FELIPE RECONDO
da Folha Online, em Brasília
Por iniciativa da oposição, os trabalhos da CPI dos Correios, que deveriam se encerrar em dezembro deste ano, foram prorrogados até 11 de abril de 2006.
Eram necessárias as assinaturas de 171 deputados (um terço do total de deputados) e de 27 senadores (um terço do total de senadores). Os oposicionistas, de acordo com o deputado Onyx Lorenzoni (PFL-RS), obtiveram o apoio de 230 deputados e de 32 senadores.
Apesar de lido o requerimento de prorrogação em sessão do Congresso Nacional, o governo poderá, até a meia-noite de hoje, promover a retirada de assinaturas de parlamentares para derrubar o requerimento.
Portanto, os articuladores do governo precisariam convencer 60 deputados e seis senadores a desistirem de apoiar a prorrogação da comissão.
Ontem, o presidente da CPI, senador Delcídio Amaral (PT-MS), disse considerar ser precipitado pedir a prorrogação dos trabalhos. De acordo com ele, a programação da comissão projeta o término das investigações em dezembro, mas não descarta a necessidade da continuação dos trabalhos.
Na sessão do Congresso, os petistas protestaram contra a prorrogação. Deputados chegaram a questionar a constitucionalidade do pedido de continuidade das apurações.
O líder do PT na Câmara, Henrique Fontana (RS), retomou o argumento, ignorado pela Mesa do Congresso, de que a CPI, por investigar outras irregularidades além dos Correios, deveria ser considerada ilegal. “Ela não está sendo constitucional porque não está trabalhando com um fato determinado”, afirmou.
Notícias recentes
- Preterido por Bolsonaro, Tarcísio se cala sobre candidatura de Flávio à presidência
- Ministra das Mulheres pede endurecimento das leis em meio à alta dos feminicídios
- Neste domingo, Curitiba foi às ruas contra o feminicídio e a violência
- Prazo para solicitar a devolução da contribuição termina dia 10 de dezembro
- Flávio Dino marca julgamento dos réus pelo assassinato de Marielle Franco
Comentários
Por Mhais• 10 de novembro de 2005• 12:27• Sem categoria
Oposição consegue prorrogar CPI dos Correios
FELIPE RECONDO
da Folha Online, em Brasília
Por iniciativa da oposição, os trabalhos da CPI dos Correios, que deveriam se encerrar em dezembro deste ano, foram prorrogados até 11 de abril de 2006.
Eram necessárias as assinaturas de 171 deputados (um terço do total de deputados) e de 27 senadores (um terço do total de senadores). Os oposicionistas, de acordo com o deputado Onyx Lorenzoni (PFL-RS), obtiveram o apoio de 230 deputados e de 32 senadores.
Apesar de lido o requerimento de prorrogação em sessão do Congresso Nacional, o governo poderá, até a meia-noite de hoje, promover a retirada de assinaturas de parlamentares para derrubar o requerimento.
Portanto, os articuladores do governo precisariam convencer 60 deputados e seis senadores a desistirem de apoiar a prorrogação da comissão.
Ontem, o presidente da CPI, senador Delcídio Amaral (PT-MS), disse considerar ser precipitado pedir a prorrogação dos trabalhos. De acordo com ele, a programação da comissão projeta o término das investigações em dezembro, mas não descarta a necessidade da continuação dos trabalhos.
Na sessão do Congresso, os petistas protestaram contra a prorrogação. Deputados chegaram a questionar a constitucionalidade do pedido de continuidade das apurações.
O líder do PT na Câmara, Henrique Fontana (RS), retomou o argumento, ignorado pela Mesa do Congresso, de que a CPI, por investigar outras irregularidades além dos Correios, deveria ser considerada ilegal. “Ela não está sendo constitucional porque não está trabalhando com um fato determinado”, afirmou.
Deixe um comentário