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Centrais iniciam Marcha a Brasília

(São Paulo) Trabalhadores de todo o país iniciam nesta segunda-feira, dia 13, a “Marcha a Brasília em Defesa do Salário Mínimo”. A manifestação é organizada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e tem o apoio das demais centrais sindicais brasileiras.
Saindo de Valparaíso (GO), cidade que fica a 40 quilômetros de Brasília, a marcha da CUT pretende atrair manifestantes que sairão de 12 estados. No total, segundo a central, 40 ônibus serão deslocados para o transporte dos sindicalistas.
Durante três dias, os manifestantes caminharão rumo à capital federal, ou 13 quilômetros por dia. No dia 15, ao chegar em Brasília, farão uma manifestação em frente ao Congresso Nacional.
Os dirigentes das centrais sindicais esperam ser recebidos pelo presidente da República no dia 15, para oficialmente entregar a reivindicação de reajuste do mínimo para R$ 320 em 2005 e do estabelecimento de uma política de recomposição da remuneração. “A audiência não está confirmada, mas não acredito que ele deixará de nos receber”, disse o presidente da CUT, Luiz Marinho.
A marcha acontece após o ministro chefe da Casa Civil, José Dirceu, afirmar que o presidente Lula anunciará ainda nesta segunda-feira o novo valor do salário mínimo que vigorará em 2005. A decisão será tomada durante reunião da coordenação política, às 9h30, no Palácio do Planalto.
Lula quer evitar o desgaste político do ano passado, quando uma queda-de-braço dentro do governo consumiu 12 dias de discussão. Pior: na última hora, o mínimo ficou abaixo do que ele gostaria, em R$ 260. Desta vez, o presidente se antecipou e encomendou vários estudos técnicos sobre o assunto.
A proposta de aumento pode ser enviada ao Congresso por meio de medida provisória ou de projeto de lei. Segundo Dirceu, o governo trabalha com um valor para o mínimo de R$ 290, já a partir de janeiro, ou R$ 300 a partir de maio. A decisão sobre a antecipação ou não para janeiro será tomada pelo presidente.
“Vamos trabalhar para descartar os R$ 290. Vamos forçar esse debate com o governo.”, afirmou Marinho após ser informado sobre o anúncio feito por Dirceu.
Os sindicalistas também reivindicarão o reajuste na tabela de deduções do Imposto de Renda, outro tema sobre o qual o governo deve se pronunciar nesta semana.
Meta é R$ 320
Em audiência realizada com as centrais sindicais, na tarde da última quinta-feira (dia 9) em Brasília, o ministro Ricardo Berzoini, do Trabalho, anunciou que vai defender no governo o reajuste do salário mínimo para R$ 300,00 em 2005 e a criação do Conselho do Salário Mínimo, com a atribuição de discutir sua política de recomposição. O ministro afirmou aos sindicalistas que a recomposição da remuneração se dê até a comemoração dos 200 anos de Independência do Brasil, ou seja, num prazo de 18 anos (até 2022).
Marinho reiterou ao ministro a reivindicação das centrais sindicais, de que o mínimo seja de R$ 320,00 no ano que vem. No entanto, segundo ele, os dirigentes sindicais aceitariam os R$ 300,00, desde que a partir de janeiro, posição não aceita pelo ministro. “Tem de chegar, pelo menos, a R$ 300 em janeiro ou R$ 320 em maio”, afirmou o presidente da CUT. “O ambiente é favorável. É hora de o presidente começar a retribuir a paciência que pediu à população.”
Segundo o presidente da CUT, a criação de um Conselho do Salário Mínimo, integrado por representantes do governo, sindicatos, empresários e aposentados, como já admite o ministro, pode ser a saída para viabilizar uma política de recuperação mais efetiva. “É inaceitável que o governo Lula entre em 2005 sem garantir isso.”
Mudança
Até aqui, a marcha é a mais dura mobilização da central no governo que ajudou a eleger. “A CUT sinaliza uma mudança na sua relação com o governo”, avalia o economista Cláudio Dedecca, professor da Unicamp. “Sua postura foi muito mais de expectativa e, agora, como as respostas estão demorando a sair, precisa se mexer, a cobrança aumenta.” Segundo ele, “à medida que o governo avança fica cada vez mais claro que temas de interesse dos trabalhadores não estão sendo contemplados”.
“A CUT vive uma contradição típica de sindicatos com ligações partidárias profundas que chegam ao poder”, explica o economista José Pastore. “No poder, o partido pede paciência ao sindicato antes de atender a seus compromissos, mas o sindicato precisa dar conta das suas próprias cobranças.” Para o economista, sinal grave dessa contradição foi dado durante a última greve dos bancários, quando a base do Sindicato dos Bancários de São Paulo chegou a desautorizar negociação feita por seu presidente. “A mudança de discurso é uma questão de sobrevivência política”, acredita Pastore.
Marinho trata como “natural” o aumento das pressões no momento em que o presidente Lula já cumpriu 22 meses de seu mandato e a economia começa a crescer. Mas não admite que a central tenha sido complacente até aqui. “Temos a obrigação de pressionar o governo e arrancar o cumprimento dos compromissos de campanha”, completa. “E vamos continuar brigando. Não nos resta outro caminho.”
Fonte: Portal Vermelho

Por 12:07 Sem categoria

Centrais iniciam Marcha a Brasília

(São Paulo) Trabalhadores de todo o país iniciam nesta segunda-feira, dia 13, a “Marcha a Brasília em Defesa do Salário Mínimo”. A manifestação é organizada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e tem o apoio das demais centrais sindicais brasileiras.

