A Caixa Econômica Federal passou a dominar um terço do mercado de crédito com desconto em folha ao atingir, neste mês, a marca de um milhão de contratos de crédito e uma carteira R$ 3,18 bilhão, 86% superior aos R$ 1,71 bilhão de um ano atrás. O segundo colocado é o Banco do Brasil (BB), cuja carteira dobrou neste ano mas é metade do estoque da Caixa.
O mercado todo fechou setembro com um estoque de R$ 10,152 bilhões, informou o Banco Central (BC), volume 5,8% superior ao do final de agosto. Essa linha já equivale a um quarto do total de crédito pessoal, que estava em R$ 39,9 bilhões em setembro, volume 3,1% superior ao de agosto e com crescimento de 30,9% desde o início do ano.
O superintendente nacional de empréstimos para pessoas físicas da Caixa, José Humberto de Lira, atribuiu o desempenho à experiência do banco na área e às facilidades oferecidas.
Lira disse que o grande salto ocorreu com a Lei 10.820, que abriu espaço para os acordos com os sindicatos e com as operações com pensionistas e aposentados.
No ano passado, a Caixa tinha convênio com 8,5 mil empresas. O número saltou para pouco mais de 12 mil neste ano, depois que foi assinado o convênio que permitiu a oferta de crédito com desconto em folha para os funcionários de todas empresas filiadas à CUT.
Só as operações com aposentados e pensionistas garantiram um incremento de 311,6 mil contratos, dobrando o saldo de 493 mil contratos em carteira no final do ano passado. O aposentado pode contratar o empréstimo mesmo sem que não receba seu benefício em agência da Caixa ou seja correntista do banco.
A taxa de juros cobrada pela Caixa no crédito com desconto em folha varia de 1,75% a 2,8% ao mês nas operações com aposentados e pensionistas do INSS e chega até 3,30% ao mês para funcionários de empresas privadas. A taxa média cobrada no mercado, segundo o BC, estava em 2,79% ao mês, em setembro. No crédito pessoal, ficou em 4,7%. O prazo é de até 36 meses.
O empréstimo consignado vem ocupando espaço do crédito pessoal oferecido por bancos e por financeiras a taxas muito mais elevadas. A baixa inadimplência garante a redução do juro no crédito com desconto em folha. A inadimplência é baixa porque o banco pode descontar a prestação direto da folha de pagamentos. O maior risco é o trabalhador ser demitido. Nesse caso, o banco pode usar até 30% das verbas rescisórias do para quitar o crédito.
A Caixa pode emprestar de R$ 100 a R$ 100 mil com desconto em folha; e o valor médio é de R$ 3.100. O cliente não pode comprometer mais de um terço da renda líquida com a prestação mensal.
Fonte: Valor Econômico – Maria Christina Carvalho
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Por Mhais• 4 de novembro de 2004• 09:27• Sem categoria
Crédito em consignação: Caixa já domina um terço do mercado
A Caixa Econômica Federal passou a dominar um terço do mercado de crédito com desconto em folha ao atingir, neste mês, a marca de um milhão de contratos de crédito e uma carteira R$ 3,18 bilhão, 86% superior aos R$ 1,71 bilhão de um ano atrás. O segundo colocado é o Banco do Brasil (BB), cuja carteira dobrou neste ano mas é metade do estoque da Caixa.
O mercado todo fechou setembro com um estoque de R$ 10,152 bilhões, informou o Banco Central (BC), volume 5,8% superior ao do final de agosto. Essa linha já equivale a um quarto do total de crédito pessoal, que estava em R$ 39,9 bilhões em setembro, volume 3,1% superior ao de agosto e com crescimento de 30,9% desde o início do ano.
O superintendente nacional de empréstimos para pessoas físicas da Caixa, José Humberto de Lira, atribuiu o desempenho à experiência do banco na área e às facilidades oferecidas.
Lira disse que o grande salto ocorreu com a Lei 10.820, que abriu espaço para os acordos com os sindicatos e com as operações com pensionistas e aposentados.
No ano passado, a Caixa tinha convênio com 8,5 mil empresas. O número saltou para pouco mais de 12 mil neste ano, depois que foi assinado o convênio que permitiu a oferta de crédito com desconto em folha para os funcionários de todas empresas filiadas à CUT.
Só as operações com aposentados e pensionistas garantiram um incremento de 311,6 mil contratos, dobrando o saldo de 493 mil contratos em carteira no final do ano passado. O aposentado pode contratar o empréstimo mesmo sem que não receba seu benefício em agência da Caixa ou seja correntista do banco.
A taxa de juros cobrada pela Caixa no crédito com desconto em folha varia de 1,75% a 2,8% ao mês nas operações com aposentados e pensionistas do INSS e chega até 3,30% ao mês para funcionários de empresas privadas. A taxa média cobrada no mercado, segundo o BC, estava em 2,79% ao mês, em setembro. No crédito pessoal, ficou em 4,7%. O prazo é de até 36 meses.
O empréstimo consignado vem ocupando espaço do crédito pessoal oferecido por bancos e por financeiras a taxas muito mais elevadas. A baixa inadimplência garante a redução do juro no crédito com desconto em folha. A inadimplência é baixa porque o banco pode descontar a prestação direto da folha de pagamentos. O maior risco é o trabalhador ser demitido. Nesse caso, o banco pode usar até 30% das verbas rescisórias do para quitar o crédito.
A Caixa pode emprestar de R$ 100 a R$ 100 mil com desconto em folha; e o valor médio é de R$ 3.100. O cliente não pode comprometer mais de um terço da renda líquida com a prestação mensal.
Fonte: Valor Econômico – Maria Christina Carvalho
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