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Mulheres são as mais pobres

Em 2003, 1,1 bilhão dos 2,8 bilhões de trabalhadores do mundo,
ou quatro em cada dez, eram mulheres. Isso representa um aumento
mundial de quase 200 milhões de mulheres com emprego nos últimos
dez anos, segundo o Global Employment Trends for Women 2004,
estudo da OIT (Organização Internacional do Trabalho). Mas essa
evolução não foi acompanhada de emancipação sócio-econômica.
Ainda não há igualdade de remuneração por um trabalho de igual
valor. As mulheres representam a maioria dos trabalhadores em
tempo parcial e do setor informal.

Cerca de 60% dos 500 milhões de trabalhadores pobres no mundo são
mulheres. Um relatório da Unctad (Conferência das Nações Unidas
para o Comércio e o Desenvolvimento) aponta que as mulheres
empregam uma proporção maior do seu tempo em trabalhos não remunerados
e cultivam 65% dos alimentos do mundo. O relatório indica que
é necessário criar, no mínimo, 400 milhões de empregos decentes
para que as mulheres pobres e desempregadas possam superar a
pobreza.

Brasil
No Brasil, dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios),
realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)
apontam crescimento no número de domicílios com chefia feminina
e aumento consistente da presença da mulher no mercado de trabalho,
em especial nas áreas urbanas. Em 1992 a chefia feminina estava
presente em 19,3% dos domicílios. Passou a ocorrer em 25,5%
dos lares em 2002, último ano cujos dados da pesquisa foram
divulgados. Em dez anos houve crescimento de 32,1%.

Apesar da crescente participação feminina no mercado de trabalho e
do aumento do número de mulheres chefes de domicílio, há uma
situação desfavorável para as mulheres: o homem, quando responsável
pelo domicílio, dispõe quase sempre da gestão compartilhada
com o elemento feminino do casal. Já a mulher chefe de domicílio,
além de não desfrutar dessa divisão de responsabilidades, lida
com um mercado de trabalho discriminatório. Estudo do Dieese
(Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos)
aponta que a questão do sexo feminino na chefia do domicílio
está inversamente correlacionada com o rendimento domiciliar:
quase a metade dos 25% domicílios mais pobres é chefiada por
mulheres.

Fontes: Adital e Dieese.

Por 12:23 Notícias

Mulheres são as mais pobres

Em 2003, 1,1 bilhão dos 2,8 bilhões de trabalhadores do mundo,
ou quatro em cada dez, eram mulheres. Isso representa um aumento
mundial de quase 200 milhões de mulheres com emprego nos últimos
dez anos, segundo o Global Employment Trends for Women 2004,
estudo da OIT (Organização Internacional do Trabalho). Mas essa
evolução não foi acompanhada de emancipação sócio-econômica.
Ainda não há igualdade de remuneração por um trabalho de igual
valor. As mulheres representam a maioria dos trabalhadores em
tempo parcial e do setor informal.
Cerca de 60% dos 500 milhões de trabalhadores pobres no mundo são
mulheres. Um relatório da Unctad (Conferência das Nações Unidas
para o Comércio e o Desenvolvimento) aponta que as mulheres
empregam uma proporção maior do seu tempo em trabalhos não remunerados
e cultivam 65% dos alimentos do mundo. O relatório indica que
é necessário criar, no mínimo, 400 milhões de empregos decentes
para que as mulheres pobres e desempregadas possam superar a
pobreza.
Brasil
No Brasil, dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios),
realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)
apontam crescimento no número de domicílios com chefia feminina
e aumento consistente da presença da mulher no mercado de trabalho,
em especial nas áreas urbanas. Em 1992 a chefia feminina estava
presente em 19,3% dos domicílios. Passou a ocorrer em 25,5%
dos lares em 2002, último ano cujos dados da pesquisa foram
divulgados. Em dez anos houve crescimento de 32,1%.
Apesar da crescente participação feminina no mercado de trabalho e
do aumento do número de mulheres chefes de domicílio, há uma
situação desfavorável para as mulheres: o homem, quando responsável
pelo domicílio, dispõe quase sempre da gestão compartilhada
com o elemento feminino do casal. Já a mulher chefe de domicílio,
além de não desfrutar dessa divisão de responsabilidades, lida
com um mercado de trabalho discriminatório. Estudo do Dieese
(Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos)
aponta que a questão do sexo feminino na chefia do domicílio
está inversamente correlacionada com o rendimento domiciliar:
quase a metade dos 25% domicílios mais pobres é chefiada por
mulheres.
Fontes: Adital e Dieese.

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