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Bancos lucram 8% mais do que em 2003

Os bancos que atuam no Brasil lucraram R$ 14,102 bilhões entre janeiro e setembro, de acordo com levantamento feito pelo Banco Central. O valor é 8,4% maior do que o registrado em igual período do ano passado. Itaú, Bradesco e Banco do Brasil estão entre os que acumularam os maiores ganhos neste ano.
Apesar do crescimento do lucro, a rentabilidade dos bancos se manteve praticamente estável no período. Os ganhos alcançados nos primeiros nove meses deste ano representavam 12,3% do patrimônio que as instituições financeiras possuíam em setembro último. Em 2003, esse indicador estava em 12,6%.
O crescimento dos lucros bancários também fica um pouco abaixo da inflação medida pelo IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) entre setembro de 2003 e setembro passado: 13,22%. O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), por sua vez, subiu 7,54% no período.
O levantamento foi feito pelo BC com base nas demonstrações financeiras fornecidas pelos 108 bancos instalados no país.
A estabilidade na rentabilidade dos bancos reflete a queda dos juros ocorrida desde 2003. As taxas praticadas no país ainda permitem que as instituições consigam bons lucros, mas sem o crescimento na velocidade observada em anos anteriores.
Juros
Neste ano, os ganhos que os bancos obtiveram nas operações de intermediação financeira totalizaram R$ 50,469 bilhões. É nessa conta que estão incluídos os empréstimos a clientes e a negociação de títulos públicos.
Entre setembro de 2003 e setembro de 2004, segundo pesquisa do BC, os juros médios cobrados pelos bancos passaram de 49,8% ao ano para 45,1%, o que, em tese, reduz a rentabilidade das operações de crédito.
Essa redução é compensada, em parte, pelo aumento no volume de financiamentos concedidos, que passou de R$ 215,9 bilhões para R$ 263,1 bilhões no período –emprestar para mais clientes, mesmo que com taxa menor, pode gerar ganhos mais altos.
No caso dos títulos públicos, os bancos são prejudicados pela queda da taxa Selic ocorrida neste ano. Em 2003, a taxa chegou a atingir 26,5% ao ano. Desde o segundo semestre do ano passado, porém, ela tem sido reduzida. O quadro pode se reverter se for mantida a tendência observada nos últimos meses, pois, desde setembro, o BC tem elevado a Selic –de lá para cá, a taxa passou de 16% ao ano para 17,25%.
Se a queda dos juros afeta negativamente as instituições financeiras, a cobrança de tarifas continua a ser uma boa fonte de receita. Entre janeiro e setembro deste ano, esse tipo de cobrança gerou R$ 24,026 bilhões aos bancos, valor 16,8% maior do que o observado em igual período de 2003, de acordo com o levantamento do BC.
As receitas geradas pela cobrança de tarifas cresceram, neste ano, a uma taxa superior à dos gastos com pessoal. As despesas com pagamentos de funcionários ficaram em R$ 23,709 bilhões nos primeiros nove meses deste ano, um crescimento de 9% em relação ao valor acumulado entre janeiro e setembro de 2003.
Isso significa que, no ano passado, as tarifas pagas pelos clientes eram suficientes para cobrir 94,6% da folha de pagamento das instituições financeiras. Neste ano, porém, o montante obtido com as tarifas ultrapassou o total das despesas com pessoal.
Fonte: NEY HAYASHI DA CRUZ – da Folha de S.Paulo, em Brasília

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Bancos lucram 8% mais do que em 2003

Os bancos que atuam no Brasil lucraram R$ 14,102 bilhões entre janeiro e setembro, de acordo com levantamento feito pelo Banco Central. O valor é 8,4% maior do que o registrado em igual período do ano passado. Itaú, Bradesco e Banco do Brasil estão entre os que acumularam os maiores ganhos neste ano.

Apesar do crescimento do lucro, a rentabilidade dos bancos se manteve praticamente estável no período. Os ganhos alcançados nos primeiros nove meses deste ano representavam 12,3% do patrimônio que as instituições financeiras possuíam em setembro último. Em 2003, esse indicador estava em 12,6%.

O crescimento dos lucros bancários também fica um pouco abaixo da inflação medida pelo IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) entre setembro de 2003 e setembro passado: 13,22%. O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), por sua vez, subiu 7,54% no período.

O levantamento foi feito pelo BC com base nas demonstrações financeiras fornecidas pelos 108 bancos instalados no país.

A estabilidade na rentabilidade dos bancos reflete a queda dos juros ocorrida desde 2003. As taxas praticadas no país ainda permitem que as instituições consigam bons lucros, mas sem o crescimento na velocidade observada em anos anteriores.

Juros

Neste ano, os ganhos que os bancos obtiveram nas operações de intermediação financeira totalizaram R$ 50,469 bilhões. É nessa conta que estão incluídos os empréstimos a clientes e a negociação de títulos públicos.

Entre setembro de 2003 e setembro de 2004, segundo pesquisa do BC, os juros médios cobrados pelos bancos passaram de 49,8% ao ano para 45,1%, o que, em tese, reduz a rentabilidade das operações de crédito.

Essa redução é compensada, em parte, pelo aumento no volume de financiamentos concedidos, que passou de R$ 215,9 bilhões para R$ 263,1 bilhões no período –emprestar para mais clientes, mesmo que com taxa menor, pode gerar ganhos mais altos.

No caso dos títulos públicos, os bancos são prejudicados pela queda da taxa Selic ocorrida neste ano. Em 2003, a taxa chegou a atingir 26,5% ao ano. Desde o segundo semestre do ano passado, porém, ela tem sido reduzida. O quadro pode se reverter se for mantida a tendência observada nos últimos meses, pois, desde setembro, o BC tem elevado a Selic –de lá para cá, a taxa passou de 16% ao ano para 17,25%.

Se a queda dos juros afeta negativamente as instituições financeiras, a cobrança de tarifas continua a ser uma boa fonte de receita. Entre janeiro e setembro deste ano, esse tipo de cobrança gerou R$ 24,026 bilhões aos bancos, valor 16,8% maior do que o observado em igual período de 2003, de acordo com o levantamento do BC.

As receitas geradas pela cobrança de tarifas cresceram, neste ano, a uma taxa superior à dos gastos com pessoal. As despesas com pagamentos de funcionários ficaram em R$ 23,709 bilhões nos primeiros nove meses deste ano, um crescimento de 9% em relação ao valor acumulado entre janeiro e setembro de 2003.

Isso significa que, no ano passado, as tarifas pagas pelos clientes eram suficientes para cobrir 94,6% da folha de pagamento das instituições financeiras. Neste ano, porém, o montante obtido com as tarifas ultrapassou o total das despesas com pessoal.

Fonte: NEY HAYASHI DA CRUZ – da Folha de S.Paulo, em Brasília

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