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Alta da Selic é absorvida pela liquidez dos bancos

A alta dos juros não tem sido empecilho suficiente para inibir o fluxo de crédito para as empresas, dada a grande liquidez dos bancos, diz Alexandre Azevedo do ABN AMRO. Segundo o economista Marcelo Allain, da Fipe/USP, embora a taxa básica (Selic) tenha subido 2,75 pontos desde setembro, quando o Banco Central (BC) iniciou o ajuste para conter a pressão inflacionária, o principal indicador do custo do dinheiro para os bancos – a taxa prefixada de 360 dias – avançou bem menos.

A taxa pré subiu apenas 1,1 ponto (de 17,60% para 18,70% até quarta-feira) no mesmo período, portanto o custo de captação ainda seria considerado razoável. Daí por que nem toda a alta da Selic foi repassada para os empréstimos. Com a queda da remuneração dos títulos públicos, os bancos querem e precisam aumentar a carteira de crédito, diz Rubens Sardenberg, diretor da Nossa Caixa.

A reflexão que Sardenberg faz é que os sinais que o BC tem emitido são de que quer controlar a inflação mas não quer parar o crescimento da economia. Sendo assim, questiona, “por que os bancos vão interromper a concessão de crédito?” Para Azevedo, a tendência é o custo do dinheiro aumentar ainda mais por causa da alta da Selic e a perspectiva, colocada pelo BC, de prosseguir no ajuste dos juros. Por outro lado, diz o executivo do ABN, a oferta de crédito tende a aumentar, a partir do segundo semestre, como efeito da aprovação da nova Lei de Falências. “Empresas que hoje estão fora do mercado, vão entrar”, disse.

Antonio Bornia, vice-presidente do Bradesco, é de opinião que a oferta de crédito deve continuar alta, devido à “forte competição entre os bancos pelas grandes empresas”. Mas ele não é tão otimista quanto aos efeitos da nova Lei de Falências.

“É muito cedo para dizer porque leva algum tempo para a lei ser assimilada, tanto pelas empresas quanto pelo Judiciário.” Segundo Bornia, “que a nova Lei de Falências vem trazer condições objetivas para a redução dos spreads, é inegável”. Mas, diz, “há outros aspectos que pesam no custo do crédito como os altos compulsórios, a carga tributária elevada e o cenário macroeconômico”.

Fonte: Valor Econômico – Janes Rocha

Por 11:06 Notícias

Alta da Selic é absorvida pela liquidez dos bancos

A alta dos juros não tem sido empecilho suficiente para inibir o fluxo de crédito para as empresas, dada a grande liquidez dos bancos, diz Alexandre Azevedo do ABN AMRO. Segundo o economista Marcelo Allain, da Fipe/USP, embora a taxa básica (Selic) tenha subido 2,75 pontos desde setembro, quando o Banco Central (BC) iniciou o ajuste para conter a pressão inflacionária, o principal indicador do custo do dinheiro para os bancos – a taxa prefixada de 360 dias – avançou bem menos.
A taxa pré subiu apenas 1,1 ponto (de 17,60% para 18,70% até quarta-feira) no mesmo período, portanto o custo de captação ainda seria considerado razoável. Daí por que nem toda a alta da Selic foi repassada para os empréstimos. Com a queda da remuneração dos títulos públicos, os bancos querem e precisam aumentar a carteira de crédito, diz Rubens Sardenberg, diretor da Nossa Caixa.
A reflexão que Sardenberg faz é que os sinais que o BC tem emitido são de que quer controlar a inflação mas não quer parar o crescimento da economia. Sendo assim, questiona, “por que os bancos vão interromper a concessão de crédito?” Para Azevedo, a tendência é o custo do dinheiro aumentar ainda mais por causa da alta da Selic e a perspectiva, colocada pelo BC, de prosseguir no ajuste dos juros. Por outro lado, diz o executivo do ABN, a oferta de crédito tende a aumentar, a partir do segundo semestre, como efeito da aprovação da nova Lei de Falências. “Empresas que hoje estão fora do mercado, vão entrar”, disse.
Antonio Bornia, vice-presidente do Bradesco, é de opinião que a oferta de crédito deve continuar alta, devido à “forte competição entre os bancos pelas grandes empresas”. Mas ele não é tão otimista quanto aos efeitos da nova Lei de Falências.
“É muito cedo para dizer porque leva algum tempo para a lei ser assimilada, tanto pelas empresas quanto pelo Judiciário.” Segundo Bornia, “que a nova Lei de Falências vem trazer condições objetivas para a redução dos spreads, é inegável”. Mas, diz, “há outros aspectos que pesam no custo do crédito como os altos compulsórios, a carga tributária elevada e o cenário macroeconômico”.
Fonte: Valor Econômico – Janes Rocha

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