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Por 20:42 Notícias

Protestos contra precarização do trabalho sacodem a França

PARIS – A manifestação de diversas forças políticas neste sábado (18), em Paris, reuniu, segundo a policia, 500 mil pessoas. E, segundo os manifestantes, não menos de um milhão. Foi o maior protesto de estudantes, trabalhadores, militantes politicos, dirigentes sindicais contra o CPE (Contrat Première Embauche, ou Contrato de Primeiro Emprego), que retira uma série de direitos trabalhistas dos jovens, livrando os patrões do pagamento da justa causa nas demissões, entre outras medidas altamente impopulares.
A concentração teve início na Place D’Italie e transformou-se numa passeata até La Nacion, cerca de oito quilômetros depois. No trajeto, os manifestantes gritavam palavras de ordem contra «uma sociedade que não oferece mais que desemprego e precariedade » à população. Embora os principais alvos fossem o primeiro-ministro, Dominique de Villepin, e o presidente Jacques Chirac, as frases mais duras (quase todas impublicavies) dirigiam-se contra o ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, responsável pela polícia e notório representante da direita francesa, que tem procurado desqualificar as manifestacões atribuindo-as a “marginais” e a “estrangeiros”.
O cortejo foi dominado pelas faixas vermelhas do PCF (Partido Comunista Francês), da CGT (Central Geral de Trabalhadores), CFDT (Confederação Democrática dos Trabalhadores), FO (Força Operária), além da CFE-CGC, Unsa, CFTC, FSU, e Solidaires, entre outros. Um dos principais organizadores do ato, o secretario geral da CGT, Bernard Thibault, declarou neste domingo aos jornais: «Crescemos cerca de um terço em relação o que éramos em 7 de março. A demanda de retirada do Contrato de Primeiro emprego precisa de mais força. 70% dos franceses exigem sua retirada, sendo 80% de jovens entre eles. O governo está diante de um impasse em relação ao moviomento ».
A manifestação vitoriosa da esquerda correu pacífica pelas ruas de Paris. À medida que avançava, ia agregando gente. Grupos políticos vinham organizados, cada qual com sua bandeira : trabalhadores de uma fábrica, estudantes de um determinado colégio etc. Dirigentes e militantes do PCF levaram um carro de som que, junto com a CGT, incentivou milhares de pessoas a cantar a Internacional Comunista.
Um ou outro incidente de percurso, como o encontro de membros da LCR (Liga Comunista Revolucionária), grupo de extrema esquerda, com estudantes tidos por esses como « moderados », resultava em trocas de palavras de ordem. Mas o tom geral resultou num alento não apenas às forças populares francesas, mas à esquerda internacional. O movimento deverá culminar numa greve geral convocada para 23 de março.
No final, como prova de que polícia é polícia em qualquer parte do mundo, e ainda sob o impacto das impressionantes cenas incendiárias de jovens das classes populares em violentos conflitos de rua, um forte contigente de segurança rondou todo o percurso, armado como se fosse para uma guerra. Em La Nación, durante horas foram ostensivamente provocativos com os jovens. Bombas de efeito moral eram jogadas de 10 em 10 ou de 15 em 15 minutos. Quando chegaram ao « tempo-limite » de sua « tolerancia « democratica », os guardas partiram para cima dos manifestantes com gás lacrimogênio, prisões, tentando dispersando o final do ato. Mas, a essa altura, este já era história.
Por IVANA JINKINGS, que é editora da revista Margem Esquerda e da Boitempo Editorial.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.agenciacartamaior.com.br.
Estudantes fazem protestos na França
Estudantes franceses estão realizando mobilizações em todo o país contra o novo e polêmico contrato para os jovens, o CPE, que o governo conservador se nega a retirar. Cerca de 70% das universidades e dezenas de institutos foram bloqueados ao meio-dia desta quinta-feira, 16/03.
Uma queda-de-braço que pode mudar o destino do primeiro-ministro francês, Dominique de Villepin, que, apesar da queda de popularidade nas pesquisas, não está disposto a alterar a reforma trabalhista que ele promoveu pessoalmente.
Villepin reconheceu, em entrevista publicada nesta quinta-feira (16/03) pela revista Paris-Match, que “é verdade” que quis “ir rápido” no CPE, mas se mostrou convencido de que a medida seria positiva e que irá defendê-la “até o fim”.
Villepin, que conta com o apoio do presidente Jacques Chirac nesta frente que chama de sua “batalha pelo emprego”, terá a oportunidade de renovar esta tarde sua oferta de diálogo aos sindicatos, também contrários ao CPE, por considerá-lo uma institucionalização da precariedade.
O ministro delegado de Emprego, Gérard Larcher, disse nesta quinta-feira que a porta está “aberta” para negociar “alterações” do CPE, principalmente no que diz respeito ao período de experiência de dois anos.
O ministro da Educação, Gilles de Robien, lembrou nesta quinta-feira aos estudantes que o CPE, que permite a demissão dos menores de 26 anos no período de experiência, não os afetará nos próximos anos, e pediu a eles que pensem nos jovens que “estão desempregados agora”.
Um raciocínio que não teve grandes repercussões entre os milhares de estudantes que já começaram a se manifestar em diversas cidades francesas. Em Marselha, entre 7 e 15 mil manifestantes foram às ruas, entre eles professores. No entanto, as atenções estão voltadas para a marcha organizada em Paris, que havia começado às 14h00 (10h00 em Brasília), do dia 17/03 (sexta-feira). Esperava-se que entre 500 mil e 1 milhão de pessoas participem das manifestações de estudantes desta quinta-feira e da de profissionais convocada para sábado contra o CPE.
E, se o governo também se mostra inflexível nesse ponto, o principal sindicato de estudantes, a Unef, tomou uma atitude idêntica. “Nada é possível sem a retirada do contrato de nova contratação (CPE), pelo menos para os estudantes”, disse nesta quinta-feira o presidente da Unef, Bruno Julliard, que se mostrou convencido de que “o governo não poderá permanecer nesta postura inflexível” se as mobilizações desta quinta-feira forem bem-sucedidas, o que deve acontecer. Seu único temor é que possam ocorrer distúrbios, que Julliard atribui a elementos alheios ao movimento estudantil.
As autoridades também temem que jovens dos bairros periféricos conflituosos possam participar das manifestações com o intuito de entrar em choque com agentes antidistúrbios, a que o ministro do Interior francês, Nicolas Sarkozy, pediu que dêem exemplo de “contenção, sangue frio e estrito respeito aos deveres profissionais”.
Volta às aulas
Os ânimos também começam a ficar alterados entre os estudantes grevistas e os que são favoráveis à volta às aulas. Esta manhã, dois grupos da universidade Arsenal de Toulouse, no sul da França, entraram em choque, e a faculdade em questão teve que ser fechada.
Começa a tomar forma um grupo antibloqueio, que apresentou à Justiça recursos em Paris, Grenoble, Rennes, Tours e Lille, e um pedido a favor da retomada das aulas reuniu mais de 36 mil assinaturas.
No entanto, os opositores ao CPE obtiveram nesta quinta-feira o apoio de uma personalidade inesperada: o arcebispo de Dijon, Roland Minnerath, que estimou que o contrato “atenta contra os direitos das pessoas”.
Fonte: Agência EFE.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.cut.org.br.

