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Crédito Pessoal engorda lucros do HSBC no Brasil

Parte considerável dos lucros do HSBC no Brasil deve-se ao crédito pessoal concedido por suas financeiras. Depois da aquisição da Losango, Valeu e Credimatone o banco inglês conseguiu faturar, em 2004, com esse segmento US$ 72 milhões ou 23% do total do crescimento no Brasil. O HSBC lucrou US$ 281 milhões no país. Em relação ao ano anterior, a importância representa uma alta de 238%.
Para o secretário de Organização da CNB/CUT, Miguel Pereira, as aquisições de financeiras e o lucro cada vez maior que provém dessas instituições reflete uma tendência vista na maioria dos bancos. “Sabemos que as tarifas e as taxas de juros elevam consideravelmente a lucratividade das instituições financeiras. Agora observamos que a tendência é investir em crédito direto ao consumidor a taxas que podemos considerar extorsivas e os resultados têm sido favoráveis”, declara.
No novo filão, o público-alvo são as classes C, D e E que costumam ter parte da renda já comprometida pelas tarifas. “Como o volume do crédito ao consumo aumentou e a inadimplência caiu, presumimos que esses cidadãos estão fazendo empréstimos para pagarem as próprias dívidas”, analisa o secretário.
Nessa relação o lado que acaba mais prejudicado são os trabalhadores, que com os serviços precarizados e acordos coletivos rebaixados não são considerados como financiários. Nas promotoras de crédito, os empregados deixam de usufruir de uma série de direitos, que caso pertencessem a categoria poderiam exigir. “Os bancos se aproveitam dessa situação e exploram ainda mais esses trabalhadores”, afirma Pereira.
Desempenho e perspectiva – O desempenho positivo do HSBC faz com que aumente a perspectiva de atendimento de reivindicações importantes do funcionalismo. As condições de trabalho poderiam ser mais adequadas para, por exemplo, reduzir o número elevado de casos de doenças ocupacionais.
O HSBC é o sétimo maior banco do país com 3,5 milhões de clientes em todo o território brasileiro. As financeiras acrescentam a essa base 17,5 milhões de clientes. A participação do Brasil nos lucros do banco passou de 0,6%, em 2003, para 1,5% em 2004. A América do Sul também aumentou a lucratividade do Grupo de 0,9% (2003) para 2,3% (2004). O balanço do HSBC do Brasil será apresentado separadamente, de acordo com as regras contábeis, no dia 9 de março em São Paulo.
Fonte: CNB/CUT – Carolina Coronel

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Crédito Pessoal engorda lucros do HSBC no Brasil

Parte considerável dos lucros do HSBC no Brasil deve-se ao crédito pessoal concedido por suas financeiras. Depois da aquisição da Losango, Valeu e Credimatone o banco inglês conseguiu faturar, em 2004, com esse segmento US$ 72 milhões ou 23% do total do crescimento no Brasil. O HSBC lucrou US$ 281 milhões no país. Em relação ao ano anterior, a importância representa uma alta de 238%.

Para o secretário de Organização da CNB/CUT, Miguel Pereira, as aquisições de financeiras e o lucro cada vez maior que provém dessas instituições reflete uma tendência vista na maioria dos bancos. “Sabemos que as tarifas e as taxas de juros elevam consideravelmente a lucratividade das instituições financeiras. Agora observamos que a tendência é investir em crédito direto ao consumidor a taxas que podemos considerar extorsivas e os resultados têm sido favoráveis”, declara.

No novo filão, o público-alvo são as classes C, D e E que costumam ter parte da renda já comprometida pelas tarifas. “Como o volume do crédito ao consumo aumentou e a inadimplência caiu, presumimos que esses cidadãos estão fazendo empréstimos para pagarem as próprias dívidas”, analisa o secretário.

Nessa relação o lado que acaba mais prejudicado são os trabalhadores, que com os serviços precarizados e acordos coletivos rebaixados não são considerados como financiários. Nas promotoras de crédito, os empregados deixam de usufruir de uma série de direitos, que caso pertencessem a categoria poderiam exigir. “Os bancos se aproveitam dessa situação e exploram ainda mais esses trabalhadores”, afirma Pereira.

Desempenho e perspectiva – O desempenho positivo do HSBC faz com que aumente a perspectiva de atendimento de reivindicações importantes do funcionalismo. As condições de trabalho poderiam ser mais adequadas para, por exemplo, reduzir o número elevado de casos de doenças ocupacionais.

O HSBC é o sétimo maior banco do país com 3,5 milhões de clientes em todo o território brasileiro. As financeiras acrescentam a essa base 17,5 milhões de clientes. A participação do Brasil nos lucros do banco passou de 0,6%, em 2003, para 1,5% em 2004. A América do Sul também aumentou a lucratividade do Grupo de 0,9% (2003) para 2,3% (2004). O balanço do HSBC do Brasil será apresentado separadamente, de acordo com as regras contábeis, no dia 9 de março em São Paulo.

Fonte: CNB/CUT – Carolina Coronel

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