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Commerzbank vai sair do capital do Unibanco

SÃO PAULO – O banco alemão Commerzbank Aktiengesellschaft deixará definitivamente o capital do Unibanco e da Unibanco Holdings, controladora do banco brasileiro. A saída é preparada e se dará por meio de uma oferta pública das ações a investidores, que deve acontecer no início de 2005, segundo fontes qualificadas. O valor da oferta deverá ser superior a US$ 200 milhões.
O próprio Unibanco foi contratado pelo Commerzbank para liderar a operação, que também será coordenada pelo Credit Suisse First Boston (CSFB).
A instituição alemã detém atualmente 4,3% do capital total da holding (em ações preferenciais), o que lhe dá participação indireta de 2,6% no capital do banco. Como o Commerzbank tem ainda participação direta no Unibanco de 2,6%, sua fatia total no banco (a direta mais a indireta, via holding) é de 5,1%.
Existe ainda a possibilidade de o italiano BNL aproveitar a mesma operação para vender a sua participação no Unibanco. Mas isso ainda não está fechado.
A oferta não será de ações diretamente, mas de units, que são certificados que reúnem uma ação preferencial da holding e outra também preferencial do banco. O número de ações que o Commerzbank detém na holding e no banco é idêntico – 35.897.387-, o que viabiliza a venda de units. O BNL também detém número igual de ações da holding e do banco – 10.000.000 – , que equivalem a 1,2% do capital da Unibanco Holdings e 0,7% do banco.
Tomando como referência a cotação de fechamento da unit na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) na última sexta _ R$ 15,93_, a oferta das ações do Commerzbank deverá totalizar R$ 572 milhões, ou cerca de US$ 210 milhões. Caso o BNL se junte à oferta, o valor total subirá a cerca de US$ 270 milhões.
A oferta será local, com uma tranche internacional apenas para investidores institucionais.
A saída do Commerzbank do Unibanco começou a se delinear há pouco mais de um ano, quando o japonês Mizuho Bank, antigo Dai-Ichi, deixou de ser acionista do banco brasileiro. Em uma oferta de ações semelhante, que totalizou R$ 553,9 milhões, o Mizuho desfez-se de toda a sua participação, enquanto o banco alemão vendeu apenas uma parte de sua posição.
Para viabilizar a oferta feita em setembro de 2003, ambos os bancos estrangeiros transformaram suas ações ordinárias em preferenciais e, com isso, deixaram de fazer parte do acordo de acionistas da Unibanco Holding. Tanto os japoneses quanto os alemães optaram por focar suas operações e fazer caixa com a participação detida na instituição brasileira. Até o ano passado, o Commerzbank tinha 8,98% do capital ordinário da holding, 13,38% do seu capital preferencial e 11,44% do total.
Atualmente, apenas a família Moreira Salles e os portugueses da Caixa Geral de Depósitos integram o acordo de acionistas da holding. A família detém 29,9% do capital total da Unibanco Holdings, e a sua participação total no banco (direta mais indireta) é de 17,7%. A Caixa Geral de Depósitos tem 12,6% do capital da holding e um total de 12,3% do banco.
Desde meados do ano passado o Unibanco busca dar liquidez às suas units no mercado doméstico, visando incluir o papel no Ibovespa. A oferta do Commerzbank deverá ajudar. Desde setembro de 2003, quando saiu a oferta do Mizuho e do banco alemão, o papel teve valorização de 43,90% na Bovespa. No ano, a alta é de 15,57%.
Fonte: UOL

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Commerzbank vai sair do capital do Unibanco

SÃO PAULO – O banco alemão Commerzbank Aktiengesellschaft deixará definitivamente o capital do Unibanco e da Unibanco Holdings, controladora do banco brasileiro. A saída é preparada e se dará por meio de uma oferta pública das ações a investidores, que deve acontecer no início de 2005, segundo fontes qualificadas. O valor da oferta deverá ser superior a US$ 200 milhões.

O próprio Unibanco foi contratado pelo Commerzbank para liderar a operação, que também será coordenada pelo Credit Suisse First Boston (CSFB).

A instituição alemã detém atualmente 4,3% do capital total da holding (em ações preferenciais), o que lhe dá participação indireta de 2,6% no capital do banco. Como o Commerzbank tem ainda participação direta no Unibanco de 2,6%, sua fatia total no banco (a direta mais a indireta, via holding) é de 5,1%.

Existe ainda a possibilidade de o italiano BNL aproveitar a mesma operação para vender a sua participação no Unibanco. Mas isso ainda não está fechado.

A oferta não será de ações diretamente, mas de units, que são certificados que reúnem uma ação preferencial da holding e outra também preferencial do banco. O número de ações que o Commerzbank detém na holding e no banco é idêntico – 35.897.387-, o que viabiliza a venda de units. O BNL também detém número igual de ações da holding e do banco – 10.000.000 – , que equivalem a 1,2% do capital da Unibanco Holdings e 0,7% do banco.

Tomando como referência a cotação de fechamento da unit na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) na última sexta _ R$ 15,93_, a oferta das ações do Commerzbank deverá totalizar R$ 572 milhões, ou cerca de US$ 210 milhões. Caso o BNL se junte à oferta, o valor total subirá a cerca de US$ 270 milhões.

A oferta será local, com uma tranche internacional apenas para investidores institucionais.

A saída do Commerzbank do Unibanco começou a se delinear há pouco mais de um ano, quando o japonês Mizuho Bank, antigo Dai-Ichi, deixou de ser acionista do banco brasileiro. Em uma oferta de ações semelhante, que totalizou R$ 553,9 milhões, o Mizuho desfez-se de toda a sua participação, enquanto o banco alemão vendeu apenas uma parte de sua posição.

Para viabilizar a oferta feita em setembro de 2003, ambos os bancos estrangeiros transformaram suas ações ordinárias em preferenciais e, com isso, deixaram de fazer parte do acordo de acionistas da Unibanco Holding. Tanto os japoneses quanto os alemães optaram por focar suas operações e fazer caixa com a participação detida na instituição brasileira. Até o ano passado, o Commerzbank tinha 8,98% do capital ordinário da holding, 13,38% do seu capital preferencial e 11,44% do total.

Atualmente, apenas a família Moreira Salles e os portugueses da Caixa Geral de Depósitos integram o acordo de acionistas da holding. A família detém 29,9% do capital total da Unibanco Holdings, e a sua participação total no banco (direta mais indireta) é de 17,7%. A Caixa Geral de Depósitos tem 12,6% do capital da holding e um total de 12,3% do banco.

Desde meados do ano passado o Unibanco busca dar liquidez às suas units no mercado doméstico, visando incluir o papel no Ibovespa. A oferta do Commerzbank deverá ajudar. Desde setembro de 2003, quando saiu a oferta do Mizuho e do banco alemão, o papel teve valorização de 43,90% na Bovespa. No ano, a alta é de 15,57%.

Fonte: UOL

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