(São Paulo) O povo nordestino, apesar de todo o sofrimento, sempre manteve o bom humor e inventou uma máxima: diz que quando não morre de sede, morre afogado, pois a chuva nunca vem na medida certa. Os bancários, que assim como os nordestinos sofrem uma barbaridade com os “mandas-chuva” do sistema financeiro nacional, adotaram a máxima dos nordestinos. Tudo por causa do maior banco privado do país, o Bradesco, cuja máxima que a direção adota é: ou oito ou oitenta.
O fato é que o movimento sindical bancário sempre brigou com a direção do Bradesco, por obrigar seus funcionários a tirar vinte dias de férias, ignorando a vontade de o bancário gozar o período completo. No mês passado, entretanto, o banco decidiu que todos os funcionários devem tirar trinta dias, sem a opção de “vender” um terço do mês, como assegura o artigo 143 da CLT.
A Confederação Nacional dos Bancários (CNB/CUT) entrou em contato com o Bradesco, que jurou não estar pressionando os funcionários a tirar trinta dias de férias. “As denúncias que chegaram até o movimento sindical dão conta de que o banco estaria orientando os seus gestores a cancelarem a compra dos dez dias de férias a que o trabalhador tem o direito de vender. O Bradesco negou qualquer pressão e justificou que só estaria alertando aos funcionários que podem tirar trinta dias e que, caso quisesse ‘vender’ um terço, isto deveria ser feito por escrito. De qualquer forma, alertamos aos sindicatos para que fiquem atentos e denunciem qualquer pressão do banco neste sentido”, afirmou Miguel Pereira, secretário de Organização da CNB/CUT.
Fonte: Fábio Jammal Makhoul – CNB/CUT
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