(São Paulo) O Banco do Brasil mais uma vez frustrou o funcionalismo e anunciou ontem que ainda não tem uma definição para o novo valor da Parcela Previ. Depois de muitas rodadas em mais de um ano de negociações, a direção do BB alegou que ainda está “ultimando” os estudos e que em breve terá condições de formalizar uma nova proposta.
“Infelizmente o banco continua enrolando e prejudicando – e muito – o funcionalismo. Aqueles que se aposentaram desde 1997 já poderiam estar recebendo o benefício revisto. Além disto, há milhares de bancários que só estão esperando uma definição da Parcela Previ para ingressar com o pedido de aposentadoria”, explicou Marcel Barros, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários.
Acompanhados dos diretores eleitos da Previ, os membros da Comissão de Empresa reafirmaram a sua proposta original de reduzir a Parcela Previ para R$ 1.373,10. “Nossa proposta é a mais justa, pois os números se baseiam no valor inicial da PP, que era R$ 1.031, corrigido pelos índices que incidem sobre os salários dos funcionários”, detalhou Marcel.
Na última rodada de negociação, o Banco do Brasil chegou a acenar com o valor de R$ 1.440, mas os representantes dos funcionários não gostaram da proposta, pois ela não resgata os valores iniciais da Parcela Previ. “Apesar do impasse sobre o novo valor da PP, as negociações avançaram e o BB já acatou a reivindicação da Comissão de Empresa de rever o valor do benefício para todos aqueles que se aposentaram desde dezembro de 1997, mas somente a partir da data em que for reduzida a PP”, disse.
Marcel destacou que pela proposta dos sindicatos, a redução da Parcela Previ será custeada pelos recursos do Fundo Paridade, cujo montante atual é de R$ 5,3 bilhões. “Portanto, não há motivo para os diretores da empresa demonstrarem tanto temor e conservadorismo em decidir sobre o tema, porque não há prejuízo para a empresa”, afirmou.
O valor atual da PP é de R$ 2.057 e o benefício de complementação de aposentadoria pago pela Previ corresponde à diferença entre o valor da PP e a média dos últimos 36 salários de contribuição do funcionário.
Fonte: CNB/CUT – Fábio Jammal Makhoul
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