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Protestos contra precarização do trabalho sacodem a França

PARIS – A manifestação de diversas forças políticas neste sábado (18), em Paris, reuniu, segundo a policia, 500 mil pessoas. E, segundo os manifestantes, não menos de um milhão. Foi o maior protesto de estudantes, trabalhadores, militantes politicos, dirigentes sindicais contra o CPE (Contrat Première Embauche, ou Contrato de Primeiro Emprego), que retira uma série de direitos trabalhistas dos jovens, livrando os patrões do pagamento da justa causa nas demissões, entre outras medidas altamente impopulares.

A concentração teve início na Place D’Italie e transformou-se numa passeata até La Nacion, cerca de oito quilômetros depois. No trajeto, os manifestantes gritavam palavras de ordem contra «uma sociedade que não oferece mais que desemprego e precariedade » à população. Embora os principais alvos fossem o primeiro-ministro, Dominique de Villepin, e o presidente Jacques Chirac, as frases mais duras (quase todas impublicavies) dirigiam-se contra o ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, responsável pela polícia e notório representante da direita francesa, que tem procurado desqualificar as manifestacões atribuindo-as a “marginais” e a “estrangeiros”.

O cortejo foi dominado pelas faixas vermelhas do PCF (Partido Comunista Francês), da CGT (Central Geral de Trabalhadores), CFDT (Confederação Democrática dos Trabalhadores), FO (Força Operária), além da CFE-CGC, Unsa, CFTC, FSU, e Solidaires, entre outros. Um dos principais organizadores do ato, o secretario geral da CGT, Bernard Thibault, declarou neste domingo aos jornais: «Crescemos cerca de um terço em relação o que éramos em 7 de março. A demanda de retirada do Contrato de Primeiro emprego precisa de mais força. 70% dos franceses exigem sua retirada, sendo 80% de jovens entre eles. O governo está diante de um impasse em relação ao moviomento ».

A manifestação vitoriosa da esquerda correu pacífica pelas ruas de Paris. À medida que avançava, ia agregando gente. Grupos políticos vinham organizados, cada qual com sua bandeira : trabalhadores de uma fábrica, estudantes de um determinado colégio etc. Dirigentes e militantes do PCF levaram um carro de som que, junto com a CGT, incentivou milhares de pessoas a cantar a Internacional Comunista.

