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Limite a crédito consignado para aposentados divide os bancos

A decisão do INSS de limitar em 36 meses o crédito consignado para aposentados e pensionistas causou reações opostas entre os bancos especializados. Segundo o diretor superintendente do Banco Cruzeiro do Sul, Adolpho Nardy Filho, o alongamento permitia “mais dinheiro no bolso do aposentado”. Para o vice-presidente executivo do BMG, Roberto Rigotto, porém, o prazo maior significava juro maior e um risco à segurança do tomador. A vice-presidente do BMC, Andrea Pinheiro, afirmou que o prazo mais curto é mais seguro também para o banco, que não tem captações tão longas.

Tanto o BMC, o BMG quanto o Cruzeiro do Sul haviam ampliado o prazo dos créditos para aposentados de 36 meses para 48 meses, por causa da concorrência do Panamericano, um dos primeiros a esticar as operações. Mas, a demanda nesse prazo nunca ultrapassou 15% do total, disse Andrea. A Caixa Econômica Federal, uma das grandes do mercado, nunca ultrapassou a marca dos 36 meses.

O alongamento de prazo tornou mais vitais as parcerias que todos eles desenvolveram com grandes bancos de varejo para obter funding de mais longo prazo. Só o BMG fez acordo com três bancos (Itaú, Cetelem e Caixa Econômica Federal), totalizando R$ 10,5 bilhões; e o Cruzeiro do Sul e o BMC fizeram um cada um, com o Bradesco, de R$ 4 bilhões e R$ 2 bilhões respectivamente.

A medida do INSS, contida na Instrução Normativa 115, foi editada em pleno carnaval, e fez tanto o Cruzeiro do Sul quanto o BMG e BMC retrocederem o prazo do crédito com desconto em folha para aposentados e pensionistas para 36 meses. Já o crédito para algumas categorias de empregados do setor públicos, como funcionários de tribunais, podem pagar em até 60 meses no Cruzeiro do Sul.

“O alongamento do crédito é sempre positivo”, disse Nardy Filho. O executivo procura esvaziar o argumento de que a limitação ao prazo das operações de crédito a aposentados teve por objetivo protegê-los: “Nossas pesquisas indicam que o grande direcionamento dos recursos levantados no crédito consignado é saldar dívidas mais caras”.

O Cruzeiro do Sul está concedendo crédito consignado por seis meses a 36 meses, com taxa entre 1,6% e 3,20% ao mês. A carteira total chegou a R$ 424,1 milhões em dezembro. Nardy Filho disse que o juro pode subir caso o Comitê de Política Monetária (Copom) seja agressivo na condução da taxa básica (Selic).

Para Rigotto, a limitação do prazo das operações em 36 meses é “razoável” e não deve afetar o mercado. “O alongamento não estava suavizando os juros”, disse Rigotto, que considera um risco tomar um crédito tão longo a taxas prefixadas. “Três anos já é muito”, acrescentou.

O BMG está oferecendo crédito consignado com seis meses a 36 meses, e juros entre 1,75% e 2,80% ao mês. Rigotto acha que a elevação do juro pelo Copom será absorvida e não haverá repasse para a ponta do crédito. “O spread permite acomodação”, explicou.

Ao final de 2004, o saldo total das carteiras de crédito do BMG (próprias e cedidas) totalizava R$ 3,7 bilhões. Somente nos últimos três meses do ano passado, quando entrou na área, recebeu 411 mil solicitações de crédito de aposentados e pensionistas do INSS, movimentando cerca de R$ 1 bilhão.

Fonte: Valor Econômico – Maria Christina Carvalho

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Limite a crédito consignado para aposentados divide os bancos

A decisão do INSS de limitar em 36 meses o crédito consignado para aposentados e pensionistas causou reações opostas entre os bancos especializados. Segundo o diretor superintendente do Banco Cruzeiro do Sul, Adolpho Nardy Filho, o alongamento permitia “mais dinheiro no bolso do aposentado”. Para o vice-presidente executivo do BMG, Roberto Rigotto, porém, o prazo maior significava juro maior e um risco à segurança do tomador. A vice-presidente do BMC, Andrea Pinheiro, afirmou que o prazo mais curto é mais seguro também para o banco, que não tem captações tão longas.
Tanto o BMC, o BMG quanto o Cruzeiro do Sul haviam ampliado o prazo dos créditos para aposentados de 36 meses para 48 meses, por causa da concorrência do Panamericano, um dos primeiros a esticar as operações. Mas, a demanda nesse prazo nunca ultrapassou 15% do total, disse Andrea. A Caixa Econômica Federal, uma das grandes do mercado, nunca ultrapassou a marca dos 36 meses.
O alongamento de prazo tornou mais vitais as parcerias que todos eles desenvolveram com grandes bancos de varejo para obter funding de mais longo prazo. Só o BMG fez acordo com três bancos (Itaú, Cetelem e Caixa Econômica Federal), totalizando R$ 10,5 bilhões; e o Cruzeiro do Sul e o BMC fizeram um cada um, com o Bradesco, de R$ 4 bilhões e R$ 2 bilhões respectivamente.
A medida do INSS, contida na Instrução Normativa 115, foi editada em pleno carnaval, e fez tanto o Cruzeiro do Sul quanto o BMG e BMC retrocederem o prazo do crédito com desconto em folha para aposentados e pensionistas para 36 meses. Já o crédito para algumas categorias de empregados do setor públicos, como funcionários de tribunais, podem pagar em até 60 meses no Cruzeiro do Sul.
“O alongamento do crédito é sempre positivo”, disse Nardy Filho. O executivo procura esvaziar o argumento de que a limitação ao prazo das operações de crédito a aposentados teve por objetivo protegê-los: “Nossas pesquisas indicam que o grande direcionamento dos recursos levantados no crédito consignado é saldar dívidas mais caras”.
O Cruzeiro do Sul está concedendo crédito consignado por seis meses a 36 meses, com taxa entre 1,6% e 3,20% ao mês. A carteira total chegou a R$ 424,1 milhões em dezembro. Nardy Filho disse que o juro pode subir caso o Comitê de Política Monetária (Copom) seja agressivo na condução da taxa básica (Selic).
Para Rigotto, a limitação do prazo das operações em 36 meses é “razoável” e não deve afetar o mercado. “O alongamento não estava suavizando os juros”, disse Rigotto, que considera um risco tomar um crédito tão longo a taxas prefixadas. “Três anos já é muito”, acrescentou.
O BMG está oferecendo crédito consignado com seis meses a 36 meses, e juros entre 1,75% e 2,80% ao mês. Rigotto acha que a elevação do juro pelo Copom será absorvida e não haverá repasse para a ponta do crédito. “O spread permite acomodação”, explicou.
Ao final de 2004, o saldo total das carteiras de crédito do BMG (próprias e cedidas) totalizava R$ 3,7 bilhões. Somente nos últimos três meses do ano passado, quando entrou na área, recebeu 411 mil solicitações de crédito de aposentados e pensionistas do INSS, movimentando cerca de R$ 1 bilhão.
Fonte: Valor Econômico – Maria Christina Carvalho

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