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Bancos abrem linhas de crédito para antecipação do IR

Foi dada a largada para a declaração do Imposto de Renda (IR) 2005 e, na esteira do acerto de contas com o Leão, os principais bancos brasileiros lançaram, na semana passada, as já tradicionais linhas de antecipação do crédito do IR. A taxas variam de 2,75% (caso do Banco do Brasil) a 3,50% ao mês (Bradesco) e é possível receber de 70% a 100% do valor a ser restituído. Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica, Mercantil do Brasil, HSBC e Nossa Caixa oferecem o produto.

Mas atenção: apesar das taxas mais baixas que as cobradas no cheque especial e no rotativo do cartão de crédito, especialistas alertam que a linha deve ser contratada apenas para trocar dívida cara por outra mais barata, afinal, é uma dívida como qualquer outra.

Taxa é inferior à do crédito pessoal, de 11,7% em média
Pagar uma taxa de 2,75% ao mês — o mínimo cobrado nas linhas de antecipação de IR — pode parecer pouco, mas isso corresponde a juros de 38,4% em um ano. Já a taxa máxima de 3,5% significa um juro anual de 51,1%. Apesar disso, o custo é bem mais baixo que o de outras linhas de crédito.

Segundo dados da Associação Nacional dos Executivos de Finanças e Contabilidade (Anefac), em janeiro — mês do levantamento mais recente — o empréstimo pessoal junto aos bancos tem uma taxa média de 6,5% ao mês, quase o dobro do cobrado na antecipação do Imposto de Renda. Já o cheque especial, o rotativo do cartão de crédito e o empréstimo nas financeiras cobram juros de 8,30%, 6,5% e 11,7% mensais.

— As linhas de antecipação do IR podem ser tentadoras para os consumidores, mas o empréstimo só compensa se for para quitar uma dívida mais cara. Isso porque o crédito tem uma data-limite de pagamento, que costuma ser inferior a um ano. Se até lá o cliente não receber a restituição, pode ficar com nome sujo na praça ou ser forçado a contratar um empréstimo a um custo bem mais alto — esclarece Miguel Ribeiro de Oliveira, vice-presidente da Anefac.

Esse é o caso da Caixa, que espera que, em 2005, os empréstimos totalizem R$ 23 milhões, 30% a mais que no ano passado. O vice-presidente de Crédito, Francisco Egídio Pelucio Martins, admite que o banco refinancia o crédito a um custo mais elevado nos casos em que o cliente não tem recursos para honrar a dívida no vencimento:

— Mas parcelamos o valor, para dar mais prazo para o cliente quitar a dívida.

Essa não é uma opção no Banco do Brasil .

— O crédito não é refinanciado, mas enquanto os vencimentos costumam ocorrer em dezembro na maioria dos bancos, o nosso é em janeiro, dando mais prazo para o pagamento — explica o vice-presidente de Varejo Edson Monteiro.

Recomendação é usar linha para quitar dívida mais cara
Essa foi a preocupação do contador Raulino Pereira Filho no ano passado, devido a um atraso na restituição do IR 2004, que acabou sendo paga no fim do ano. Cliente do Banco do Brasil, ele utiliza a linha há dois anos e pretende contratar um novo empréstimo em 2005:

— As contas no início do ano são pesadas: IPVA, IPTU e material escolar. Uso a linha, a um custo mais baixo, para quitar dívidas mais caras, como a do cheque especial. A vantagem da linha do BB é que você só recebe até 70% do valor a restituir, ou seja, após pagar o banco, ainda fica com 30% em caixa — afirma o contador.

O economista Marcelo Líbero D’Agosto, sócio da consultoria financeira Investmate, só recomenda o uso da linha em caráter emergencial, devido ao custo alto do empréstimo:

— Uma linha de mil reais a juros de 3,5% ao mês significam o pagamento de R$ 35 mensais de juros. Até dezembro, o cliente vai precisar pagar R$ 350, um terço do valor do empréstimo, isso sem contar a Taxa de Abertura de Crédito (TAC).

Em alguns bancos, a TAC tem custo fixo (de R$ 40 na Caixa Econômica), em outros, é cobrado um percentual sobre o total do empréstimo — em geral, 2%.

