A Confederação Nacional dos Bancários – CNB/CUT realizou nesta quinta-feira (16/12) coletiva à imprensa para denunciar as demissões que vem ocorrendo nos bancos.
Durante a reunião foi apresentado estudo do DIEESE com dados baseados no Cadastro de Empregados e Desempregados (Caged), que apontou 1.420 demissões nos bancos privados de janeiro a outubro deste ano.
Para o presidente da CNB/CUT, Vagner Freitas, a maioria das demissões atinge trabalhadores com mais tempo de empresa.“Para os bancos é mais vantajoso contratar pessoas mais jovens que faça o mesmo serviço, e demitir aquele que tem mais tempo de casa e assim, reduzir custos”.
De 2000 a 2003, o número de bancários com mais de 10 anos de empresa caiu 33,21%. “Os bancos intensificaram as demissões após o fim da campanha salarial, somando um total de 469 bancários desligados em novembro”,completa Freitas.
Segundo Freitas essas demissões de trabalhadores com altos anos de casa atrapalham na pré-aposentadoria. “É inadmissível que os bancos trabalhem somente por questões políticas, esquecendo o lado humano dos trabalhadores que muitas vezes dedicam mais de 25 anos de vida a empresa”.
Para o presidente, é preciso pressionar os bancos e a opinião pública, para que os órgãos do estado cumpram o prometido, e que essa atitude possa coibir essas demissões. “Nós já temos informações de que o Unibanco, Itaú, Bradesco, Santander e o ABN/Real pretendem fazer mais cortes entre dezembro e janeiro. Este é o presente de Natal que os banqueiros querem dar para seus funcionários”, completou.
Além dessas denúncias, Vagner afirma que não se pode conviver com o emprego sendo uma propriedade privada. “O emprego não pode ser algo restrito a uma pequena parcela da sociedade. Temos que ter mais ofertas de trabalho. Sabemos que os lucros dos bancos são grandes perto da quantidade de oportunidades oferecidas”, completa.
Os bancários estão preparando um dossiê que será entregue ao presidente Lula, ao Ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, aos presidentes dos Congresso Nacional, José Sarney e João Paulo Cunha, e para todas as assembléias legislativas dos estados.
Fonte: CUT
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Por Mhais• 20 de dezembro de 2004• 10:50• Sem categoria
CNB denuncia corte de 1.420 bancários neste ano
A Confederação Nacional dos Bancários – CNB/CUT realizou nesta quinta-feira (16/12) coletiva à imprensa para denunciar as demissões que vem ocorrendo nos bancos.
Durante a reunião foi apresentado estudo do DIEESE com dados baseados no Cadastro de Empregados e Desempregados (Caged), que apontou 1.420 demissões nos bancos privados de janeiro a outubro deste ano.
Para o presidente da CNB/CUT, Vagner Freitas, a maioria das demissões atinge trabalhadores com mais tempo de empresa.“Para os bancos é mais vantajoso contratar pessoas mais jovens que faça o mesmo serviço, e demitir aquele que tem mais tempo de casa e assim, reduzir custos”.
De 2000 a 2003, o número de bancários com mais de 10 anos de empresa caiu 33,21%. “Os bancos intensificaram as demissões após o fim da campanha salarial, somando um total de 469 bancários desligados em novembro”,completa Freitas.
Segundo Freitas essas demissões de trabalhadores com altos anos de casa atrapalham na pré-aposentadoria. “É inadmissível que os bancos trabalhem somente por questões políticas, esquecendo o lado humano dos trabalhadores que muitas vezes dedicam mais de 25 anos de vida a empresa”.
Para o presidente, é preciso pressionar os bancos e a opinião pública, para que os órgãos do estado cumpram o prometido, e que essa atitude possa coibir essas demissões. “Nós já temos informações de que o Unibanco, Itaú, Bradesco, Santander e o ABN/Real pretendem fazer mais cortes entre dezembro e janeiro. Este é o presente de Natal que os banqueiros querem dar para seus funcionários”, completou.
Além dessas denúncias, Vagner afirma que não se pode conviver com o emprego sendo uma propriedade privada. “O emprego não pode ser algo restrito a uma pequena parcela da sociedade. Temos que ter mais ofertas de trabalho. Sabemos que os lucros dos bancos são grandes perto da quantidade de oportunidades oferecidas”, completa.
Os bancários estão preparando um dossiê que será entregue ao presidente Lula, ao Ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, aos presidentes dos Congresso Nacional, José Sarney e João Paulo Cunha, e para todas as assembléias legislativas dos estados.
Fonte: CUT
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