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Mercado espera sinal do Banco Cenral sobre juros

A divulgação da ata da última reunião do Copom pode trazer um grau extra de agitação ao mercado financeiro hoje. Há expectativa de que o documento apresente sinais em relação à possibilidade de o Banco Central interromper sua atual política de elevação de juros em janeiro.
Se a maioria dos analistas apostava na possibilidade de a taxa básica de juros deixar de subir a partir de janeiro, inclusive após sinalização nesse sentido do presidente Lula a senadores, nuvens surgiram nesse cenário. Nos últimos dois dias, os juros futuros subiram. Isso depois de o mercado conhecer, na terça-feira, o IPCA-15, que veio acima do esperado.
Para a consultoria LCA, a divulgação do IPCA-15 tornou maior a “probabilidade de uma nova elevação da Selic em 0,25 ponto percentual” do que a manutenção da taxa em janeiro. “Essa nova avaliação será ratificada, ou revista, a depender do conteúdo da ata.”
Ao menos o dólar voltou a subir ontem, fato que agrada ao governo. A moeda norte-americana fechou a R$ 2,706, em alta de 0,19%.
Mesmo com o baixo volume negociado ontem, o Banco Central interveio, realizando mais um leilão de compra de moeda no fim da manhã.
Segundo o BC, as operações de compra de dólar têm sido feitas para recompor as reservas internacionais e não para conter a depreciação da moeda americana, que prejudica as exportações e, conseqüentemente, o saldo da balança comercial brasileira.
Expectativa
Apesar de o mercado ter reduzido sua previsão média para o câmbio no fim do ano, segundo o boletim Focus feito pelo BC, a taxa permanece acima da atualmente praticada no mercado. O último Focus trouxe a previsão média de dólar a R$ 2,79 no fim de dezembro. Há um mês, as instituições previam dólar a R$ 2,90 no fim do ano.
Operadores do mercado afirmam que algumas empresas tem aparecido no mercado nesta semana, em busca de dólares mais baratos, o que tem ajudado a mantê-lo acima de R$ 2,70.
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros, a taxa do contrato DI (Depósito Interfinanceiro) mais negociado, que tem prazo de vencimento em abril, fechou a 18,10%. Na segunda-feira, esse contrato tinha taxa de 17,96%. O contrato que vence daqui a um ano fechou em 17,58% ante 17,31% do início da semana. O Comitê de Política Monetária do BC decidiu elevar a taxa básica de juros de 17,25% para 17,75% na semana passada.
No pregão da Bolsa, ações de bancos foram destaque, mas não conseguiram evitar a queda do Ibovespa -índice que reúne as 53 ações mais negociadas.
A ação preferencial do Itaú fechou em alta de 2,17%. O papel preferencial do Bradesco registrou ganho de 1,04%. Se o BC não interromper o atual ciclo de alta dos juros, iniciado em setembro, as instituições financeiras tendem a se beneficiar: taxas mais elevadas costumam dar ganhos maiores aos bancos.
Depois de bater seu recorde de pontos, superando os 26 mil pontos durante o pregão, a Bolsa fechou ontem em baixa de 0,64%.
Fonte: Folha de São Paulo – Fabrício Vieira

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Mercado espera sinal do Banco Cenral sobre juros

A divulgação da ata da última reunião do Copom pode trazer um grau extra de agitação ao mercado financeiro hoje. Há expectativa de que o documento apresente sinais em relação à possibilidade de o Banco Central interromper sua atual política de elevação de juros em janeiro.

Se a maioria dos analistas apostava na possibilidade de a taxa básica de juros deixar de subir a partir de janeiro, inclusive após sinalização nesse sentido do presidente Lula a senadores, nuvens surgiram nesse cenário. Nos últimos dois dias, os juros futuros subiram. Isso depois de o mercado conhecer, na terça-feira, o IPCA-15, que veio acima do esperado.

Para a consultoria LCA, a divulgação do IPCA-15 tornou maior a “probabilidade de uma nova elevação da Selic em 0,25 ponto percentual” do que a manutenção da taxa em janeiro. “Essa nova avaliação será ratificada, ou revista, a depender do conteúdo da ata.”

Ao menos o dólar voltou a subir ontem, fato que agrada ao governo. A moeda norte-americana fechou a R$ 2,706, em alta de 0,19%.
Mesmo com o baixo volume negociado ontem, o Banco Central interveio, realizando mais um leilão de compra de moeda no fim da manhã.

Segundo o BC, as operações de compra de dólar têm sido feitas para recompor as reservas internacionais e não para conter a depreciação da moeda americana, que prejudica as exportações e, conseqüentemente, o saldo da balança comercial brasileira.

Expectativa
Apesar de o mercado ter reduzido sua previsão média para o câmbio no fim do ano, segundo o boletim Focus feito pelo BC, a taxa permanece acima da atualmente praticada no mercado. O último Focus trouxe a previsão média de dólar a R$ 2,79 no fim de dezembro. Há um mês, as instituições previam dólar a R$ 2,90 no fim do ano.

Operadores do mercado afirmam que algumas empresas tem aparecido no mercado nesta semana, em busca de dólares mais baratos, o que tem ajudado a mantê-lo acima de R$ 2,70.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros, a taxa do contrato DI (Depósito Interfinanceiro) mais negociado, que tem prazo de vencimento em abril, fechou a 18,10%. Na segunda-feira, esse contrato tinha taxa de 17,96%. O contrato que vence daqui a um ano fechou em 17,58% ante 17,31% do início da semana. O Comitê de Política Monetária do BC decidiu elevar a taxa básica de juros de 17,25% para 17,75% na semana passada.

No pregão da Bolsa, ações de bancos foram destaque, mas não conseguiram evitar a queda do Ibovespa -índice que reúne as 53 ações mais negociadas.

A ação preferencial do Itaú fechou em alta de 2,17%. O papel preferencial do Bradesco registrou ganho de 1,04%. Se o BC não interromper o atual ciclo de alta dos juros, iniciado em setembro, as instituições financeiras tendem a se beneficiar: taxas mais elevadas costumam dar ganhos maiores aos bancos.

Depois de bater seu recorde de pontos, superando os 26 mil pontos durante o pregão, a Bolsa fechou ontem em baixa de 0,64%.

Fonte: Folha de São Paulo – Fabrício Vieira

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