fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 11:11 Sem categoria

Mulheres têm mais empregos, mas são as mais pobres

Em 2003, 1,1 bilhão dos 2,8 bilhões de trabalhadores do mundo, ou quatro em cada dez, eram mulheres. Isso representa um aumento mundial de quase 200 milhões de mulheres com emprego nos últimos dez anos, segundo o Global Employment Trends for Women 2004, estudo da OIT (Organização Internacional do Trabalho). Mas essa evolução não foi acompanhada de emancipação sócio-econômica. Ainda não há igualdade de remuneração por um trabalho de igual valor. As mulheres representam a maioria dos trabalhadores em tempo parcial e do setor informal.

Cerca de 60% dos 500 milhões de trabalhadores pobres no mundo são mulheres. Um relatório da Unctad (Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento) aponta que as mulheres empregam uma proporção maior do seu tempo em trabalhos não remunerados e cultivam 65% dos alimentos do mundo. O relatório indica que é necessário criar, no mínimo, 400 milhões de empregos decentes para que as mulheres pobres e desempregadas possam superar a pobreza.
Brasil

No Brasil, dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontam crescimento no número de domicílios com chefia feminina e aumento consistente da presença da mulher no mercado de trabalho, em especial nas áreas urbanas. Em 1992 a chefia feminina estava presente em 19,3% dos domicílios. Passou a ocorrer em 25,5% dos lares em 2002, último ano cujos dados da pesquisa foram divulgados. Em dez anos houve crescimento de 32,1%.

Apesar da crescente participação feminina no mercado de trabalho e do aumento do número de mulheres chefes de domicílio, há uma situação desfavorável para as mulheres: o homem, quando responsável pelo domicílio, dispõe quase sempre da gestão compartilhada com o elemento feminino do casal. Já a mulher chefe de domicílio, além de não desfrutar dessa divisão de responsabilidades, lida com um mercado de trabalho discriminatório. Estudo do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos) aponta que a questão do sexo feminino na chefia do domicílio está inversamente correlacionada com o rendimento domiciliar: quase a metade dos 25% domicílios mais pobres é chefiada por mulheres.

Fontes: Adital e Dieese

Por 11:11 Notícias

Mulheres têm mais empregos, mas são as mais pobres

Em 2003, 1,1 bilhão dos 2,8 bilhões de trabalhadores do mundo, ou quatro em cada dez, eram mulheres. Isso representa um aumento mundial de quase 200 milhões de mulheres com emprego nos últimos dez anos, segundo o Global Employment Trends for Women 2004, estudo da OIT (Organização Internacional do Trabalho). Mas essa evolução não foi acompanhada de emancipação sócio-econômica. Ainda não há igualdade de remuneração por um trabalho de igual valor. As mulheres representam a maioria dos trabalhadores em tempo parcial e do setor informal.
Cerca de 60% dos 500 milhões de trabalhadores pobres no mundo são mulheres. Um relatório da Unctad (Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento) aponta que as mulheres empregam uma proporção maior do seu tempo em trabalhos não remunerados e cultivam 65% dos alimentos do mundo. O relatório indica que é necessário criar, no mínimo, 400 milhões de empregos decentes para que as mulheres pobres e desempregadas possam superar a pobreza.
Brasil
No Brasil, dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontam crescimento no número de domicílios com chefia feminina e aumento consistente da presença da mulher no mercado de trabalho, em especial nas áreas urbanas. Em 1992 a chefia feminina estava presente em 19,3% dos domicílios. Passou a ocorrer em 25,5% dos lares em 2002, último ano cujos dados da pesquisa foram divulgados. Em dez anos houve crescimento de 32,1%.
Apesar da crescente participação feminina no mercado de trabalho e do aumento do número de mulheres chefes de domicílio, há uma situação desfavorável para as mulheres: o homem, quando responsável pelo domicílio, dispõe quase sempre da gestão compartilhada com o elemento feminino do casal. Já a mulher chefe de domicílio, além de não desfrutar dessa divisão de responsabilidades, lida com um mercado de trabalho discriminatório. Estudo do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos) aponta que a questão do sexo feminino na chefia do domicílio está inversamente correlacionada com o rendimento domiciliar: quase a metade dos 25% domicílios mais pobres é chefiada por mulheres.
Fontes: Adital e Dieese

Close