A estratégia de levar as agências bancárias para os mais diferentes locais está dando resultados. Dois bancos, Santander Banespa e ABN AMRO Real, que lançaram agências móveis no ano passado, estão aumentando o número de unidades e expandindo a atuação para outras regiões do país.
O Banco Real está lançando seis agências móveis. Elas vão ficar em Curitiba, Campinas, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte e Brasília. Segundo Eduardo Nassipe, diretor de novos negócios do banco, a idéia é que cada posto atenda as cidades da região em que ficar. A de Campinas, por exemplo, fica responsável pelo interior do Estado de São Paulo.
O banco tinha até agora apenas uma agência móvel, que fica em São Paulo e foi lançada no início do ano passado. Segundo Nassipe, o resultado superou as expectativas e por isso o banco resolveu ampliar o negócio. Cada uma destas agências custa R$ 400 mil. Elas precisaram ser adaptadas para atender, por exemplo, deficientes físicos, que têm uma rampa de acesso diferencial.
O Santander Banespa, que já tem duas unidades em São Paulo, prepara o lançamento de mais cinco, informa Milton Yuki, superintendente de canais do banco espanhol. Elas começaram a operar em agosto do ano passado. “A idéia é estar onde os clientes estão”, diz o executivo.
O Santander usa uma van para colocar sua agência, com um terminal de auto-atendimento. A do Real fica dentro microônibus. Nos dois casos, elas operam via satélite e usam geradores de energia. Com isso, conseguem ir aos mais diferentes lugares, como feiras e exposições agropecuárias e empresas do interior.
A agência do Banco Real já foi para a Costa do Sauípe, no litoral baiano, e para a Universidade de São Paulo (USP). O Santander já levou a sua para a Festa do Peão de Barretos. No verão, vai para o litoral paulista; no inverno, para as regiões serranas, como Campos do Jordão. “Agora queremos chegar a outras regiões do país”, diz Yuki. O objetivo é encerrar 2005 com até dez unidades.
Os bancos também usam as agências móveis para substituir os postos de atendimento bancários (PABs) em fábricas. “Quando um PAB precisa ser reformado, mandamos o microônibus para substituir”, diz Nassipe, do Real. Quando fecham contrato com uma nova empresa, os dois bancos mandam a unidade para a fábrica no dia seguinte, e ela fica lá até a instalação do PAB fixo.
Fonte: Valor Econômico – Altamiro Silva Júnior
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