Fonte: O Globo – Patrícia Eloy

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Bancos abrem linhas de crédito para antecipação do IR

Foi dada a largada para a declaração do Imposto de Renda (IR) 2005 e, na esteira do acerto de contas com o Leão, os principais bancos brasileiros lançaram, na semana passada, as já tradicionais linhas de antecipação do crédito do IR. A taxas variam de 2,75% (caso do Banco do Brasil) a 3,50% ao mês (Bradesco) e é possível receber de 70% a 100% do valor a ser restituído. Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica, Mercantil do Brasil, HSBC e Nossa Caixa oferecem o produto.
Mas atenção: apesar das taxas mais baixas que as cobradas no cheque especial e no rotativo do cartão de crédito, especialistas alertam que a linha deve ser contratada apenas para trocar dívida cara por outra mais barata, afinal, é uma dívida como qualquer outra.
Taxa é inferior à do crédito pessoal, de 11,7% em média
Pagar uma taxa de 2,75% ao mês — o mínimo cobrado nas linhas de antecipação de IR — pode parecer pouco, mas isso corresponde a juros de 38,4% em um ano. Já a taxa máxima de 3,5% significa um juro anual de 51,1%. Apesar disso, o custo é bem mais baixo que o de outras linhas de crédito.
Segundo dados da Associação Nacional dos Executivos de Finanças e Contabilidade (Anefac), em janeiro — mês do levantamento mais recente — o empréstimo pessoal junto aos bancos tem uma taxa média de 6,5% ao mês, quase o dobro do cobrado na antecipação do Imposto de Renda. Já o cheque especial, o rotativo do cartão de crédito e o empréstimo nas financeiras cobram juros de 8,30%, 6,5% e 11,7% mensais.
— As linhas de antecipação do IR podem ser tentadoras para os consumidores, mas o empréstimo só compensa se for para quitar uma dívida mais cara. Isso porque o crédito tem uma data-limite de pagamento, que costuma ser inferior a um ano. Se até lá o cliente não receber a restituição, pode ficar com nome sujo na praça ou ser forçado a contratar um empréstimo a um custo bem mais alto — esclarece Miguel Ribeiro de Oliveira, vice-presidente da Anefac.
Esse é o caso da Caixa, que espera que, em 2005, os empréstimos totalizem R$ 23 milhões, 30% a mais que no ano passado. O vice-presidente de Crédito, Francisco Egídio Pelucio Martins, admite que o banco refinancia o crédito a um custo mais elevado nos casos em que o cliente não tem recursos para honrar a dívida no vencimento:
— Mas parcelamos o valor, para dar mais prazo para o cliente quitar a dívida.
Essa não é uma opção no Banco do Brasil .
— O crédito não é refinanciado, mas enquanto os vencimentos costumam ocorrer em dezembro na maioria dos bancos, o nosso é em janeiro, dando mais prazo para o pagamento — explica o vice-presidente de Varejo Edson Monteiro.
Recomendação é usar linha para quitar dívida mais cara
Essa foi a preocupação do contador Raulino Pereira Filho no ano passado, devido a um atraso na restituição do IR 2004, que acabou sendo paga no fim do ano. Cliente do Banco do Brasil, ele utiliza a linha há dois anos e pretende contratar um novo empréstimo em 2005:
— As contas no início do ano são pesadas: IPVA, IPTU e material escolar. Uso a linha, a um custo mais baixo, para quitar dívidas mais caras, como a do cheque especial. A vantagem da linha do BB é que você só recebe até 70% do valor a restituir, ou seja, após pagar o banco, ainda fica com 30% em caixa — afirma o contador.
O economista Marcelo Líbero D’Agosto, sócio da consultoria financeira Investmate, só recomenda o uso da linha em caráter emergencial, devido ao custo alto do empréstimo:
— Uma linha de mil reais a juros de 3,5% ao mês significam o pagamento de R$ 35 mensais de juros. Até dezembro, o cliente vai precisar pagar R$ 350, um terço do valor do empréstimo, isso sem contar a Taxa de Abertura de Crédito (TAC).
Em alguns bancos, a TAC tem custo fixo (de R$ 40 na Caixa Econômica), em outros, é cobrado um percentual sobre o total do empréstimo — em geral, 2%.
Fonte: O Globo – Patrícia Eloy

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