(São Paulo) O Unibanco realizou hoje cerca de 250 demissões nos núcleos de cobrança em todo o Brasil. Somente em São Paulo foram demitidos 24 bancários. A área de cobrança possuía aproximadamente 400 empregados no país. Com a baixa alguns centros foram mantidos, mas com poucos funcionários.
“A empresa afirmou que 40% do total dos empregados dos núcleos de cobrança teria sido absorvido por outros setores do banco”, informou Reginaldo da Silva, diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo e coordenador da Comissão de Organização dos Empregados do Unibanco. O Sindicato protestou hoje e continua amanhã com manifestações nos núcleos de cobrança.
As demissões estão ocorrendo desde o início da Campanha Salarial e foram intensificadas no início de novembro e hoje. O motivo alegado pelo banco para o fechamento dos postos de trabalho seriam os custos desses funcionários que estariam maiores do que as receitas. “A maioria desses trabalhadores serão recontratados por empresas terceirizadas e telemarketing”, avalia Reginaldo. Para debater e encaminhar soluções para a atitude irresponsável do Unibanco, entre outros temas, a COE estará reunida amanhã a partir das 14h na sede da CNB/CUT.
Para o presidente da CNB/CUT, Vagner Freitas o Unibanco não tem responsabilidade social e tampouco presta um atendimento de qualidade. “O banco está demitindo em retaliação à greve, já que tivemos uma adesão significativa dos empregados do Unibanco”. Vale lembrar que a instituição obteve lucro líquido de R$ 908 milhões no acumulado de janeiro a setembro deste ano, 19,3% superior ao resultado de igual período do ano passado.
Carolina Coronel – CNB/CUT
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