O Bradesco assumiu a liderança do microcrédito, com um total de 1,1 milhão de contratos, afirmou, sexta-feira, o presidente do banco, Márcio Cypriano, após receber o prêmio de qualidade da revista “Banco Hoje”.
Desde meados do ano passado, os bancos foram obrigados a canalizar 2% dos depósitos à vista para o microcrédito. O Bradesco começou a operar a linha em agosto de 2003. No final de setembro, o total de contratos era de 963,3 mil, somando R$ 497,484 milhões, com um ticket médio de R$ 516,45, conforme balanço divulgado há uma semana. O saldo das operações estava em R$ 280,67 milhões, em comparação com R$ 10,234 milhões em setembro de 2003.
Já a carteira de crédito consignado em folha está ao redor de R$ 1 bilhão e deve ser a terceira maior do mercado, depois da Caixa Econômica Federal, R$ 3 bilhões, e do Banco do Brasil (BB), com R$ 1,5 bilhão. O Banco Central deve divulgar neste mês um ranking oficial.
A carteira total de crédito do Bradesco atingiu R$ 60 bilhões no final de setembro, com crescimento de 13,6% em comparação com igual mês de 2003 e de 2,7% sobre o segundo trimestre deste ano. Em comparação com os R$ 54,336 bilhões do final do ano passado, a carteira cresceu 10,4%.
A previsão do Bradesco, disse Cypriano na apresentação do balanço com um lucro líquido de R$ 2 bilhões em nove meses, é fechar o ano com uma expansão de 20% a 22% da carteira de crédito e repetir o desempenho em 2005. Para que a previsão do ano seja confirmada, o crescimento do crédito deve ser bem vigoroso neste final de ano, registrando praticamente em um trimestre o avanço de nove meses.
Nem mesmo o aumento de meio ponto da taxa básica de juros para 16,7% alterou as projeções para a demanda por crédito. Cypriano afirmou, sexta-feira, que a demanda por crédito continua normal e que a alta da Selic acaba não tendo impacto no juro do crédito, que já é bem mais elevado.
Fonte: Valor Econômico – Maria Christina Carvalho
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