Após obterem seis mil assinaturas contra intenção do governo do Estado em
vender para a iniciativa privada a Linha 4 do Metrô, o Sindicato dos
Metroviários intensifica nesta terça-feira, dia 29 de agosto, e, no dia 31,
nas estações Sé e Jabaquara a Campanha do abaixo-assinado.
A atividade, prevista para as 17h, tem o objetivo de ampliar o número de
assinaturas e conscientizar a população sobre os perigos da privatização do
novo trecho do metrô, que ligará os bairros da Vila Sônia (zona oeste) à
Liberdade (região central). Depois passará pelos bairros da Consolação, Av.
Paulista e Pinheiros. A nova obra funcionará plenamente em 2008 e o prazo
final de construção é 2010.
Segundo o Sindicato, cópia do documento será enviada ao Ministério Público
de São Paulo, Secretaria de Transportes Metropolitanos, Assembléia
Legislativa, Câmera dos Vereadores e às entidades sociais. “Nossa Campanha
será permanente e vamos conseguir o maior número de assinaturas para
pressionar o governo do Estado a não vender mais um importante e estratégico
patrimônio da população”, afirma Flávio Montesinos Godoy, presidente do
Sindicato.
Os trabalhadores também podem ajudar, imprimindo cópia do Abaixo Assinado
(acesse aqui) e distribuindo nos bairros, escolas e repartições públicas. Os
documentos devem ser enviados para e-mail do Sindicato:
sindicato@metroviarios-sp.org.br.
Conseqüências da privatização
No documento, os metroviários alertam a população sobre os prejuízos
sociais que serão acarretados com a privatização, como o aumento constante
das tarifas (hoje ainda está em R$ 2,10).
Além disso, o governo do Estado investirá mais de US$ 922 milhões, ou acima
de 73% dos recursos, enquanto a iniciativa privada bancará apenas US$ 340
milhões, ou abaixo de 27%.
Na prática, os novos compradores vão ficar com toda “receita” obtida nas
bilheterias e em vendas com publicidade nas estações, já o Metrô bancará a
construção do novo trecho. Segundo o Sindicato, ao invés do Metrô investir
na melhoria do transporte público, investindo em subsídio (recursos) do
orçamento do Estado para baixar a tarifa pública, por meio dessa proposta de
privatização “doará” o patrimônio dos trabalhadores de mão beijada para
capital privado.
Outros problemas que acontecerão são a precarização na relações de trabalho,
tais como: aumento da jornada de trabalho, terceirização e demissão e
achatamento do quadro de seguranças e dos salários.
73% apóiam greve
Apesar de uma cobertura tendenciosa e negativa sobre a paralisação
dos metroviários, iniciada em 14 de agosto, a população de São Paulo apoiou
a iniciativa. Pesquisa do Programa São Paulo Acontece da TV Bandeirantes,
realizada no dia da greve, revelou que 73% consideraram a greve justa.
Embora, os apresentadores não tenham dado a ênfase aos motivos reais da
paralisação, os paulistanos compreenderam a preocupação da categoria.
Fonte: CUT SP e Fetec/SP
29 /08 / 2006
Notícias recentes
- Preterido por Bolsonaro, Tarcísio se cala sobre candidatura de Flávio à presidência
- Ministra das Mulheres pede endurecimento das leis em meio à alta dos feminicídios
- Neste domingo, Curitiba foi às ruas contra o feminicídio e a violência
- Prazo para solicitar a devolução da contribuição termina dia 10 de dezembro
- Flávio Dino marca julgamento dos réus pelo assassinato de Marielle Franco
Comentários
Por Mhais• 29 de agosto de 2006• 11:12• Sem categoria
Metroviários paulistas realizam novos atos contra privatização da linha 4
Após obterem seis mil assinaturas contra intenção do governo do Estado em
vender para a iniciativa privada a Linha 4 do Metrô, o Sindicato dos
Metroviários intensifica nesta terça-feira, dia 29 de agosto, e, no dia 31,
nas estações Sé e Jabaquara a Campanha do abaixo-assinado.
A atividade, prevista para as 17h, tem o objetivo de ampliar o número de
assinaturas e conscientizar a população sobre os perigos da privatização do
novo trecho do metrô, que ligará os bairros da Vila Sônia (zona oeste) à
Liberdade (região central). Depois passará pelos bairros da Consolação, Av.
Paulista e Pinheiros. A nova obra funcionará plenamente em 2008 e o prazo
final de construção é 2010.
Segundo o Sindicato, cópia do documento será enviada ao Ministério Público
de São Paulo, Secretaria de Transportes Metropolitanos, Assembléia
Legislativa, Câmera dos Vereadores e às entidades sociais. “Nossa Campanha
será permanente e vamos conseguir o maior número de assinaturas para
pressionar o governo do Estado a não vender mais um importante e estratégico
patrimônio da população”, afirma Flávio Montesinos Godoy, presidente do
Sindicato.
Os trabalhadores também podem ajudar, imprimindo cópia do Abaixo Assinado
(acesse aqui) e distribuindo nos bairros, escolas e repartições públicas. Os
documentos devem ser enviados para e-mail do Sindicato:
sindicato@metroviarios-sp.org.br.
Conseqüências da privatização
No documento, os metroviários alertam a população sobre os prejuízos
sociais que serão acarretados com a privatização, como o aumento constante
das tarifas (hoje ainda está em R$ 2,10).
Além disso, o governo do Estado investirá mais de US$ 922 milhões, ou acima
de 73% dos recursos, enquanto a iniciativa privada bancará apenas US$ 340
milhões, ou abaixo de 27%.
Na prática, os novos compradores vão ficar com toda “receita” obtida nas
bilheterias e em vendas com publicidade nas estações, já o Metrô bancará a
construção do novo trecho. Segundo o Sindicato, ao invés do Metrô investir
na melhoria do transporte público, investindo em subsídio (recursos) do
orçamento do Estado para baixar a tarifa pública, por meio dessa proposta de
privatização “doará” o patrimônio dos trabalhadores de mão beijada para
capital privado.
Outros problemas que acontecerão são a precarização na relações de trabalho,
tais como: aumento da jornada de trabalho, terceirização e demissão e
achatamento do quadro de seguranças e dos salários.
73% apóiam greve
Apesar de uma cobertura tendenciosa e negativa sobre a paralisação
dos metroviários, iniciada em 14 de agosto, a população de São Paulo apoiou
a iniciativa. Pesquisa do Programa São Paulo Acontece da TV Bandeirantes,
realizada no dia da greve, revelou que 73% consideraram a greve justa.
Embora, os apresentadores não tenham dado a ênfase aos motivos reais da
paralisação, os paulistanos compreenderam a preocupação da categoria.
Fonte: CUT SP e Fetec/SP
29 /08 / 2006
Deixe um comentário