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Bancos lideram lucros pelo 4º ano seguido

Em um ano de lucros recordes das empresas de capital aberto, que embolsaram R$ 79,3 bilhões em 2004, o setor bancário foi o campeão pelo quarto ano consecutivo. A fatia dos bancos, de R$ 13,9 bilhões, um recorde histórico, representou 22,7% do lucro total dessas empresas. A Itaú Holding Financeira liderou o setor, com R$ 3,7 bilhões.

Os dados são do ranking de lucratividade elaborado pela consultoria Economática, com base nos balanços encaminhados à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) até a última segunda-feira. Os valores anteriores a 2004 foram deflacionados pelo IPCA.

Dos 20 setores analisados pela Economática, 13 registraram o maior lucro da história no ano passado. Em 2003, foram oito os setores com lucros excepcionais. “Desses oito, apenas dois –papel e celulose e alimentos e bebidas– não bateram seus recordes, novamente, no ano passado”, diz Einar Rivero, coordenador da Economática para a América Latina.

O desempenho dos bancos não surpreende, apesar de haver casos localizados de empresas produtivas superando grandes bancos. A Vale do Rio Doce, por exemplo, bateu o Itaú, ao registrar R$ 6,4 bilhões de lucro, um recorde.

No consolidado, o setor bancário, porém, bate todos os demais. “Os bancos têm uma situação muito peculiar: se a taxa de juro está alta, eles ganham com aplicações em títulos do Tesouro; se a economia cresce, têm um ganho adicional com a carteira de crédito”, observa Jorge Simino, sócio da MS Consult.

Siderúrgicas

Embora os bancos liderem o ranking de lucratividade, o destaque do ano passado foi o setor de siderurgia e metalurgia, segundo Rivero. As siderúrgicas puseram nos cofres R$ 12,8 bilhões em lucros e aumentaram sua fatia no lucro total das empresas de capital aberto.

O setor saltou de uma participação de 14,7% no lucro total para 21%. A Usiminas foi a empresa mais lucrativa do setor, com ganho de R$ 3 bilhões.

O lucro das siderúrgicas foi impulsionado pelo aumento de mais de 50% nos preços de todos os tipos de aço no mercado internacional, segundo especialistas do setor siderúrgico. As siderúrgicas reajustaram seus preços internos e ganharam duplamente: com a exportação e a venda local.

A alta de preços foi alimentada pelas importações da China, até abril, e pelo aumento da demanda dos EUA, a partir do segundo semestre. Também ajudou a encorpar o resultado das siderúrgicas a desvalorização do dólar, que reduziu o endividamento das empresas, segundo Simino.

Neste ano, os lucros das siderúrgicas devem continuar ascendentes. “Em 2005, deve ser mais do mesmo. Esperava-se uma queda de preços no mercado internacional no início do ano, mas ocorreu o contrário”, diz Simino.

Segundo analistas, os preços médios de 2005 no setor siderúrgico deverão ficar acima da média do ano passado, mesmo que haja uma desaceleração no segundo semestre. Isso porque os preços para o segundo trimestre já foram anunciados no mercado internacional e apontam para cima.

O estudo da Economática também mostra uma recuperação de alguns setores em relação a anos anteriores. O setor de energia elétrica, por exemplo, saiu de um prejuízo de R$ 13,6 bilhões, em 2002, para um lucro de R$ 6,3 bilhões no ano passado. O de têxteis virou um prejuízo de R$ 97 milhões, em 2002, para um lucro de R$ 595 milhões em 2004.

Fonte: da Folha de S.Paulo

Por 10:31 Notícias

Bancos lideram lucros pelo 4º ano seguido

Em um ano de lucros recordes das empresas de capital aberto, que embolsaram R$ 79,3 bilhões em 2004, o setor bancário foi o campeão pelo quarto ano consecutivo. A fatia dos bancos, de R$ 13,9 bilhões, um recorde histórico, representou 22,7% do lucro total dessas empresas. A Itaú Holding Financeira liderou o setor, com R$ 3,7 bilhões.
Os dados são do ranking de lucratividade elaborado pela consultoria Economática, com base nos balanços encaminhados à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) até a última segunda-feira. Os valores anteriores a 2004 foram deflacionados pelo IPCA.
Dos 20 setores analisados pela Economática, 13 registraram o maior lucro da história no ano passado. Em 2003, foram oito os setores com lucros excepcionais. “Desses oito, apenas dois –papel e celulose e alimentos e bebidas– não bateram seus recordes, novamente, no ano passado”, diz Einar Rivero, coordenador da Economática para a América Latina.
O desempenho dos bancos não surpreende, apesar de haver casos localizados de empresas produtivas superando grandes bancos. A Vale do Rio Doce, por exemplo, bateu o Itaú, ao registrar R$ 6,4 bilhões de lucro, um recorde.
No consolidado, o setor bancário, porém, bate todos os demais. “Os bancos têm uma situação muito peculiar: se a taxa de juro está alta, eles ganham com aplicações em títulos do Tesouro; se a economia cresce, têm um ganho adicional com a carteira de crédito”, observa Jorge Simino, sócio da MS Consult.
Siderúrgicas
Embora os bancos liderem o ranking de lucratividade, o destaque do ano passado foi o setor de siderurgia e metalurgia, segundo Rivero. As siderúrgicas puseram nos cofres R$ 12,8 bilhões em lucros e aumentaram sua fatia no lucro total das empresas de capital aberto.
O setor saltou de uma participação de 14,7% no lucro total para 21%. A Usiminas foi a empresa mais lucrativa do setor, com ganho de R$ 3 bilhões.
O lucro das siderúrgicas foi impulsionado pelo aumento de mais de 50% nos preços de todos os tipos de aço no mercado internacional, segundo especialistas do setor siderúrgico. As siderúrgicas reajustaram seus preços internos e ganharam duplamente: com a exportação e a venda local.
A alta de preços foi alimentada pelas importações da China, até abril, e pelo aumento da demanda dos EUA, a partir do segundo semestre. Também ajudou a encorpar o resultado das siderúrgicas a desvalorização do dólar, que reduziu o endividamento das empresas, segundo Simino.
Neste ano, os lucros das siderúrgicas devem continuar ascendentes. “Em 2005, deve ser mais do mesmo. Esperava-se uma queda de preços no mercado internacional no início do ano, mas ocorreu o contrário”, diz Simino.
Segundo analistas, os preços médios de 2005 no setor siderúrgico deverão ficar acima da média do ano passado, mesmo que haja uma desaceleração no segundo semestre. Isso porque os preços para o segundo trimestre já foram anunciados no mercado internacional e apontam para cima.
O estudo da Economática também mostra uma recuperação de alguns setores em relação a anos anteriores. O setor de energia elétrica, por exemplo, saiu de um prejuízo de R$ 13,6 bilhões, em 2002, para um lucro de R$ 6,3 bilhões no ano passado. O de têxteis virou um prejuízo de R$ 97 milhões, em 2002, para um lucro de R$ 595 milhões em 2004.
Fonte: da Folha de S.Paulo

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