KUALA LUMPUR (Reuters) – O HSBC Holdings espera dobrar sua força de trabalho na Ásia nos próximos três anos e reduzir vagas no Ocidente para economizar mais de 1 bilhão de dólares, afirmou o presidente-executivo da instituição.
O segundo maior banco do mundo em valor de mercado tem 13 mil funcionários em 10 centros de serviço na Ásia, que desempenham tarefas de escritório e suporte telefônico e está substituindo vagas em centros com custos maiores nos Estados Unidos e Europa.
“Eu não tenho uma meta precisa, mas ficaria surpreso se nós tivéssemos menos que 15 (centros de serviços globais) em três anos”, afirmou o presidente-executivo do HSBC, Alan Jebson. “Ficaria muito surpreso se nós tivéssemos menos que 25 mil pessoas trabalhando neles”, acrescentou.
Jebson, que falou durante visita à Malásia, onde o banco possui seu maior centro de serviço global e emprega cerca de 2.000 pessoas, disse que o grupo tem como meta economizar mais de 1 bilhão de dólares em quatro anos a partir de dezembro de 2007 e está acelerando a transição para locais de baixo custo.
Essa tendência de “exteriorizar” provocou revolta no Ocidente, onde funcionários de escritórios foram transferidos para centros de baixo custo, especialmente na Ásia.
Jebson disse também que essa revolta está restrita principalmente à mídia Ocidental e a alguns políticos, e ele não espera que a agressiva expansão do banco — envolvendo a criação de 500 postos de trabalho em centros de serviços por mês — apresente obstáculos políticos.
“Ainda não afetou o que estamos tentando fazer”, disse ele, acrescentando que o banco economizou cerca de 20.000 dólares por cada posto de trabalho transferido.
Fonte: UOL – Mark Bendeich
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