Um grupo de professores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) lançou, ontem à noite, um núcleo de pesquisas inteiramente dedicado a estudos da história e da cultura dos negros no Paraná. O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros foi criado pela reitoria da universidade para recuperar uma parte importante da vida paranaense que historicamente não vem sendo tratada como prioritária. Embora pretos e pardos sejam 22% da população do estado, segundo o IBGE, ainda há poucos trabalhos acadêmicos na UFPR sobre as origens e a vida desta população.
O núcleo já vinha trabalhando informalmente há algum tempo, mas agora foi formalizado. Até o momento, são seis professores da UFPR, dois funcionários e dois alunos de pós-graduação que compõem o grupo, que funcionará dentro do prédio histórico, na Praça Santos Andrade, em Curitiba.
“O núcleo nasce num momento muito bom, em que o país está se esforçando para conhecer melhor sua própria identidade”, afirma o coordenador do grupo e secretário de estado de Assuntos Estratégicos, Nizan Pereira. Ele conta que foi convidado pelo reitor, Carlos Augusto Moreira Júnior, para participar da iniciativa e elogia a idéia. Segundo ele, o movimento vai recuperar o tempo em que se deixou de dar a devida atenção aos negros. Neste ano, a UFPR já adotou também um sistema de cotas no vestibular, para elevar o número de alunos afro-descendentes na instituição.
O reitor diz ainda que o núcleo será um passo importante para garantir a concessão de bolsas a alunos cotistas. “O Ministério da Educação exige que haja esse grupo de estudos para podermos implantar um sistema de bolsas com critério racial. É uma maneira de garantir que a política de inclusão não se resuma apenas às cotas”, diz. Segundo ele, o MEC vai destinar bolsas a pesquisadores que façam parte do núcleo.
Para o professor Paulo Vinícius Baptista da Silva, ligado ao Departamento de Teoria e Fundamentos da Educação da UFPR, já existem diversas pesquisas e projetos de extensão ligados ao tema na universidade. Um dos papéis do núcleo será sistematizar esses trabalhos. Segundo ele, há núcleos semelhantes em diversas outras universidades do país. O mais antigo é da Universidade Federal da Bahia. No Paraná, a Universidade Estadual de Londrina mantém um núcleo de estudos afro-orientais.
Fonte: Clipping da CUT/PR
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Por Mhais• 15 de dezembro de 2004• 11:38• Sem categoria
Núcleo da UFPR vai estudar história dos negros no PR
Um grupo de professores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) lançou, ontem à noite, um núcleo de pesquisas inteiramente dedicado a estudos da história e da cultura dos negros no Paraná. O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros foi criado pela reitoria da universidade para recuperar uma parte importante da vida paranaense que historicamente não vem sendo tratada como prioritária. Embora pretos e pardos sejam 22% da população do estado, segundo o IBGE, ainda há poucos trabalhos acadêmicos na UFPR sobre as origens e a vida desta população.
O núcleo já vinha trabalhando informalmente há algum tempo, mas agora foi formalizado. Até o momento, são seis professores da UFPR, dois funcionários e dois alunos de pós-graduação que compõem o grupo, que funcionará dentro do prédio histórico, na Praça Santos Andrade, em Curitiba.
“O núcleo nasce num momento muito bom, em que o país está se esforçando para conhecer melhor sua própria identidade”, afirma o coordenador do grupo e secretário de estado de Assuntos Estratégicos, Nizan Pereira. Ele conta que foi convidado pelo reitor, Carlos Augusto Moreira Júnior, para participar da iniciativa e elogia a idéia. Segundo ele, o movimento vai recuperar o tempo em que se deixou de dar a devida atenção aos negros. Neste ano, a UFPR já adotou também um sistema de cotas no vestibular, para elevar o número de alunos afro-descendentes na instituição.
O reitor diz ainda que o núcleo será um passo importante para garantir a concessão de bolsas a alunos cotistas. “O Ministério da Educação exige que haja esse grupo de estudos para podermos implantar um sistema de bolsas com critério racial. É uma maneira de garantir que a política de inclusão não se resuma apenas às cotas”, diz. Segundo ele, o MEC vai destinar bolsas a pesquisadores que façam parte do núcleo.
Para o professor Paulo Vinícius Baptista da Silva, ligado ao Departamento de Teoria e Fundamentos da Educação da UFPR, já existem diversas pesquisas e projetos de extensão ligados ao tema na universidade. Um dos papéis do núcleo será sistematizar esses trabalhos. Segundo ele, há núcleos semelhantes em diversas outras universidades do país. O mais antigo é da Universidade Federal da Bahia. No Paraná, a Universidade Estadual de Londrina mantém um núcleo de estudos afro-orientais.
Fonte: Clipping da CUT/PR
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