Os bancários começam a retomar as negociações com o Banco do Brasil (BB) e a Caixa Econômica Federal para discutir questões que ficaram de fora do julgamento do dissídio coletivo. No último dia 21, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) fixou o reajuste salarial em 8,5%, mais adicional de R$ 30 para quem ganha até R$ 1.500 e concedeu abono de R$ 1.000. No entanto, os juízes deixaram de fora itens como a Participação Referente aos Lucros (PRL), que agora precisam ser negociadas entre as partes.
O Banco do Brasil já confirmou a realização de uma rodada de negociações na próxima sexta-feira, em Brasília. A Caixa ainda não marcou reunião com os bancários, mas deve fazê-lo até o final da semana. Além da PRL, a categoria quer negociar a isonomia entre antigos e novos funcionários e a cesta-alimentação extraordinária.
No caso do BB, antes da greve — que durou de 15 de setembro a 14 de outubro — existia um pré-acordo sobre a participação nos lucros. O banco havia proposto o pagamento de 40% do salário, mais parcela fixa de R$ 352. O pagamento seria feito a todos os funcionários. No caso da instituição, a PRL é paga semestralmente. O pré-acordo deve servir de ponto da partida para a retomada das negociações.
Bancos privados
Esta semana, a Executiva Nacional dos Bancários decidiu recomendar à categoria a aceitação da proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). As assembléias estaduais devem ser realizadas até a próxima terça-feira. A de São Paulo será amanhã. ‘‘A decisão da executiva foi unânime por entender que o processo de negociação já se esgotou’’, informa comunicado da Confederação Nacional dos Bancários (CNB).
Após o fim da greve, foram realizadas quatro reuniões de negociação com os bancos privados, que avançaram em apenas um item: o aumento do valor da cesta-alimentação extraordinária, que passou de R$ 217 para R$ 700. Os demais itens da proposta da Fenaban foram mantidos, como o mesmo reajuste concedido pelo TST aos funcionários do Banco do Brasil e da Caixa — 8,5%, mais R$ 30 para quem ganha até R$ 1.500 — e o pagamento de PRL de 80% do salário, mais R$ 705 fixos. O pagamento da PRL será feito em duas parcelas: 60% dez dias após a assinatura da convenção e 40% até março de 2005, limitado ao valor de R$ 5.009,45. Os bancários reivindicavam reajuste de 19%, mais abono salarial de R$ 1.500.
Em relação ao dias parados na greve, que a Justiça impediu os bancos oficiais de descontar, as instituições privadas propõem que sejam compensados até 31 de janeiro.
Fonte: Correio Braziliense – Marcelo Tokarski
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Por Mhais• 3 de novembro de 2004• 11:49• Sem categoria
Bancários voltam a negociar com BB e Caixa
Os bancários começam a retomar as negociações com o Banco do Brasil (BB) e a Caixa Econômica Federal para discutir questões que ficaram de fora do julgamento do dissídio coletivo. No último dia 21, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) fixou o reajuste salarial em 8,5%, mais adicional de R$ 30 para quem ganha até R$ 1.500 e concedeu abono de R$ 1.000. No entanto, os juízes deixaram de fora itens como a Participação Referente aos Lucros (PRL), que agora precisam ser negociadas entre as partes.
O Banco do Brasil já confirmou a realização de uma rodada de negociações na próxima sexta-feira, em Brasília. A Caixa ainda não marcou reunião com os bancários, mas deve fazê-lo até o final da semana. Além da PRL, a categoria quer negociar a isonomia entre antigos e novos funcionários e a cesta-alimentação extraordinária.
No caso do BB, antes da greve — que durou de 15 de setembro a 14 de outubro — existia um pré-acordo sobre a participação nos lucros. O banco havia proposto o pagamento de 40% do salário, mais parcela fixa de R$ 352. O pagamento seria feito a todos os funcionários. No caso da instituição, a PRL é paga semestralmente. O pré-acordo deve servir de ponto da partida para a retomada das negociações.
Bancos privados
Esta semana, a Executiva Nacional dos Bancários decidiu recomendar à categoria a aceitação da proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). As assembléias estaduais devem ser realizadas até a próxima terça-feira. A de São Paulo será amanhã. ‘‘A decisão da executiva foi unânime por entender que o processo de negociação já se esgotou’’, informa comunicado da Confederação Nacional dos Bancários (CNB).
Após o fim da greve, foram realizadas quatro reuniões de negociação com os bancos privados, que avançaram em apenas um item: o aumento do valor da cesta-alimentação extraordinária, que passou de R$ 217 para R$ 700. Os demais itens da proposta da Fenaban foram mantidos, como o mesmo reajuste concedido pelo TST aos funcionários do Banco do Brasil e da Caixa — 8,5%, mais R$ 30 para quem ganha até R$ 1.500 — e o pagamento de PRL de 80% do salário, mais R$ 705 fixos. O pagamento da PRL será feito em duas parcelas: 60% dez dias após a assinatura da convenção e 40% até março de 2005, limitado ao valor de R$ 5.009,45. Os bancários reivindicavam reajuste de 19%, mais abono salarial de R$ 1.500.
Em relação ao dias parados na greve, que a Justiça impediu os bancos oficiais de descontar, as instituições privadas propõem que sejam compensados até 31 de janeiro.
Fonte: Correio Braziliense – Marcelo Tokarski
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