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Eleições em 4 países fortalecem esquerda na América Latina

Por Mary Milliken
MONTEVIDÉU (Reuters) – A esquerda saiu-se bem nas eleições em quatro países latino-americanos no fim de semana, com os eleitores demonstrando nas urnas o anseio pelo crescimento econômico aliado a uma melhor distribuição de renda.
O Uruguai se tornou o novo país latino-americano a ter um presidente de esquerda. No Chile, na Venezuela e no Brasil, o resultado das eleições regionais foi vitorioso para a esquerda ou para a centro-esquerda, no que pode ser um prenúncio das eleições presidenciais.
Tabaré Vázquez, que será o primeiro líder de esquerda do Uruguai, ganhou as eleições presidenciais em sua terceira tentativa, depois de suavizar seu discurso. Ele escolheu Danilo Astori, bem-visto em Wall Street, como ministro da Economia.
O Uruguai se une agora ao grupo dominante de países sul-americanos –Argentina, Brasil, Chile e Venezuela– governados pela esquerda ou pela centro-esquerda, grupo que está ganhando força para desafiar os Estados Unidos em questões diplomáticas e comerciais.
Na última década, a abertura comercial desses países ao investimento estrangeiro muitas vezes terminou em desastre, principalmente na Argentina e no Uruguai, que já foram nações agrícolas potentes e onde hoje há pessoas passando fome.
Mas todo o grupo, que agora está em crescimento e com as economias saudáveis, não pode se arriscar a abandonar a austeridade fiscal e pôr a perder a confiança do investidor. Suas dívidas são muito grandes e suas economias dependem principalmente do investimento estrangeiro.
Vázquez diz que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é sua maior inspiração. Para especialistas, o pragmatismo de Lula, que alia políticas de austeridade fiscal a esforços na área social, está ganhando adeptos na região.
“As democracias da América do Sul estão amadurecendo e se tornando mais semelhantes”, disse o analista político David Fleischer, da Universidade de Brasília. “Isso significa que os sul-americanos poderão ter uma posição mais unificada em áreas como as negociações comerciais com os Estados Unidos.”
DE OLHO NA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL
Dois anos depois de assumir o governo federal, o PT de Lula venceu em algumas capitais no domingo, mas sofreu duas derrotas duríssimas: São Paulo, maior cidade do país, e Porto Alegre, onde o partido governava há 16 anos. Mas analistas atribuem as derrotas a questões locais, e não ao governo de Lula.
Considerando o primeiro e o segundo turno e todos os municípios do país, o PT expandiu sua presença para além de seus redutos tradicionais, a dois anos da nova eleição presidencial.
O Chile também pôde ter uma prévia de sua eleição presidencial de 2005 na votação de domingo para escolher prefeitos. A coalizão de centro-esquerda do presidente Ricardo Lagos, que governa o país há 15 anos, ficou com 45 por cento dos votos, enquanto a oposição de direita obteve 39 por cento.
Cientistas políticos disseram que, apesar de a margem da vitória ter sido menor que nas três últimas eleições para prefeituras, o resultado foi bom para a coalizão governista.
“O presidente, que parecia estar se tornando uma figura fadada à derrota, agora está voando alto, bem alto”, disse Patricio Navia, cientista político da Universidade de Nova York.
Na Venezuela, os resultados preliminares mostram que os candidatos leais ao presidente esquerdista Hugo Chávez levaram pelo menos 18 dos 23 governos estaduais, e venceram na prefeitura de Caracas.
Foi uma derrota humilhante para a oposição, ainda desmoralizada pela vitória de Chávez, em agosto, no plebiscito que pretendia abreviar seu mandato. Chávez está no poder desde 1998.
“A realidade para pelo menos os próximos dois anos é que o presidente Chávez está ganhando mais poder político”, disse José Cerritelli, analista da Bear Stearns em Nova York.
Animado pelas vitórias, Chávez disse na segunda-feira que “a revolução chegou para ficar” e que “o grande povo da América Latina está se erguendo”.
(Reportagem de Andrew Hay em Brasília, Fiona Ortiz em Santiago e Pascal Fletcher em Caracas).
Notícia extraída do sítio www.uol.com.br.

