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Previ tem superávit de quase R$ 10 bilhões

Com um resultado positivo de R$ 5,71 bilhões obtido em 2004, a Previ, fundação de previdência dos funcionários do Banco do Brasil, comemora um superávit acumulado em R$ 9,76 bilhões. Em valores absolutos, os números de 2004 são 25% inferiores ao superávit obtido apenas no exercício de 2003, que foi de R$ 7,7 bilhões. No entanto, parte desse valor foi utilizada para cobrir o déficit de R$ 4 bilhões que estava acumulado até 2002. “Já descontado o déficit, somando os resultados dos últimos dois anos, já temos uma folga de quase R$ 10 bilhões”, disse o presidente do Previ, Sérgio Rosa, que divulgou os resultados do fundo ontem, no Rio.

O dirigente afirmou ainda que o excedente de recursos atingiu 22% da reserva matemática; ou seja, se todos os compromissos do fundo fossem honrados hoje, ainda haveria sobra de 22%. Apesar dos bons dados, Rosa admite que a Previ está discutindo uma possível revisão dos parâmetros atuariais usados no plano de benefício definido, por questões de conservadorismo e para descartar qualquer possibilidade de problemas no futuro.

Rosa ressaltou ainda que a carteira de investimentos do fundo, que é o maior da América Latina, ultrapassou os R$ 70 bilhões. Deste total, 59,23% está alocado em ativos de renda variável, 32,64% são destinados aos de renda fixa e 3,64% para o segmento de imóveis. O restante corresponde às chamadas operações com participantes (empréstimos).

A rentabilidade da carteira de ações e participações (renda variável) chegou a 33% e ajudou a puxar a rentabilidade global do fundo, que foi de 25,62%, percentual que é superior à meta atuarial de 15,7% (fixada pelo INPC + 6%). O maior destaque da carteira de ações ficou por conta da reavaliação positiva da participação na Companhia Vale do Rio Doce, que rendeu R$ 3,432 bilhões em 2004.

A carteira de renda fixa alcançou ganhos de 19% no ano passado ante uma taxa Selic média de 16,25%. A maior rentabilidade foi obtida com títulos públicos indexados ao IGP-M.

A rentabilidade da carteira de imóveis confirmou a tendência que já se verifica nos demais grandes fundos de pensão e registrou ganhos de apenas 9%, abaixo da meta. “O principal problema são os imóveis comerciais da região de São Paulo, que sofreram nos últimos anos com a alta vacância”, explicou Rosa. “Já o segmento de shoppings tem rendido bem e empreendimentos como a Costa do Sauípe continuam mostrando progressos no resultado operacional”, disse.

Para este ano, Rosa pretende continuar com a política de reduzir a exposição ao mercado de ações para, progressivamente, conseguir o enquadramento de longo prazo acertado com o Conselho Monetário Nacional.

No ano passado, entre vendas de ações e resgates de fundos, houve um desinvestimento de cerca de R$ 1,8 bilhão. Já os novos aportes em renda variável somaram apenas R$ 318 milhões e ocorreram apenas para injetar recursos necessários em participações já existentes, como Brasil Ferrovias e Invitel (veículo de investimento em empresas de telecomunicação privatizadas). “Podemos até fazer alguns investimentos em renda variável, mas o saldo final sempre será negativo; ou seja, vamos vender mais do que comprar”, explica Rosa.

Fonte: Valor Econômico – Catherine Vieira

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Previ tem superávit de quase R$ 10 bilhões

Com um resultado positivo de R$ 5,71 bilhões obtido em 2004, a Previ, fundação de previdência dos funcionários do Banco do Brasil, comemora um superávit acumulado em R$ 9,76 bilhões. Em valores absolutos, os números de 2004 são 25% inferiores ao superávit obtido apenas no exercício de 2003, que foi de R$ 7,7 bilhões. No entanto, parte desse valor foi utilizada para cobrir o déficit de R$ 4 bilhões que estava acumulado até 2002. “Já descontado o déficit, somando os resultados dos últimos dois anos, já temos uma folga de quase R$ 10 bilhões”, disse o presidente do Previ, Sérgio Rosa, que divulgou os resultados do fundo ontem, no Rio.
O dirigente afirmou ainda que o excedente de recursos atingiu 22% da reserva matemática; ou seja, se todos os compromissos do fundo fossem honrados hoje, ainda haveria sobra de 22%. Apesar dos bons dados, Rosa admite que a Previ está discutindo uma possível revisão dos parâmetros atuariais usados no plano de benefício definido, por questões de conservadorismo e para descartar qualquer possibilidade de problemas no futuro.
Rosa ressaltou ainda que a carteira de investimentos do fundo, que é o maior da América Latina, ultrapassou os R$ 70 bilhões. Deste total, 59,23% está alocado em ativos de renda variável, 32,64% são destinados aos de renda fixa e 3,64% para o segmento de imóveis. O restante corresponde às chamadas operações com participantes (empréstimos).
A rentabilidade da carteira de ações e participações (renda variável) chegou a 33% e ajudou a puxar a rentabilidade global do fundo, que foi de 25,62%, percentual que é superior à meta atuarial de 15,7% (fixada pelo INPC + 6%). O maior destaque da carteira de ações ficou por conta da reavaliação positiva da participação na Companhia Vale do Rio Doce, que rendeu R$ 3,432 bilhões em 2004.
A carteira de renda fixa alcançou ganhos de 19% no ano passado ante uma taxa Selic média de 16,25%. A maior rentabilidade foi obtida com títulos públicos indexados ao IGP-M.
A rentabilidade da carteira de imóveis confirmou a tendência que já se verifica nos demais grandes fundos de pensão e registrou ganhos de apenas 9%, abaixo da meta. “O principal problema são os imóveis comerciais da região de São Paulo, que sofreram nos últimos anos com a alta vacância”, explicou Rosa. “Já o segmento de shoppings tem rendido bem e empreendimentos como a Costa do Sauípe continuam mostrando progressos no resultado operacional”, disse.
Para este ano, Rosa pretende continuar com a política de reduzir a exposição ao mercado de ações para, progressivamente, conseguir o enquadramento de longo prazo acertado com o Conselho Monetário Nacional.
No ano passado, entre vendas de ações e resgates de fundos, houve um desinvestimento de cerca de R$ 1,8 bilhão. Já os novos aportes em renda variável somaram apenas R$ 318 milhões e ocorreram apenas para injetar recursos necessários em participações já existentes, como Brasil Ferrovias e Invitel (veículo de investimento em empresas de telecomunicação privatizadas). “Podemos até fazer alguns investimentos em renda variável, mas o saldo final sempre será negativo; ou seja, vamos vender mais do que comprar”, explica Rosa.
Fonte: Valor Econômico – Catherine Vieira

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