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Alta dos juros começa a aparecer nas taxas bancárias

Empréstimos e créditos pessoais e para veículos escaparam da alta
Os bancos começam a refletir a elevação de 0,75 ponto porcentual acumulada pela taxa básica de juros nos últimos dois meses, mas ainda de maneira sutil. Entre setembro e outubro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central aumentou a taxa Selic de 16% para 16,75% ao ano.
Já a taxa média de juros cobrada pelos bancos subiu de 45,1% ao ano em setembro para 45,6% em outubro, a maior desde dezembro de 2003, quando a média era de 45,8%. A taxa do cheque especial também subiu, de 140,6% em setembro para 141,1% no mês passado.
A taxa para empréstimos de pessoa física, porém, ficou estável em 63,2%, enquanto a da pessoa jurídica subiu de 30,4% para 31,1% ao ano em outubro. Segundo o relatório do Banco Central divulgado ontem, a taxa do crédito pessoal teve uma ligeira queda, de 73,9% para 73,8%, na mesma proporção da taxa para compra de veículos, que passou de 35,7% para 35,6%.
A alta das taxas foi provocada pelo aumento do spread bancário, a diferença entre o custo da captação para as instituições financeiras e a taxa cobrada por elas nos empréstimos a clientes. Na prática, representa o ganho bruto dos bancos com uma operação de crédito. O spread médio subiu de 27,7% para 28,1% em outubro. Nos empréstimos para pessoa jurídica, o spread subiu de 13,1% para 13,5% ao ano, tendo sofrido algum efeito de taxa de captação mais alta. Para pessoa física, o spread subiu de 45,7% para 45,9%.
Em outubro, o volume de crédito com recursos livres (excluindo habitação, crédito popular e empréstimo rural) subiu de R$ 263,1 bilhões em setembro para R$ 268,4 bilhões, R$ 159,5 bilhões para empresas e R$ 108,5 bilhões para pessoa física.
O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, minimizou ontem a alta da taxa média de juros e do cheque especial em outubro. Lopes disse que é uma alta pequena, e que não necessariamente uma subida na taxa Selic resulte em aumento da taxa final ao consumidor de forma imediata. Ele observou, no entanto, que muitas vezes os bancos antecipam esses movimentos e elevam a taxa.
Segundo ele, em outubro houve uma mudança em busca de certos tipos de empréstimos, como o hot money, que tem spread mais elevado e está mais relacionado a empresas para pagamento de contas no fim do ano, como 13º salário. Altamir Lopes disse que são empréstimos com prazo mais curto, cujo spread é de 37%, muito alto em relação à media de 13,5% dos empréstimos para empresas. O volume de crédito concedido pelo hot money aumentou 34% em outubro.
Fonte: Gazeta do Povo

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Alta dos juros começa a aparecer nas taxas bancárias

Empréstimos e créditos pessoais e para veículos escaparam da alta

Os bancos começam a refletir a elevação de 0,75 ponto porcentual acumulada pela taxa básica de juros nos últimos dois meses, mas ainda de maneira sutil. Entre setembro e outubro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central aumentou a taxa Selic de 16% para 16,75% ao ano.

Já a taxa média de juros cobrada pelos bancos subiu de 45,1% ao ano em setembro para 45,6% em outubro, a maior desde dezembro de 2003, quando a média era de 45,8%. A taxa do cheque especial também subiu, de 140,6% em setembro para 141,1% no mês passado.

A taxa para empréstimos de pessoa física, porém, ficou estável em 63,2%, enquanto a da pessoa jurídica subiu de 30,4% para 31,1% ao ano em outubro. Segundo o relatório do Banco Central divulgado ontem, a taxa do crédito pessoal teve uma ligeira queda, de 73,9% para 73,8%, na mesma proporção da taxa para compra de veículos, que passou de 35,7% para 35,6%.

A alta das taxas foi provocada pelo aumento do spread bancário, a diferença entre o custo da captação para as instituições financeiras e a taxa cobrada por elas nos empréstimos a clientes. Na prática, representa o ganho bruto dos bancos com uma operação de crédito. O spread médio subiu de 27,7% para 28,1% em outubro. Nos empréstimos para pessoa jurídica, o spread subiu de 13,1% para 13,5% ao ano, tendo sofrido algum efeito de taxa de captação mais alta. Para pessoa física, o spread subiu de 45,7% para 45,9%.

Em outubro, o volume de crédito com recursos livres (excluindo habitação, crédito popular e empréstimo rural) subiu de R$ 263,1 bilhões em setembro para R$ 268,4 bilhões, R$ 159,5 bilhões para empresas e R$ 108,5 bilhões para pessoa física.

O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, minimizou ontem a alta da taxa média de juros e do cheque especial em outubro. Lopes disse que é uma alta pequena, e que não necessariamente uma subida na taxa Selic resulte em aumento da taxa final ao consumidor de forma imediata. Ele observou, no entanto, que muitas vezes os bancos antecipam esses movimentos e elevam a taxa.

Segundo ele, em outubro houve uma mudança em busca de certos tipos de empréstimos, como o hot money, que tem spread mais elevado e está mais relacionado a empresas para pagamento de contas no fim do ano, como 13º salário. Altamir Lopes disse que são empréstimos com prazo mais curto, cujo spread é de 37%, muito alto em relação à media de 13,5% dos empréstimos para empresas. O volume de crédito concedido pelo hot money aumentou 34% em outubro.

Fonte: Gazeta do Povo

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