de todo o país que conquistou tal avanço.
Proposta rejeitada, trabalhadores de bancos públicos e privados construíram, juntos, a maior greve dos últimos 50 anos. Os bancários do setor privado tinham a consciência de que, apoiados pelos seus colegas dos bancos públicos, podiam retomar seu poder de mobilização e dizer não à proposta apresentada pelos banqueiros para todos.
“Essa greve não foi vencida, mas suspensa”, avalia Walcir Previtalle, diretor do Sindicato e funcionário do Bradesco . “E é a certeza emprestada pela unificação – de que a paralisação que tomou conta de todo o Brasil nos últimos 30 dias pode ser retomada caso não haja uma nova proposta antes do julgamento do dissídio – que fará dessa greve um movimento vitorioso”, completa o diretor do Sindicato e funcionário do BB, William Mendes. “E a vitória não é somente deste ano, mas para as campanhas que os bancários farão em 2005, 2006 e para sua história”, encerra Jackeline Machado, diretora do Sindicato e bancária da Caixa Federal.
Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região
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Por Mhais• 18 de outubro de 2004• 12:46• Sem categoria
O melhor caminho é a unidade
A força do maior movimento dos últimos 50 anos, nasceu da união entre bancários do setor público e do privado
(São Paulo) A suspensão da greve no último dia 14 tem gerado, por parte dos trabalhadores, uma série de questionamentos a respeito do que levou a campanha salarial 2004 a uma greve que chegou a 30 dias e 24 estados do país.
Os componentes que fazem desta campanha algo muito peculiar são muitos. Mas, o mais aparente deles talvez seja a campanha salarial unificada entre bancários de instituições financeiras públicas e privadas. E fica a pergunta: a unificação foi o melhor para os trabalhadores?
Desde o ano passado, pela primeira vez em quase uma década, os bancários do setor público conquistaram o mesmo índice pago aos trabalhadores dos bancos privados. Isso, após anos amargando índices de zero ou próximos disso. Este ano, historicamente, esses trabalhadores tinham garantido num pré-acordo, que receberiam o que fosse acordado com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Foi a pressão exercida pela união dos mais de 400 mil bancários de todo o país que conquistou tal avanço.
Proposta rejeitada, trabalhadores de bancos públicos e privados construíram, juntos, a maior greve dos últimos 50 anos. Os bancários do setor privado tinham a consciência de que, apoiados pelos seus colegas dos bancos públicos, podiam retomar seu poder de mobilização e dizer não à proposta apresentada pelos banqueiros para todos.
“Essa greve não foi vencida, mas suspensa”, avalia Walcir Previtalle, diretor do Sindicato e funcionário do Bradesco . “E é a certeza emprestada pela unificação – de que a paralisação que tomou conta de todo o Brasil nos últimos 30 dias pode ser retomada caso não haja uma nova proposta antes do julgamento do dissídio – que fará dessa greve um movimento vitorioso”, completa o diretor do Sindicato e funcionário do BB, William Mendes. “E a vitória não é somente deste ano, mas para as campanhas que os bancários farão em 2005, 2006 e para sua história”, encerra Jackeline Machado, diretora do Sindicato e bancária da Caixa Federal.
Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região
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