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Clientes gastam 47 minutos para ter atendimento

Nos bancos do centro de São Paulo, filas de até 47 minutos, com direito a troca de informações sobre a lei -e sem comprovante do tempo de espera. Na Subprefeitura da Sé, responsável por fiscalizar os bancos do centro, desinformação sobre as regras.
“As multas são só em outubro”, disse o agente vistor (fiscal) a quem a reportagem, sem se identificar, pediu informações. Outro fiscal afirmou não ter idéia de como proceder para autuar os bancos. Ele também não soube dizer se a lei já estava em vigor. “Ainda não recebemos nada sobre isso.”
A Folha foi à subprefeitura para registrar uma denúncia às 17h. O setor de atendimento deu orientações corretas, embora os funcionários ainda tivessem dúvidas sobre o procedimento. Para mais esclarecimentos, o atendente sugeriu a conversa com os fiscais.
A reportagem também foi a seis bancos no centro e enfrentou as filas. “Já que ia haver a lei, por que eles [os bancos] não se programaram?”, perguntou, após 39 minutos na fila do Banco do Brasil no largo do Arouche, a assistente administrativa Cleusa Silva, 35. “Se eu tivesse vindo retirar o mensalão, teria tratamento VIP”, disse.
Outras pessoas na fila riram. “Aqui é sempre assim. Hoje está tranqüilo”, avisou Marcelo Maia, 23, auxiliar de escritório. “Pois eu vou vir amanhã de novo. Se estiver assim, vou reclamar mesmo”, afirmou Silva. “Como é que se reclama?”, quis saber um senhor na fila. “Você pode denunciar à subprefeitura”, respondeu um terceiro. “Quem não vai querer receber a multa?”, perguntou Maia. E todos ficaram surpresos ao saber que a multa não é paga ao cliente, vai para a prefeitura.
A espera da Folha chegou a 47 minutos no Banco do Brasil, das 15h02 às 15h49. Não havia senhas. O banco admitiu problemas em duas agências no centro e afirmou que reforçaria hoje as equipes.
Na agência do Itaú na praça da República, sem senha, a reportagem entrou na fila às 13h39 e chegou ao caixa às 13h58, quatro minutos além do limite. Em nota, o Itaú diz que “os tempos de atendimento em São Paulo estão compatíveis com a lei municipal”, mas que pode haver imprevistos.
No HSBC da República, houve espera de cinco minutos, às 13h10, sem senhas. No Banespa da av. Duque de Caxias, não havia senhas nem filas às 13h. Dos bancos visitados, só o Bradesco tinha senhas: 11 minutos de espera.
Na agência da CEF na República, não foi possível checar se o prazo estava sendo cumprido. É preciso marcar hora com antecedência para ser atendido e entrar na fila no horário certo.
Fonte: www.folha.com.br

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Clientes gastam 47 minutos para ter atendimento

Nos bancos do centro de São Paulo, filas de até 47 minutos, com direito a troca de informações sobre a lei -e sem comprovante do tempo de espera. Na Subprefeitura da Sé, responsável por fiscalizar os bancos do centro, desinformação sobre as regras.

“As multas são só em outubro”, disse o agente vistor (fiscal) a quem a reportagem, sem se identificar, pediu informações. Outro fiscal afirmou não ter idéia de como proceder para autuar os bancos. Ele também não soube dizer se a lei já estava em vigor. “Ainda não recebemos nada sobre isso.”

A Folha foi à subprefeitura para registrar uma denúncia às 17h. O setor de atendimento deu orientações corretas, embora os funcionários ainda tivessem dúvidas sobre o procedimento. Para mais esclarecimentos, o atendente sugeriu a conversa com os fiscais.

A reportagem também foi a seis bancos no centro e enfrentou as filas. “Já que ia haver a lei, por que eles [os bancos] não se programaram?”, perguntou, após 39 minutos na fila do Banco do Brasil no largo do Arouche, a assistente administrativa Cleusa Silva, 35. “Se eu tivesse vindo retirar o mensalão, teria tratamento VIP”, disse.

Outras pessoas na fila riram. “Aqui é sempre assim. Hoje está tranqüilo”, avisou Marcelo Maia, 23, auxiliar de escritório. “Pois eu vou vir amanhã de novo. Se estiver assim, vou reclamar mesmo”, afirmou Silva. “Como é que se reclama?”, quis saber um senhor na fila. “Você pode denunciar à subprefeitura”, respondeu um terceiro. “Quem não vai querer receber a multa?”, perguntou Maia. E todos ficaram surpresos ao saber que a multa não é paga ao cliente, vai para a prefeitura.

A espera da Folha chegou a 47 minutos no Banco do Brasil, das 15h02 às 15h49. Não havia senhas. O banco admitiu problemas em duas agências no centro e afirmou que reforçaria hoje as equipes.

Na agência do Itaú na praça da República, sem senha, a reportagem entrou na fila às 13h39 e chegou ao caixa às 13h58, quatro minutos além do limite. Em nota, o Itaú diz que “os tempos de atendimento em São Paulo estão compatíveis com a lei municipal”, mas que pode haver imprevistos.

No HSBC da República, houve espera de cinco minutos, às 13h10, sem senhas. No Banespa da av. Duque de Caxias, não havia senhas nem filas às 13h. Dos bancos visitados, só o Bradesco tinha senhas: 11 minutos de espera.

Na agência da CEF na República, não foi possível checar se o prazo estava sendo cumprido. É preciso marcar hora com antecedência para ser atendido e entrar na fila no horário certo.

Fonte: www.folha.com.br

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