Brasília – Após quase dois anos de funcionamento, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) do Banestado apresentou ontem seu relatório final. A CPI pede o indiciamento de 91 pessoas acusadas de envolvimento em esquema de envio de remessas ilegais para o exterior. Entre os nomes mais conhecidos estão o ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta, e o ex-presidente do Banco Central, Gustavo Franco.
O documento foi apresentado pelo relator da CPI, deputado José Mentor (PT-SP). Os integrantes da comissão têm até a próxima terça-feira, quando o texto será votado, para propor emendas. A comissão investigou o envio de remessa ilegal de cerca de R$ 30 bilhões para o exterior, por meio das chamadas contas CC-5.
Segundo o relator, esse valor inicial da investigação estava muito abaixo do que realmente foi desviado. De acordo com José Mentor, houve desvio de cerca de R$ 90 a R$ 150 bilhões. Parte das supostas evasões, conforme apurou a comissão, foi feita pelo Banco Araucária, no Paraná. A evasão teria ocorrido entre 1996 e 2002, e deve envolver entre 100 e 200 pessoas, segundo depoimentos obtidos pela CPI.
O número de indiciamentos pedidos pelo relator foi considerado pequeno pelos integrantes da CPI e por outros parlamentares. Ao todo a comissão analisou 1,6 milhão de operações financeiras e investigou de 500 a 600 mil pessoas físicas e jurídicas.
Na mais extensa operação de quebra de sigilos da história do Congresso, Mentor requisitou a quebra de mais de 1.700 sigilos bancários. O relatório sugere que sete casos continuem sendo investigados e que 15 sejam encaminhados aos órgãos competentes.
A CPI foi colocada em suspeição a partir do meio do ano, quando começaram a vazar pela imprensa dados sigilosos referentes a documentos em poder da CPI. Devido à atuação da comissão o governo foi acusado pela oposição de “blindar” o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, por meio de uma medida provisória que lhe deu foro privilegiado.
Meirelles foi investigado pela CPI do Banestado por evasão de divisas e sonegação fiscal. O último alvo de vazamento de informações da CPI foi o vice-líder do governo no Senado, Ney Suassuna (PMDB-PB), que também é investigado por evasão de divisas e sonegação.
Fonte: Clipping CUT/PR
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Por Mhais• 15 de dezembro de 2004• 11:40• Sem categoria
CPI do Banestado pede indiciamento de 91 investigados
Brasília – Após quase dois anos de funcionamento, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) do Banestado apresentou ontem seu relatório final. A CPI pede o indiciamento de 91 pessoas acusadas de envolvimento em esquema de envio de remessas ilegais para o exterior. Entre os nomes mais conhecidos estão o ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta, e o ex-presidente do Banco Central, Gustavo Franco.
O documento foi apresentado pelo relator da CPI, deputado José Mentor (PT-SP). Os integrantes da comissão têm até a próxima terça-feira, quando o texto será votado, para propor emendas. A comissão investigou o envio de remessa ilegal de cerca de R$ 30 bilhões para o exterior, por meio das chamadas contas CC-5.
Segundo o relator, esse valor inicial da investigação estava muito abaixo do que realmente foi desviado. De acordo com José Mentor, houve desvio de cerca de R$ 90 a R$ 150 bilhões. Parte das supostas evasões, conforme apurou a comissão, foi feita pelo Banco Araucária, no Paraná. A evasão teria ocorrido entre 1996 e 2002, e deve envolver entre 100 e 200 pessoas, segundo depoimentos obtidos pela CPI.
O número de indiciamentos pedidos pelo relator foi considerado pequeno pelos integrantes da CPI e por outros parlamentares. Ao todo a comissão analisou 1,6 milhão de operações financeiras e investigou de 500 a 600 mil pessoas físicas e jurídicas.
Na mais extensa operação de quebra de sigilos da história do Congresso, Mentor requisitou a quebra de mais de 1.700 sigilos bancários. O relatório sugere que sete casos continuem sendo investigados e que 15 sejam encaminhados aos órgãos competentes.
A CPI foi colocada em suspeição a partir do meio do ano, quando começaram a vazar pela imprensa dados sigilosos referentes a documentos em poder da CPI. Devido à atuação da comissão o governo foi acusado pela oposição de “blindar” o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, por meio de uma medida provisória que lhe deu foro privilegiado.
Meirelles foi investigado pela CPI do Banestado por evasão de divisas e sonegação fiscal. O último alvo de vazamento de informações da CPI foi o vice-líder do governo no Senado, Ney Suassuna (PMDB-PB), que também é investigado por evasão de divisas e sonegação.
Fonte: Clipping CUT/PR
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