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Mínimo de R$ 300 pode ser definido hoje

O governo deverá anunciar hoje o valor do novo salário mínimo. A tendência, até ontem, era elevá-lo dos atuais R$ 260 para R$ 300 a partir de maio de 2005 (reajuste de 15,4%). Ontem, o ministro Ricardo Berzoini (Trabalho) voltou a fazer a defesa dessa proposta, argumentando que representará aumento real de 8%.
Foram apresentadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva várias alternativas para o reajuste. Entre elas, a elevação do mínimo para R$ 290 a partir de janeiro ou um aumento para esse valor no próximo mês somado a um complemento de R$ 10 em maio.
“Se será em janeiro ou em maio, será uma decisão do presidente de acordo com todas as demandas orçamentárias, não apenas do salário mínimo, mas da tabela do Imposto de Renda e de políticas sociais já comprometidas com o Congresso”, disse o ministro.
A decisão deverá ser tomada pelo presidente Lula hoje em reunião com as centrais sindicais. Ontem, chegou a Brasília uma marcha de sindicalistas em defesa do aumento do salário mínimo, da correção da tabela do IR e de reajuste para o funcionalismo.
De acordo com o ministro, o aumento para R$ 300 é possível. “Evidentemente que isso depende da data que for aplicada. Se for em janeiro, é mais difícil chegar a esse número, mas, em maio, com certeza é possível”, declarou.
O ministro se mostrou reticente sobre a proposta de elevar o mínimo para R$ 290 em janeiro e complementá-lo em R$ 10 em maio.
“O governo está dialogando com o relator [do Orçamento, senador Romero Jucá (PMDB-RR)] e o presidente da comissão [de Orçamento no Congresso, deputado Paulo Bernardo (PT-PR)] para assegurar que tenhamos recursos que de fato existam, que sejam previsíveis na arrecadação e não apenas uma conta para fechar o Orçamento”, disse.
Ele acrescentou que o aumento para maio poderia ser feito por projeto de lei, que ainda incluiria uma política clara do governo para a recuperação do poder de compra do salário mínimo nos próximos anos.
O governo negocia com as centrais sindicais o aumento do salário mínimo em conjunto com a correção da tabela do IR. A expectativa dos sindicalistas é que os dois assuntos sejam decididos na reunião de hoje.
Sindicalistas à vontade
Acompanhados de outros sindicalistas, Luiz Marinho (CUT) e Paulo Pereira da Silva (Força Sindical) foram barrados ontem à tarde na entrada da Câmara dos Deputados porque estavam vestindo bermuda e tênis. Eles participavam da marcha.
Para entrar, tiveram de pedir a intervenção do presidente da Casa. “João Paulo Cunha [PT-SP] demonstrou bom senso democrático e permitiu a nossa entrada”, afirmou Marinho.
Os sindicalistas tiveram uma reunião de cerca de 20 minutos com o presidente da Câmara. Expuseram que querem que o salário mínimo seja reajustado para R$ 320 no mês que vem.
Os sindicalistas aceitam, porém, que o salário mínimo seja de R$ 300. Eles lembraram a promessa do presidente Lula de dobrar o poder de compra do mínimo até o final de seu mandato. “Ele só deu 4,92% de reajuste acima da inflação”, afirmou Paulinho.
Fonte: Folha de S. Paulo – JULIANNA SOFIA

Por 09:41 Sem categoria

Mínimo de R$ 300 pode ser definido hoje

O governo deverá anunciar hoje o valor do novo salário mínimo. A tendência, até ontem, era elevá-lo dos atuais R$ 260 para R$ 300 a partir de maio de 2005 (reajuste de 15,4%). Ontem, o ministro Ricardo Berzoini (Trabalho) voltou a fazer a defesa dessa proposta, argumentando que representará aumento real de 8%.

Foram apresentadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva várias alternativas para o reajuste. Entre elas, a elevação do mínimo para R$ 290 a partir de janeiro ou um aumento para esse valor no próximo mês somado a um complemento de R$ 10 em maio.

“Se será em janeiro ou em maio, será uma decisão do presidente de acordo com todas as demandas orçamentárias, não apenas do salário mínimo, mas da tabela do Imposto de Renda e de políticas sociais já comprometidas com o Congresso”, disse o ministro.

A decisão deverá ser tomada pelo presidente Lula hoje em reunião com as centrais sindicais. Ontem, chegou a Brasília uma marcha de sindicalistas em defesa do aumento do salário mínimo, da correção da tabela do IR e de reajuste para o funcionalismo.

De acordo com o ministro, o aumento para R$ 300 é possível. “Evidentemente que isso depende da data que for aplicada. Se for em janeiro, é mais difícil chegar a esse número, mas, em maio, com certeza é possível”, declarou.

O ministro se mostrou reticente sobre a proposta de elevar o mínimo para R$ 290 em janeiro e complementá-lo em R$ 10 em maio.

“O governo está dialogando com o relator [do Orçamento, senador Romero Jucá (PMDB-RR)] e o presidente da comissão [de Orçamento no Congresso, deputado Paulo Bernardo (PT-PR)] para assegurar que tenhamos recursos que de fato existam, que sejam previsíveis na arrecadação e não apenas uma conta para fechar o Orçamento”, disse.

Ele acrescentou que o aumento para maio poderia ser feito por projeto de lei, que ainda incluiria uma política clara do governo para a recuperação do poder de compra do salário mínimo nos próximos anos.

O governo negocia com as centrais sindicais o aumento do salário mínimo em conjunto com a correção da tabela do IR. A expectativa dos sindicalistas é que os dois assuntos sejam decididos na reunião de hoje.

Sindicalistas à vontade

Acompanhados de outros sindicalistas, Luiz Marinho (CUT) e Paulo Pereira da Silva (Força Sindical) foram barrados ontem à tarde na entrada da Câmara dos Deputados porque estavam vestindo bermuda e tênis. Eles participavam da marcha.

Para entrar, tiveram de pedir a intervenção do presidente da Casa. “João Paulo Cunha [PT-SP] demonstrou bom senso democrático e permitiu a nossa entrada”, afirmou Marinho.

Os sindicalistas tiveram uma reunião de cerca de 20 minutos com o presidente da Câmara. Expuseram que querem que o salário mínimo seja reajustado para R$ 320 no mês que vem.

Os sindicalistas aceitam, porém, que o salário mínimo seja de R$ 300. Eles lembraram a promessa do presidente Lula de dobrar o poder de compra do mínimo até o final de seu mandato. “Ele só deu 4,92% de reajuste acima da inflação”, afirmou Paulinho.

Fonte: Folha de S. Paulo – JULIANNA SOFIA

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