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Pesquisa revela relativa fragilidade e necessidade da reforma sindical

Por Sérgio Santos/CUT-Nacional
Pesquisa realizada pela Secretaria Nacional de Organização da CUT (SNO) e a Subseção do Dieese na sede nacional da Central revela o quanto a reforma sindical é necessária, não só para a CUT, mas para todos os sindicatos brasileiros. “A necessidade de se construir uma nova estrutura e legislação sindical no País será de vital importância para todos nós”, diz o secretário nacional de Organização, Artur Henrique da Silva Santos. A CUT é a maior central sindical brasileira e uma das maiores do mundo.
A pesquisa, ainda com dados preliminares, quis saber sobre o funcionamento, a sustentação financeira, a organização propriamente dita, a inserção dessas entidades nos locais de trabalho, a negociação coletiva e as estratégias e articulações que as entidades nacionais filiadas ou orgânicas à CUT têm e fazem.
“A SNO quer ter um banco de dados sobre a realidade dessas entidades, até para a Central se preparar e consolidar uma nova proposta de estrutura interna de organização dos ramos produtivos”, diz Artur, independentemente da Reforma Sindical.
Em geral, a pesquisa revelou que todas as entidades (nem todas responderam e ou não enviaram a tempo para a tabulação final) têm pouca infra-estrutura, poucos funcionários e dirigentes liberados de suas atividades profissionais para o exercício sindical. O principal problema que enfrentam, segundo a pesquisa, é a falta de recursos financeiros.
Os setores organizados na CUT dizem enfrentar também dificuldades para a representação e unificação dos diversos setores que compõem o ramo produtivo, devido a atual estrutura sindical corporativa, de um lado, e o distanciamento que as estruturas têm em relação a Central e aos sindicatos de base, de outro.
As entidades dizem travar muitos debates sobre a unificação de entidades, mas revelam que poucos avanços foram dados. Não é à toa, os conflitos são inúmeros, como a existência de categorias profissionais (jornalistas, vigilantes, secretárias etc) trabalhando em empresas cujo sindicato preponderante da categoria é outro (metalúrgico ou bancário, por exemplo). Ou nos serviços públicos, onde a discussão gira em torno da organização das atividades fins ou por esfera de contratação.
Organização no local de trabalho
Essa é questão fundamental para o movimento sindical cutista. Como resolver os problemas quanto a formulação estratégica sobre o tema na hora da negociação salarial, na pouca experiência e preparação do dirigente sindical e, principalmente, na resistência dos patrões que chegam a empregar práticas anti-sindicais, perseguindo trabalhadores que se filiam ao sindicato ou participam de suas reuniões ou impedindo que os diretores do sindicato visitem o local de trabalho.
A pesquisa revelou que o grande objetivo das entidades é consolidar e reestruturar o projeto organizativo da CUT, bem como encontrar formas de sustentação financeira de suas estruturas e ações, embora, não acreditem que o imposto sindical seja a melhor saída, tanto que a CUT é uma das únicas entidades no Fórum Nacional do Trabalho – que discutiu, aprovou e enviou ao Congresso Nacional uma proposta de reforma sindical – que defende o fim do imposto sindical.
Para os dirigentes das entidades nacionais da CUT, o combate à inadimplência dos sindicatos tem a ver com a mudança dos rumos da política econômica do País. O trabalhador só voltará a contribuir com o sindicato se o lhe for ofertado propostas de emprego e melhores salários. Sendo assim, os sindicatos voltarão a contribuir com as entidades nacionais e com CUT.
Uma das “saídas” mais apontadas pelas entidades que responderam à pesquisa foi a necessidade do País ter uma nova legislação e estrutura sindical.
Notícia extraída do sítio www.cut.org.br.

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Pesquisa revela relativa fragilidade e necessidade da reforma sindical

Por Sérgio Santos/CUT-Nacional

Pesquisa realizada pela Secretaria Nacional de Organização da CUT (SNO) e a Subseção do Dieese na sede nacional da Central revela o quanto a reforma sindical é necessária, não só para a CUT, mas para todos os sindicatos brasileiros. “A necessidade de se construir uma nova estrutura e legislação sindical no País será de vital importância para todos nós”, diz o secretário nacional de Organização, Artur Henrique da Silva Santos. A CUT é a maior central sindical brasileira e uma das maiores do mundo.

A pesquisa, ainda com dados preliminares, quis saber sobre o funcionamento, a sustentação financeira, a organização propriamente dita, a inserção dessas entidades nos locais de trabalho, a negociação coletiva e as estratégias e articulações que as entidades nacionais filiadas ou orgânicas à CUT têm e fazem.

“A SNO quer ter um banco de dados sobre a realidade dessas entidades, até para a Central se preparar e consolidar uma nova proposta de estrutura interna de organização dos ramos produtivos”, diz Artur, independentemente da Reforma Sindical.

Em geral, a pesquisa revelou que todas as entidades (nem todas responderam e ou não enviaram a tempo para a tabulação final) têm pouca infra-estrutura, poucos funcionários e dirigentes liberados de suas atividades profissionais para o exercício sindical. O principal problema que enfrentam, segundo a pesquisa, é a falta de recursos financeiros.

Os setores organizados na CUT dizem enfrentar também dificuldades para a representação e unificação dos diversos setores que compõem o ramo produtivo, devido a atual estrutura sindical corporativa, de um lado, e o distanciamento que as estruturas têm em relação a Central e aos sindicatos de base, de outro.

As entidades dizem travar muitos debates sobre a unificação de entidades, mas revelam que poucos avanços foram dados. Não é à toa, os conflitos são inúmeros, como a existência de categorias profissionais (jornalistas, vigilantes, secretárias etc) trabalhando em empresas cujo sindicato preponderante da categoria é outro (metalúrgico ou bancário, por exemplo). Ou nos serviços públicos, onde a discussão gira em torno da organização das atividades fins ou por esfera de contratação.

Organização no local de trabalho

Essa é questão fundamental para o movimento sindical cutista. Como resolver os problemas quanto a formulação estratégica sobre o tema na hora da negociação salarial, na pouca experiência e preparação do dirigente sindical e, principalmente, na resistência dos patrões que chegam a empregar práticas anti-sindicais, perseguindo trabalhadores que se filiam ao sindicato ou participam de suas reuniões ou impedindo que os diretores do sindicato visitem o local de trabalho.

A pesquisa revelou que o grande objetivo das entidades é consolidar e reestruturar o projeto organizativo da CUT, bem como encontrar formas de sustentação financeira de suas estruturas e ações, embora, não acreditem que o imposto sindical seja a melhor saída, tanto que a CUT é uma das únicas entidades no Fórum Nacional do Trabalho – que discutiu, aprovou e enviou ao Congresso Nacional uma proposta de reforma sindical – que defende o fim do imposto sindical.

Para os dirigentes das entidades nacionais da CUT, o combate à inadimplência dos sindicatos tem a ver com a mudança dos rumos da política econômica do País. O trabalhador só voltará a contribuir com o sindicato se o lhe for ofertado propostas de emprego e melhores salários. Sendo assim, os sindicatos voltarão a contribuir com as entidades nacionais e com CUT.

Uma das “saídas” mais apontadas pelas entidades que responderam à pesquisa foi a necessidade do País ter uma nova legislação e estrutura sindical.

Notícia extraída do sítio www.cut.org.br.

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