(São Paulo) A Caixa Econômica Federal informou agora há pouco, por meio do sistema de comunicação interno, que vai pagar o abono de R$ 1.000 na próxima sexta-feira, dia 29. O pagamento foi determinado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), na última quinta-feira, quando manteve o índice de reajuste em 8,5% e mais R$ 30 para quem ganha até R$ 1.500.
Apesar da notícia positiva, o comunicado da Caixa deixou a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) indignada pelo tom provocativo da mensagem. A Caixa diz que fez “todos os esforços” para uma saída negociada da greve e insinuou que o movimento sindical rompeu com o processo negocial ao ajuizar o dissídio coletivo.
O coordenador da CEE e secretário de Saúde da CNB/CUT, Plínio Pavão, disse que a Executiva Nacional dos Bancários vem tentando retomar as negociações e que a Caixa é que tem afirmado reiteradamente em seus comunicados que não honrará o compromisso assumido na mesa de negociação. Plínio destaca que a CEE e a Executiva sempre se posicionaram contra o dissídio e que o ajuizamento foi feito pela Contec, que não representa nem 5% dos bancários.
A nota da Caixa ainda diz que com o julgamento do TST a proposta de acordo apresentada para o movimento sindical perdeu a validade. “A Caixa está rasgando o pré-acordo assinado com os empregados em que garante o cumprimento das cláusulas”, acrescentou.
Mais um ofício – A Comissão Executiva dos Empregados da Caixa protocolou hoje junto à vice-presidência da Caixa nova correspondência em que solicita o imediato reembolso dos dias de greve, descontados indevidamente, com a recomposição dos juros cobrados por eventual uso de limite de crédito. No documento, os empregados reiteram o pedido de imediata retomada das negociações.
Em resposta a ofício encaminhado pela CNB na sexta-feira (22/10), a Caixa respondeu que retomaria as negociações assim que o TST publicasse o acórdão com o resultado do dissídio. “Temos a informação de que o TST vai publicar o acórdão amanhã (dia 27), mas até agora a Caixa não se manifestou”, finalizou.
Fonte: Fábio Jammal Makhoul – CNB/CUT
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Por Mhais• 27 de outubro de 2004• 10:44• Sem categoria
Caixa paga abono na sexta, mas não confirma negocição
(São Paulo) A Caixa Econômica Federal informou agora há pouco, por meio do sistema de comunicação interno, que vai pagar o abono de R$ 1.000 na próxima sexta-feira, dia 29. O pagamento foi determinado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), na última quinta-feira, quando manteve o índice de reajuste em 8,5% e mais R$ 30 para quem ganha até R$ 1.500.
Apesar da notícia positiva, o comunicado da Caixa deixou a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) indignada pelo tom provocativo da mensagem. A Caixa diz que fez “todos os esforços” para uma saída negociada da greve e insinuou que o movimento sindical rompeu com o processo negocial ao ajuizar o dissídio coletivo.
O coordenador da CEE e secretário de Saúde da CNB/CUT, Plínio Pavão, disse que a Executiva Nacional dos Bancários vem tentando retomar as negociações e que a Caixa é que tem afirmado reiteradamente em seus comunicados que não honrará o compromisso assumido na mesa de negociação. Plínio destaca que a CEE e a Executiva sempre se posicionaram contra o dissídio e que o ajuizamento foi feito pela Contec, que não representa nem 5% dos bancários.
A nota da Caixa ainda diz que com o julgamento do TST a proposta de acordo apresentada para o movimento sindical perdeu a validade. “A Caixa está rasgando o pré-acordo assinado com os empregados em que garante o cumprimento das cláusulas”, acrescentou.
Mais um ofício – A Comissão Executiva dos Empregados da Caixa protocolou hoje junto à vice-presidência da Caixa nova correspondência em que solicita o imediato reembolso dos dias de greve, descontados indevidamente, com a recomposição dos juros cobrados por eventual uso de limite de crédito. No documento, os empregados reiteram o pedido de imediata retomada das negociações.
Em resposta a ofício encaminhado pela CNB na sexta-feira (22/10), a Caixa respondeu que retomaria as negociações assim que o TST publicasse o acórdão com o resultado do dissídio. “Temos a informação de que o TST vai publicar o acórdão amanhã (dia 27), mas até agora a Caixa não se manifestou”, finalizou.
Fonte: Fábio Jammal Makhoul – CNB/CUT
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