Saindo de Valparaíso (GO), cidade que fica a 40 quilômetros de Brasília, a marcha da CUT pretende atrair manifestantes que sairão de 12 estados. No total, segundo a central, 40 ônibus serão deslocados para o transporte dos sindicalistas.

Durante três dias, os manifestantes caminharão rumo à capital federal, ou 13 quilômetros por dia. No dia 15, ao chegar em Brasília, farão uma manifestação em frente ao Congresso Nacional.

Os dirigentes das centrais sindicais esperam ser recebidos pelo presidente da República no dia 15, para oficialmente entregar a reivindicação de reajuste do mínimo para R$ 320 em 2005 e do estabelecimento de uma política de recomposição da remuneração. “A audiência não está confirmada, mas não acredito que ele deixará de nos receber”, disse o presidente da CUT, Luiz Marinho.

A marcha acontece após o ministro chefe da Casa Civil, José Dirceu, afirmar que o presidente Lula anunciará ainda nesta segunda-feira o novo valor do salário mínimo que vigorará em 2005. A decisão será tomada durante reunião da coordenação política, às 9h30, no Palácio do Planalto.

Lula quer evitar o desgaste político do ano passado, quando uma queda-de-braço dentro do governo consumiu 12 dias de discussão. Pior: na última hora, o mínimo ficou abaixo do que ele gostaria, em R$ 260. Desta vez, o presidente se antecipou e encomendou vários estudos técnicos sobre o assunto.

A proposta de aumento pode ser enviada ao Congresso por meio de medida provisória ou de projeto de lei. Segundo Dirceu, o governo trabalha com um valor para o mínimo de R$ 290, já a partir de janeiro, ou R$ 300 a partir de maio. A decisão sobre a antecipação ou não para janeiro será tomada pelo presidente.

“Vamos trabalhar para descartar os R$ 290. Vamos forçar esse debate com o governo.”, afirmou Marinho após ser informado sobre o anúncio feito por Dirceu.

Os sindicalistas também reivindicarão o reajuste na tabela de deduções do Imposto de Renda, outro tema sobre o qual o governo deve se pronunciar nesta semana.

Meta é R$ 320

Em audiência realizada com as centrais sindicais, na tarde da última quinta-feira (dia 9) em Brasília, o ministro Ricardo Berzoini, do Trabalho, anunciou que vai defender no governo o reajuste do salário mínimo para R$ 300,00 em 2005 e a criação do Conselho do Salário Mínimo, com a atribuição de discutir sua política de recomposição. O ministro afirmou aos sindicalistas que a recomposição da remuneração se dê até a comemoração dos 200 anos de Independência do Brasil, ou seja, num prazo de 18 anos (até 2022).

Marinho reiterou ao ministro a reivindicação das centrais sindicais, de que o mínimo seja de R$ 320,00 no ano que vem. No entanto, segundo ele, os dirigentes sindicais aceitariam os R$ 300,00, desde que a partir de janeiro, posição não aceita pelo ministro. “Tem de chegar, pelo menos, a R$ 300 em janeiro ou R$ 320 em maio”, afirmou o presidente da CUT. “O ambiente é favorável. É hora de o presidente começar a retribuir a paciência que pediu à população.”

Segundo o presidente da CUT, a criação de um Conselho do Salário Mínimo, integrado por representantes do governo, sindicatos, empresários e aposentados, como já admite o ministro, pode ser a saída para viabilizar uma política de recuperação mais efetiva. “É inaceitável que o governo Lula entre em 2005 sem garantir isso.”

Mudança

Até aqui, a marcha é a mais dura mobilização da central no governo que ajudou a eleger. “A CUT sinaliza uma mudança na sua relação com o governo”, avalia o economista Cláudio Dedecca, professor da Unicamp. “Sua postura foi muito mais de expectativa e, agora, como as respostas estão demorando a sair, precisa se mexer, a cobrança aumenta.” Segundo ele, “à medida que o governo avança fica cada vez mais claro que temas de interesse dos trabalhadores não estão sendo contemplados”.

“A CUT vive uma contradição típica de sindicatos com ligações partidárias profundas que chegam ao poder”, explica o economista José Pastore. “No poder, o partido pede paciência ao sindicato antes de atender a seus compromissos, mas o sindicato precisa dar conta das suas próprias cobranças.” Para o economista, sinal grave dessa contradição foi dado durante a última greve dos bancários, quando a base do Sindicato dos Bancários de São Paulo chegou a desautorizar negociação feita por seu presidente. “A mudança de discurso é uma questão de sobrevivência política”, acredita Pastore.

Marinho trata como “natural” o aumento das pressões no momento em que o presidente Lula já cumpriu 22 meses de seu mandato e a economia começa a crescer. Mas não admite que a central tenha sido complacente até aqui. “Temos a obrigação de pressionar o governo e arrancar o cumprimento dos compromissos de campanha”, completa. “E vamos continuar brigando. Não nos resta outro caminho.”

Fonte: Portal Vermelho

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