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Eleições em 4 países fortalecem esquerda na América Latina

Por Mary Milliken

MONTEVIDÉU (Reuters) – A esquerda saiu-se bem nas eleições em quatro países latino-americanos no fim de semana, com os eleitores demonstrando nas urnas o anseio pelo crescimento econômico aliado a uma melhor distribuição de renda.

O Uruguai se tornou o novo país latino-americano a ter um presidente de esquerda. No Chile, na Venezuela e no Brasil, o resultado das eleições regionais foi vitorioso para a esquerda ou para a centro-esquerda, no que pode ser um prenúncio das eleições presidenciais.

Tabaré Vázquez, que será o primeiro líder de esquerda do Uruguai, ganhou as eleições presidenciais em sua terceira tentativa, depois de suavizar seu discurso. Ele escolheu Danilo Astori, bem-visto em Wall Street, como ministro da Economia.

O Uruguai se une agora ao grupo dominante de países sul-americanos –Argentina, Brasil, Chile e Venezuela– governados pela esquerda ou pela centro-esquerda, grupo que está ganhando força para desafiar os Estados Unidos em questões diplomáticas e comerciais.

Na última década, a abertura comercial desses países ao investimento estrangeiro muitas vezes terminou em desastre, principalmente na Argentina e no Uruguai, que já foram nações agrícolas potentes e onde hoje há pessoas passando fome.

Mas todo o grupo, que agora está em crescimento e com as economias saudáveis, não pode se arriscar a abandonar a austeridade fiscal e pôr a perder a confiança do investidor. Suas dívidas são muito grandes e suas economias dependem principalmente do investimento estrangeiro.

Vázquez diz que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é sua maior inspiração. Para especialistas, o pragmatismo de Lula, que alia políticas de austeridade fiscal a esforços na área social, está ganhando adeptos na região.

“As democracias da América do Sul estão amadurecendo e se tornando mais semelhantes”, disse o analista político David Fleischer, da Universidade de Brasília. “Isso significa que os sul-americanos poderão ter uma posição mais unificada em áreas como as negociações comerciais com os Estados Unidos.”

DE OLHO NA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL

Dois anos depois de assumir o governo federal, o PT de Lula venceu em algumas capitais no domingo, mas sofreu duas derrotas duríssimas: São Paulo, maior cidade do país, e Porto Alegre, onde o partido governava há 16 anos. Mas analistas atribuem as derrotas a questões locais, e não ao governo de Lula.

Considerando o primeiro e o segundo turno e todos os municípios do país, o PT expandiu sua presença para além de seus redutos tradicionais, a dois anos da nova eleição presidencial.

O Chile também pôde ter uma prévia de sua eleição presidencial de 2005 na votação de domingo para escolher prefeitos. A coalizão de centro-esquerda do presidente Ricardo Lagos, que governa o país há 15 anos, ficou com 45 por cento dos votos, enquanto a oposição de direita obteve 39 por cento.

Cientistas políticos disseram que, apesar de a margem da vitória ter sido menor que nas três últimas eleições para prefeituras, o resultado foi bom para a coalizão governista.

“O presidente, que parecia estar se tornando uma figura fadada à derrota, agora está voando alto, bem alto”, disse Patricio Navia, cientista político da Universidade de Nova York.

Na Venezuela, os resultados preliminares mostram que os candidatos leais ao presidente esquerdista Hugo Chávez levaram pelo menos 18 dos 23 governos estaduais, e venceram na prefeitura de Caracas.

Foi uma derrota humilhante para a oposição, ainda desmoralizada pela vitória de Chávez, em agosto, no plebiscito que pretendia abreviar seu mandato. Chávez está no poder desde 1998.

“A realidade para pelo menos os próximos dois anos é que o presidente Chávez está ganhando mais poder político”, disse José Cerritelli, analista da Bear Stearns em Nova York.

Animado pelas vitórias, Chávez disse na segunda-feira que “a revolução chegou para ficar” e que “o grande povo da América Latina está se erguendo”.

(Reportagem de Andrew Hay em Brasília, Fiona Ortiz em Santiago e Pascal Fletcher em Caracas).

Notícia extraída do sítio www.uol.com.br.

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