A CUT (Central Única dos Trabalhadores) quer ampliar sua participação no CMN (Conselho Monetário Nacional). Para isso, pretende lançar em 15 dias uma campanha em parceria com representantes do setor produtivo.
“Para a CUT não é mais possível apenas reclamar da política de juros conservadora adotada pelo Copom. Está na hora de mudar as bases que sustentam esta política, ou seja, o CMN”, disse Luiz Marinho, presidente da CUT.
Além do setor empresarial, a CUT deverá convidar outras centrais sindicais, professores e economistas para participar dessa campanha de ampliação da participação da sociedade no CMN.
“A ampliação [do CMN] é a única maneira de tornar efetiva mudanças na política de juros e permitir que o país adote um novo rumo para garantir o seu desenvolvimento”, afirmou Marinho.
Ontem, o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, também sinalizou que participar mais das decisões do governo.
Para ele, as decisões do CMN são mais importantes que as tomadas pelo Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, que define as variações da taxa Selic.
“O Copom tem o trabalho dele. Precisamos discutir o CMN, que traça as metas [de inflação]. Aí sim [no CMN] que precisa de uma ampliação e de uma participação maior [da sociedade]”, disse Skaf.
Segundo o presidente da Fiesp, o Copom é apenas um colegiado “técnico”. “No Copom são técnicos que fazem seu trabalho e não podem ter a influencia que têm na vida de 175 milhões de brasileiros.”
Fonte: Folha Online – FABIANA FUTEMA
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