(São Paulo) Uma série de protestos vai agitar o país nesta quinta-feira. De norte a sul do Brasil, os bancários vão denunciar a drástica redução que a categoria vem sofrendo nos últimos anos, dentro da Campanha Contra as Demissões.
Na última sexta-feira, o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e a Fetec SP retardaram a entrada dos funcionários nas agências do Sudameris no edifício administrativo. Mais de mil funcionários fizeram parte da atividade que teve início às 7h.
Segundo levantamento preliminar feito pela CNB, com dados dos sindicatos que informaram, já foram realizadas cerca de 10 mil demissões até outubro de 2004. “Embora o lançamento oficial da Campanha esteja marcado para o dia 9 de dezembro, os sindicatos já devem começar a realizar manifestações nesta quinta-feira. A intenção é que todas as quintas sejam um dia de luta para a categoria”, explicou Vagner Freitas, presidente da CNB/CUT.
A Confederação também vai elaborar um abaixo assinado para ser encaminhado ao Banco Central denunciando as altas taxas de juros e tarifas cobradas pelos bancos, além de defender o fim das demissões e criação de postos de trabalho no sistema financeiro.
O objetivo é denunciar as demissões e a irresponsabilidade social dos bancos. Os bancários ainda vão cobrar do Banco Central e do Ministério do Trabalho ações que possam mudar o rumo que os bancos estão seguindo de exclusão social por meio do desemprego.
A Campanha Contra as Demissões foi definida na terça-feira passada, durante a Plenária Nacional dos Bancários. Os participantes ainda aprovaram a realização de um seminário nacional no dia 21 de dezembro para discutir o sistema financeiro. “O objetivo é envolver diversos setores da sociedade civil em um grande ato que tenha repercussão em todo o país”, explicou Vagner.
O presidente da CNB/CUT ressaltou que a campanha realizada no mesmo período do ano passado inibiu boa parte das demissões. “O Bradesco, por exemplo, ia dispensar 12 mil bancários e nós conseguimos evitar”, lembrou.
Fonte: Fábio Jammal Makhoul – CNB/CUT
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Por Mhais• 7 de dezembro de 2004• 11:11• Sem categoria
Bancários protestam contra demissões nesta quinta
(São Paulo) Uma série de protestos vai agitar o país nesta quinta-feira. De norte a sul do Brasil, os bancários vão denunciar a drástica redução que a categoria vem sofrendo nos últimos anos, dentro da Campanha Contra as Demissões.
Na última sexta-feira, o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e a Fetec SP retardaram a entrada dos funcionários nas agências do Sudameris no edifício administrativo. Mais de mil funcionários fizeram parte da atividade que teve início às 7h.
Segundo levantamento preliminar feito pela CNB, com dados dos sindicatos que informaram, já foram realizadas cerca de 10 mil demissões até outubro de 2004. “Embora o lançamento oficial da Campanha esteja marcado para o dia 9 de dezembro, os sindicatos já devem começar a realizar manifestações nesta quinta-feira. A intenção é que todas as quintas sejam um dia de luta para a categoria”, explicou Vagner Freitas, presidente da CNB/CUT.
A Confederação também vai elaborar um abaixo assinado para ser encaminhado ao Banco Central denunciando as altas taxas de juros e tarifas cobradas pelos bancos, além de defender o fim das demissões e criação de postos de trabalho no sistema financeiro.
O objetivo é denunciar as demissões e a irresponsabilidade social dos bancos. Os bancários ainda vão cobrar do Banco Central e do Ministério do Trabalho ações que possam mudar o rumo que os bancos estão seguindo de exclusão social por meio do desemprego.
A Campanha Contra as Demissões foi definida na terça-feira passada, durante a Plenária Nacional dos Bancários. Os participantes ainda aprovaram a realização de um seminário nacional no dia 21 de dezembro para discutir o sistema financeiro. “O objetivo é envolver diversos setores da sociedade civil em um grande ato que tenha repercussão em todo o país”, explicou Vagner.
O presidente da CNB/CUT ressaltou que a campanha realizada no mesmo período do ano passado inibiu boa parte das demissões. “O Bradesco, por exemplo, ia dispensar 12 mil bancários e nós conseguimos evitar”, lembrou.
Fonte: Fábio Jammal Makhoul – CNB/CUT
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