Uma agência do Unibanco localizada no maior shopping da Bahia (Iguatemi) foi fechada no final da manhã de hoje por fiscais da Sucom (Superintendência de Ordenamento e Uso do Solo), órgão ligado à Prefeitura de Salvador.
Os fiscais alegaram que a agência, notificada havia uma semana, não estava cumprindo uma lei municipal de 2001, que estabelece um prazo máximo de 15 minutos para o cliente ser atendido.
Antes de lacrar a agência, três fiscais entraram no banco com cronômetros. Depois de 15 minutos, eles foram até a gerência e anunciaram a decisão. Cerca de 80 clientes, que estavam na fila, ficaram no banco até o atendimento. Já quem chegou depois não teve permissão para entrar.
No final da tarde, o diretor jurídico do Unibanco, Marcos Cavalcanti de Oliveira, disse, por meio de sua assessoria, que a agência ingressou na Justiça com uma ação pedindo a reabertura da instituição. Segundo a assessoria, o banco irá utilizar como argumento que compete ao Banco Central legislar sobre o funcionamento das instituições bancárias.
Desde que a Sucom começou a agir com mais rigor, quatro agências bancárias já foram fechadas em Salvador. A primeira foi o Bradesco (Centro Empresarial Iguatemi), fechada no último dia 30. A agência ficou interditada por 48 horas e somente voltou a funcionar depois que o banco implantou o sistema de senhas para controlar a permanência do cliente nas filas. Depois, foram fechadas as agências do Itaú (Imbuí) e HSBC (Itapuã). As duas últimas voltaram a funcionar no mesmo dia da interdição.
Segundo a Sucom, as agências do Banco Real e do HSBC, localizadas na avenida Manoel Dias da Silva, na Pituba, também deveriam ser interditadas hoje. No entanto, o Real apresentou mandado de segurança, expedido pela 7ª Vara da Fazenda Pública, e o HSBC implantou o sistema de senhas.
Outras nove agências foram embargadas hoje, sendo que três foram do Banco do Brasil, uma do HSBC, uma do Itaú, duas do Unibanco, uma do Banco Real e uma do Sudameris. A partir da notificação, os bancos têm cinco dias para implantar o sistema de senhas e evitar a suspensão do atendimento.
Das 213 agências que funcionam na capital baiana, 125 já foram notificadas pela prefeitura. Somente a Caixa Econômica Federal está isenta da fiscalização –a CEF conseguiu na Justiça um mandado de segurança que impede a entrada de fiscais da Sucom ou de qualquer outro órgão da prefeitura que têm como meta cumprir a lei municipal.
A Procuradoria Geral da Prefeitura informou ontem que já recorreu da decisão e que espera cassar a liminar da CEF nos próximos dias.
Fonte: Agência da Folha, em Salvador – MANUELA MARTINEZ
Deixe um comentário