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Diretor do Banco Central indica fim da alta dos juros

O diretor de Política Monetária do Banco Central (BC), Rodrigo Azevedo, reforçou ontem as indicações da própria instituição de que a trajetória de alta da taxa básica de juros, a Selic, pode ter chegado ao fim. Durante seminário em São Paulo promovido pela Federação Nacional dos Bancos (Febraban), ele disse que aumentou a probabilidade de a inflação convergir para a meta perseguida pelo BC de 5,1% em 2005. Ainda na sua avaliação, a política monetária tem sido eficaz e adequada para “lidar com as atuais pressões”.

— A probabilidade de que a inflação se aproxime do centro da meta é maior hoje do que quando o BC iniciou o atual ciclo de elevações dos juros, há seis meses — afirmou Azevedo para uma platéia de cerca de 300 executivos de bancos.

Respondendo à pergunta de um dos presentes, o diretor do BC disse que o Comitê de Política Monetária (Copom) não deixou de lado seus modelos econométricos para a fixação dos juros — leitura feita pelo mercado a partir da ata da reunião de janeiro do Copom.

BC não descarta piora no cenário externo este ano
Segundo ele, apesar de existir “algum espaço para a arte”, a ciência “continua tendo uma porcentagem bastante grande” nas decisões do colegiado.

— (O modelo) continua sendo importante como sempre foi, mesmo neste contexto de novos desafios no processo de modelagem — disse.

Em sua apresentação, Azevedo afirmou que o BC não descarta uma piora do cenário externo até o fim do ano e que, por isso, o momento atual deve ser aproveitado para recompor as reservas internacionais do país. Os riscos estão relacionados principalmente à trajetória futura dos juros nos Estados Unidos para financiar os chamados déficits gêmeos do país (fiscal e comercial).

— Existe uma potencialidade de riscos adversos, e precisamos estar protegidos contra isso para reduzir a vulnerabilidade das contas externas — disse Azevedo.

Para o diretor do BC, o ritmo de desaceleração da economia mundial é menor hoje do que o previsto no fim do ano passado, o que significa neste momento a manutenção de um fluxo positivo de divisas para o Brasil. Mas o BC não descarta a hipótese de os EUA reverem sua política interna e acelerarem a alta dos juros.

Azevedo mostrou os dados mais recentes sobre a elevação do nível de reservas do país e a redução do passivo cambial.

Volume de reservas atingiu US$ 58,6 bi em fevereiro
Após acumular mais US$ 5,3 bilhões em novas reservas em 2004, o BC computou em janeiro deste ano a entrada de US$ 2,6 bilhões. Ele disse que em fevereiro, segundo dados preliminares, o número também deve ser positivo. Segundo Azevedo, as reservas brutas saltaram de US$ 50 bilhões em novembro de 1999 para US$ 58,6 bilhões em 24 de fevereiro deste ano (último dado do BC). Ele afirmou que a decisão de apressar a compra de reservas não está relacionada a uma possível não-renovação do acordo com o FMI.

Fonte: O Globo – Aguinaldo Novo

Por 12:48 Notícias

Diretor do Banco Central indica fim da alta dos juros

O diretor de Política Monetária do Banco Central (BC), Rodrigo Azevedo, reforçou ontem as indicações da própria instituição de que a trajetória de alta da taxa básica de juros, a Selic, pode ter chegado ao fim. Durante seminário em São Paulo promovido pela Federação Nacional dos Bancos (Febraban), ele disse que aumentou a probabilidade de a inflação convergir para a meta perseguida pelo BC de 5,1% em 2005. Ainda na sua avaliação, a política monetária tem sido eficaz e adequada para “lidar com as atuais pressões”.
— A probabilidade de que a inflação se aproxime do centro da meta é maior hoje do que quando o BC iniciou o atual ciclo de elevações dos juros, há seis meses — afirmou Azevedo para uma platéia de cerca de 300 executivos de bancos.
Respondendo à pergunta de um dos presentes, o diretor do BC disse que o Comitê de Política Monetária (Copom) não deixou de lado seus modelos econométricos para a fixação dos juros — leitura feita pelo mercado a partir da ata da reunião de janeiro do Copom.
BC não descarta piora no cenário externo este ano
Segundo ele, apesar de existir “algum espaço para a arte”, a ciência “continua tendo uma porcentagem bastante grande” nas decisões do colegiado.
— (O modelo) continua sendo importante como sempre foi, mesmo neste contexto de novos desafios no processo de modelagem — disse.
Em sua apresentação, Azevedo afirmou que o BC não descarta uma piora do cenário externo até o fim do ano e que, por isso, o momento atual deve ser aproveitado para recompor as reservas internacionais do país. Os riscos estão relacionados principalmente à trajetória futura dos juros nos Estados Unidos para financiar os chamados déficits gêmeos do país (fiscal e comercial).
— Existe uma potencialidade de riscos adversos, e precisamos estar protegidos contra isso para reduzir a vulnerabilidade das contas externas — disse Azevedo.
Para o diretor do BC, o ritmo de desaceleração da economia mundial é menor hoje do que o previsto no fim do ano passado, o que significa neste momento a manutenção de um fluxo positivo de divisas para o Brasil. Mas o BC não descarta a hipótese de os EUA reverem sua política interna e acelerarem a alta dos juros.
Azevedo mostrou os dados mais recentes sobre a elevação do nível de reservas do país e a redução do passivo cambial.
Volume de reservas atingiu US$ 58,6 bi em fevereiro
Após acumular mais US$ 5,3 bilhões em novas reservas em 2004, o BC computou em janeiro deste ano a entrada de US$ 2,6 bilhões. Ele disse que em fevereiro, segundo dados preliminares, o número também deve ser positivo. Segundo Azevedo, as reservas brutas saltaram de US$ 50 bilhões em novembro de 1999 para US$ 58,6 bilhões em 24 de fevereiro deste ano (último dado do BC). Ele afirmou que a decisão de apressar a compra de reservas não está relacionada a uma possível não-renovação do acordo com o FMI.
Fonte: O Globo – Aguinaldo Novo

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