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Crédito entre as empresas cresce mais que o bancário

Diante das restrições do crédito bancário e das taxas de juros elevadas, os fornecedores estão se transformando nos principais financiadores do capital de giro das empresas no país.
A compra e venda a prazo de mercadorias e insumos junto aos fornecedores, o chamado crédito mercantil,
movimentou este ano R$ 161,3 bilhões no primeiro semestre, quase a metade do que as empresas tomaram em financiamentos bancários no mesmo período, que foi de R$ 346,6 bilhões. Se considerados os financiamentos de curto prazo, ele já é maior que o crédito bancário.
Nos últimos dez anos, o crédito mercantil cresceu 60% em termos reais. No mesmo período, os empréstimos bancários cresceram 34%. Os dados fazem parte de estudo divulgado ontem pela Serasa, realizado a partir da análise dos balanços de 60 mil empresas industriais, comerciais e de prestação de serviços. Desse universo, apenas 3 mil são grandes, com faturamento acima de R$ 50 milhões anuais.
O estudo mostra a desvantagem do comércio em relação à indústria e os serviços, e das pequenas e médias empresas em relação às grandes no crédito bancário. Enquanto os bancos aumentaram em 36% os empréstimos para a indústria e 34% para as empresas de serviços, para o comércio o crescimento foi de apenas 25%. Já para as grandes empresas os créditos bancários cresceram 59%, ante uma queda real de 34% para as pequenas e médias companhias.
Segundo Marcio Torres, gerente de análise de crédito da Serasa, um dos autores do trabalho, o avanço do crédito mercantil em relação ao bancário mostra que grande parte da atividade empresarial no Brasil não consegue captar recursos nos bancos, principalmente para suprir as necessidades básicas de capital de giro.
Fonte: Valor Econômico – Janes Rocha

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Crédito entre as empresas cresce mais que o bancário

Diante das restrições do crédito bancário e das taxas de juros elevadas, os fornecedores estão se transformando nos principais financiadores do capital de giro das empresas no país.

A compra e venda a prazo de mercadorias e insumos junto aos fornecedores, o chamado crédito mercantil,

movimentou este ano R$ 161,3 bilhões no primeiro semestre, quase a metade do que as empresas tomaram em financiamentos bancários no mesmo período, que foi de R$ 346,6 bilhões. Se considerados os financiamentos de curto prazo, ele já é maior que o crédito bancário.

Nos últimos dez anos, o crédito mercantil cresceu 60% em termos reais. No mesmo período, os empréstimos bancários cresceram 34%. Os dados fazem parte de estudo divulgado ontem pela Serasa, realizado a partir da análise dos balanços de 60 mil empresas industriais, comerciais e de prestação de serviços. Desse universo, apenas 3 mil são grandes, com faturamento acima de R$ 50 milhões anuais.

O estudo mostra a desvantagem do comércio em relação à indústria e os serviços, e das pequenas e médias empresas em relação às grandes no crédito bancário. Enquanto os bancos aumentaram em 36% os empréstimos para a indústria e 34% para as empresas de serviços, para o comércio o crescimento foi de apenas 25%. Já para as grandes empresas os créditos bancários cresceram 59%, ante uma queda real de 34% para as pequenas e médias companhias.

Segundo Marcio Torres, gerente de análise de crédito da Serasa, um dos autores do trabalho, o avanço do crédito mercantil em relação ao bancário mostra que grande parte da atividade empresarial no Brasil não consegue captar recursos nos bancos, principalmente para suprir as necessidades básicas de capital de giro.

Fonte: Valor Econômico – Janes Rocha

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