(São Paulo) Os negócios com as ações de bancos explodiram nas últimas semanas na bolsa. Puxados por investidores estrangeiros, os papéis do Itaú e do Bradesco estão batendo recordes de negociação e de alta. Ontem, as ações do Bradesco tiveram mais um dia de ganhos: subiram 1,2%. Desde o início do ano, elas acumulam valorização de 32%; os do Itaú já subiram 19% desde janeiro, frente a valorização de 7,2% da bolsa.
No mercado, os analistas estimam que em torno de 25% a 30% dos recursos externos que entraram na bolsa este ano, R$ 5 bilhões até o dia 10, foram para as ações do Itaú e do Bradesco. Um dos indicativos é a forte presença de corretoras ligadas a bancos estrangeiros (que normalmente operam para clientes externos), como a americana Merrill Lynch e o suíço UBS, entre as que mais negociam os papéis. No caso do Itaú, por exemplo, apenas a Merrill Lynch comprou 1,4 milhão de ações preferenciais (PN) entre 4 de fevereiro e ontem (algo como R$ 650 milhões), segundo o sistema BlankSys; do Bradesco, a Merrill comprou 4,9 milhões de ações PN e o UBS, 9,2 milhões (o que dá algo como R$ 800 milhões). As corretoras, porém, também venderam ações no período, mas o movimento mais forte, segundo o BlankSys, foi na ponta compradora.
Como lembra o analista de bancos da corretora do Banco Real, José Cataldo, o cenário atual favorece os bancos: eles devem ganhar tanto com a alta de juros (pela carteira de títulos públicos) quanto pelo aumento do crédito na economia ainda aquecida.
Ontem, a Moody ? s elevou o rating do Itaú em ” força financeira ” , que indica a ” solidez intrínseca do banco ” , de ” C- ” para ” C ” , o melhor entre os bancos brasileiros.
Dados da Economatica mostram que o volume financeiro médio negociado pelas ações de Itaú e Bradesco dobrou em fevereiro e março em comparação com os mesmos meses do ano passado. Itaúbanco PN negociou R$ 30,8 milhões, em média, ao dia, em fevereiro de 2004; este ano, a média diária subiu para R$ 68 milhões em fevereiro e R$ 74 milhões este mês. A quantidade de negócios também cresceu, embora em menor proporção. Com Bradesco PN, a média de negócios passou de 574, em março de 2004, para 713 este mês; do Itaú, subiu de 426 para 450 no mesmo período.
Fonte: Valor Online
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