Os bancários conseguiram reabrir as negociações sobre a campanha salarial da categoria com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos). As duas partes não se encontravam para negociar a campanha salarial desde o dia 21 de setembro. A discussão será retomada na segunda-feira.
As conversações só foram reabertas após o julgamento da greve dos funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal anteontem no TST (Tribunal Superior do Trabalho).
Na negociação com a Fenaban, os bancários devem tentar estender para o setor privado parte dos benefícios obtidos no julgamento do TST, como o pagamento de um abono de R$ 1.000 para os funcionários de todos os bancos, independentemente de faixa salarial.
O Tribunal também fixou o índice de reajuste salarial dos funcionários do BB e da CEF em 8,5% e mais um adicional de R$ 30 para aqueles que ganham até R$ 1.500 por mês.
Os bancários só tentarão melhorar o acordo do TST no que se refere ao pagamento dos dias parados na greve, que chegou a durar 30 dias. O TST determinou que os bancos paguem 50% dos dias parados e que os bancários compensem os 50% dos dias restantes por meio de hora extra.
“Vamos pedir para a Fenaban pagar todos os dias parados. Não queremos o desconto de nenhum dia da greve”, disse o diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Edson Carneiro.
Segundo ele, os funcionários do BB e da Caixa de São Paulo pararam por um período menor de tempo do que o pessoal dos bancos privados. “Em São Paulo, a paralisação no setor privado foi mais intensa por dez dias. Mas essa realidade não é igual em outros Estados, onde o setor privado aderiu por mais tempo à paralisação.”
Cláusulas sociais
Os bancários também precisam retomar a negociação sobre o pagamento da PLR (participação nos lucros e resultados) e das cláusulas sociais do acordo coletivo do BB e da CEF.
Para negociar esses pontos, a Executiva Nacional dos Bancários tenta se reunir na próxima semana com representantes dos dois bancos públicos.
“A cláusula econômica é só a primeira do acordo coletivo. No caso do BB, temos mais 40 cláusulas sociais para serem negociadas”, disse o coordenador dos funcionários do BB, Marcel Barros.
Entre os pontos que precisam ser renegociados nos acordos específicos do BB e da Caixa estão a isonomia entre novos e antigos funcionários, plano de cargos e salários.
O presidente da CNB-CUT (Confederação Nacional dos Bancários) da CUT, Vagner Freitas, disse que a categoria não aceitará redução das cláusulas sociais já conquistadas anteriormente. “Os bancários vão de manter mobilizados até que a campanha seja definida por completo. Queremos garantir a manutenção dos acordos vigentes, sem perda de nenhuma cláusula”, disse.
Fonte: Folha Online – FABIANA FUTEMA
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Por Mhais• 25 de outubro de 2004• 09:23• Sem categoria
Bancários conseguem retomar negociação com Fenaban
Os bancários conseguiram reabrir as negociações sobre a campanha salarial da categoria com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos). As duas partes não se encontravam para negociar a campanha salarial desde o dia 21 de setembro. A discussão será retomada na segunda-feira.
As conversações só foram reabertas após o julgamento da greve dos funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal anteontem no TST (Tribunal Superior do Trabalho).
Na negociação com a Fenaban, os bancários devem tentar estender para o setor privado parte dos benefícios obtidos no julgamento do TST, como o pagamento de um abono de R$ 1.000 para os funcionários de todos os bancos, independentemente de faixa salarial.
O Tribunal também fixou o índice de reajuste salarial dos funcionários do BB e da CEF em 8,5% e mais um adicional de R$ 30 para aqueles que ganham até R$ 1.500 por mês.
Os bancários só tentarão melhorar o acordo do TST no que se refere ao pagamento dos dias parados na greve, que chegou a durar 30 dias. O TST determinou que os bancos paguem 50% dos dias parados e que os bancários compensem os 50% dos dias restantes por meio de hora extra.
“Vamos pedir para a Fenaban pagar todos os dias parados. Não queremos o desconto de nenhum dia da greve”, disse o diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Edson Carneiro.
Segundo ele, os funcionários do BB e da Caixa de São Paulo pararam por um período menor de tempo do que o pessoal dos bancos privados. “Em São Paulo, a paralisação no setor privado foi mais intensa por dez dias. Mas essa realidade não é igual em outros Estados, onde o setor privado aderiu por mais tempo à paralisação.”
Cláusulas sociais
Os bancários também precisam retomar a negociação sobre o pagamento da PLR (participação nos lucros e resultados) e das cláusulas sociais do acordo coletivo do BB e da CEF.
Para negociar esses pontos, a Executiva Nacional dos Bancários tenta se reunir na próxima semana com representantes dos dois bancos públicos.
“A cláusula econômica é só a primeira do acordo coletivo. No caso do BB, temos mais 40 cláusulas sociais para serem negociadas”, disse o coordenador dos funcionários do BB, Marcel Barros.
Entre os pontos que precisam ser renegociados nos acordos específicos do BB e da Caixa estão a isonomia entre novos e antigos funcionários, plano de cargos e salários.
O presidente da CNB-CUT (Confederação Nacional dos Bancários) da CUT, Vagner Freitas, disse que a categoria não aceitará redução das cláusulas sociais já conquistadas anteriormente. “Os bancários vão de manter mobilizados até que a campanha seja definida por completo. Queremos garantir a manutenção dos acordos vigentes, sem perda de nenhuma cláusula”, disse.
Fonte: Folha Online – FABIANA FUTEMA
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