Um ou outro incidente de percurso, como o encontro de membros da LCR (Liga Comunista Revolucionária), grupo de extrema esquerda, com estudantes tidos por esses como « moderados », resultava em trocas de palavras de ordem. Mas o tom geral resultou num alento não apenas às forças populares francesas, mas à esquerda internacional. O movimento deverá culminar numa greve geral convocada para 23 de março.

No final, como prova de que polícia é polícia em qualquer parte do mundo, e ainda sob o impacto das impressionantes cenas incendiárias de jovens das classes populares em violentos conflitos de rua, um forte contigente de segurança rondou todo o percurso, armado como se fosse para uma guerra. Em La Nación, durante horas foram ostensivamente provocativos com os jovens. Bombas de efeito moral eram jogadas de 10 em 10 ou de 15 em 15 minutos. Quando chegaram ao « tempo-limite » de sua « tolerancia « democratica », os guardas partiram para cima dos manifestantes com gás lacrimogênio, prisões, tentando dispersando o final do ato. Mas, a essa altura, este já era história.

Por IVANA JINKINGS, que é editora da revista Margem Esquerda e da Boitempo Editorial.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.agenciacartamaior.com.br.

Estudantes fazem protestos na França

Estudantes franceses estão realizando mobilizações em todo o país contra o novo e polêmico contrato para os jovens, o CPE, que o governo conservador se nega a retirar. Cerca de 70% das universidades e dezenas de institutos foram bloqueados ao meio-dia desta quinta-feira, 16/03.

Uma queda-de-braço que pode mudar o destino do primeiro-ministro francês, Dominique de Villepin, que, apesar da queda de popularidade nas pesquisas, não está disposto a alterar a reforma trabalhista que ele promoveu pessoalmente.

Villepin reconheceu, em entrevista publicada nesta quinta-feira (16/03) pela revista Paris-Match, que “é verdade” que quis “ir rápido” no CPE, mas se mostrou convencido de que a medida seria positiva e que irá defendê-la “até o fim”.

Villepin, que conta com o apoio do presidente Jacques Chirac nesta frente que chama de sua “batalha pelo emprego”, terá a oportunidade de renovar esta tarde sua oferta de diálogo aos sindicatos, também contrários ao CPE, por considerá-lo uma institucionalização da precariedade.

O ministro delegado de Emprego, Gérard Larcher, disse nesta quinta-feira que a porta está “aberta” para negociar “alterações” do CPE, principalmente no que diz respeito ao período de experiência de dois anos.

O ministro da Educação, Gilles de Robien, lembrou nesta quinta-feira aos estudantes que o CPE, que permite a demissão dos menores de 26 anos no período de experiência, não os afetará nos próximos anos, e pediu a eles que pensem nos jovens que “estão desempregados agora”.

Um raciocínio que não teve grandes repercussões entre os milhares de estudantes que já começaram a se manifestar em diversas cidades francesas. Em Marselha, entre 7 e 15 mil manifestantes foram às ruas, entre eles professores. No entanto, as atenções estão voltadas para a marcha organizada em Paris, que havia começado às 14h00 (10h00 em Brasília), do dia 17/03 (sexta-feira). Esperava-se que entre 500 mil e 1 milhão de pessoas participem das manifestações de estudantes desta quinta-feira e da de profissionais convocada para sábado contra o CPE.

E, se o governo também se mostra inflexível nesse ponto, o principal sindicato de estudantes, a Unef, tomou uma atitude idêntica. “Nada é possível sem a retirada do contrato de nova contratação (CPE), pelo menos para os estudantes”, disse nesta quinta-feira o presidente da Unef, Bruno Julliard, que se mostrou convencido de que “o governo não poderá permanecer nesta postura inflexível” se as mobilizações desta quinta-feira forem bem-sucedidas, o que deve acontecer. Seu único temor é que possam ocorrer distúrbios, que Julliard atribui a elementos alheios ao movimento estudantil.

As autoridades também temem que jovens dos bairros periféricos conflituosos possam participar das manifestações com o intuito de entrar em choque com agentes antidistúrbios, a que o ministro do Interior francês, Nicolas Sarkozy, pediu que dêem exemplo de “contenção, sangue frio e estrito respeito aos deveres profissionais”.

Volta às aulas

Os ânimos também começam a ficar alterados entre os estudantes grevistas e os que são favoráveis à volta às aulas. Esta manhã, dois grupos da universidade Arsenal de Toulouse, no sul da França, entraram em choque, e a faculdade em questão teve que ser fechada.

Começa a tomar forma um grupo antibloqueio, que apresentou à Justiça recursos em Paris, Grenoble, Rennes, Tours e Lille, e um pedido a favor da retomada das aulas reuniu mais de 36 mil assinaturas.

No entanto, os opositores ao CPE obtiveram nesta quinta-feira o apoio de uma personalidade inesperada: o arcebispo de Dijon, Roland Minnerath, que estimou que o contrato “atenta contra os direitos das pessoas”.

Fonte: Agência EFE.

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