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Bradesco e Itaú influenciaram Unibanco a amortizar ágios no 3º trimestre

SÃO PAULO – A decisão tomada por Bradesco e Itaú de amortizar no terceiro trimestre deste ano os ágios referentes a aquisições passadas influenciou o Unibanco a fazer o mesmo, admitiu hoje o vice-presidente executivo da instituição, Geraldo Travaglia. A possibilidade de evitar grandes distorções na comparação entre os resultados dos três maiores bancos brasileiros foi apontada pelo executivo como o grande motivo pelo qual o Unibanco também amortizou ágios no período.
O pagamento desses ágios abre espaço para os bancos apresentarem maiores retornos sobre o patrimônio líquido nos próximos trimestres. O Unibanco ainda tem uma parcela de R$ 598 milhões para amortizar no futuro. Mas seus concorrentes estão livres desse custo, já que fizeram a contabilização integral dos ágios.
Diante do lançamento de tais despesas no terceiro trimestre, os três bancos apresentaram lucros líquidos menores no confronto com igual período de 2005. Neste intervalo, Bradesco, Itaú e Unibanco lucraram R$ 219 milhões (-87,6%), R$ 71 milhões (-94,7%) e R$ 106 milhões (-78%), nesta ordem.
Diferente do que fizeram Itaú e Bradesco, o Unibanco lançou os créditos tributários oriundos do pagamento dos ágios em rubricas destinadas a provisões. Com essa escolha, o efeito negativo da amortização foi totalmente refletido no lucro Unibanco.
No caso de Bradesco e Itaú, os créditos foram lançados na própria linha de créditos tributários do balanço, o que acabou amenizando parte do impacto do pagamento dos ágios em seus lucros.
Travaglia informou que a decisão de reverter os créditos em provisões foi apenas uma “discordância contábil” em relação ao que fizeram os concorrentes.
Quando se amortiza esses ágios, gera-se um crédito tributário que corresponde a 34% do valor do total pagamento. No caso do Unibanco, que desembolsou R$ 464 milhões para amortizar os ágios, gerou-se um crédito de R$ 158 milhões, que foi revertido em provisões adicionais.
O banco apresentou hoje seus resultados referentes ao terceiro trimestre deste ano, quando obteve lucro líquido de R$ 106 milhões, o que representa uma redução de 77,6% sobre o mesmo período de 2005. A queda foi motivada justamente pelo pagamento de R$ 460 milhões em ágios relativos a uma parte das aquisições de aquisições antigas, como Fininvest e Hipercard.
Por Murillo Camarotto – Valor Online.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.uol.com.br/economia

Por 18:35 Sem categoria

Bradesco e Itaú influenciaram Unibanco a amortizar ágios no 3º trimestre

SÃO PAULO – A decisão tomada por Bradesco e Itaú de amortizar no terceiro trimestre deste ano os ágios referentes a aquisições passadas influenciou o Unibanco a fazer o mesmo, admitiu hoje o vice-presidente executivo da instituição, Geraldo Travaglia. A possibilidade de evitar grandes distorções na comparação entre os resultados dos três maiores bancos brasileiros foi apontada pelo executivo como o grande motivo pelo qual o Unibanco também amortizou ágios no período.

O pagamento desses ágios abre espaço para os bancos apresentarem maiores retornos sobre o patrimônio líquido nos próximos trimestres. O Unibanco ainda tem uma parcela de R$ 598 milhões para amortizar no futuro. Mas seus concorrentes estão livres desse custo, já que fizeram a contabilização integral dos ágios.

Diante do lançamento de tais despesas no terceiro trimestre, os três bancos apresentaram lucros líquidos menores no confronto com igual período de 2005. Neste intervalo, Bradesco, Itaú e Unibanco lucraram R$ 219 milhões (-87,6%), R$ 71 milhões (-94,7%) e R$ 106 milhões (-78%), nesta ordem.

Diferente do que fizeram Itaú e Bradesco, o Unibanco lançou os créditos tributários oriundos do pagamento dos ágios em rubricas destinadas a provisões. Com essa escolha, o efeito negativo da amortização foi totalmente refletido no lucro Unibanco.

No caso de Bradesco e Itaú, os créditos foram lançados na própria linha de créditos tributários do balanço, o que acabou amenizando parte do impacto do pagamento dos ágios em seus lucros.

Travaglia informou que a decisão de reverter os créditos em provisões foi apenas uma “discordância contábil” em relação ao que fizeram os concorrentes.

Quando se amortiza esses ágios, gera-se um crédito tributário que corresponde a 34% do valor do total pagamento. No caso do Unibanco, que desembolsou R$ 464 milhões para amortizar os ágios, gerou-se um crédito de R$ 158 milhões, que foi revertido em provisões adicionais.

O banco apresentou hoje seus resultados referentes ao terceiro trimestre deste ano, quando obteve lucro líquido de R$ 106 milhões, o que representa uma redução de 77,6% sobre o mesmo período de 2005. A queda foi motivada justamente pelo pagamento de R$ 460 milhões em ágios relativos a uma parte das aquisições de aquisições antigas, como Fininvest e Hipercard.

Por Murillo Camarotto – Valor Online.

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