O banco espanhol Santander anunciou nesta quinta-feira que seu lucro líquido em 2006 cresceu 22%, para € 7,6 bilhões (o equivalente a US$ 9,895 bilhões, ou R$ 20,878 bilhões). O resultado foi ajudado por ganhos pela venda de participações em outras instituições que permitiram ao maior banco da zona do euro pagar encargos vultosos.
O Brasil foi o país da região ibero-americana em que o Santander registrou o maior lucro no ano passado. Dos € 7,6 bilhões totais, a operação brasileira contribuiu com quase 10%, ou € 751 milhões (US$ 977,8 milhões, ou R$ 2,063 bilhões), um crescimento de 27,2% em relação ao resultado de 2005.
No conjunto da região, o Grupo Santander obteve um lucro líquido de € 2,287 bilhões, 28,5% a mais que no ano anterior.
Analistas informaram que os resultados do banco espanhol são difíceis de serem interpretados, o que afetou o desempenho de suas ações no início da sessão.
Os números do Santander internacional em 2006 foram sustentados pela venda de participações, incluindo no italiano San Paolo e na empresa do setor imobiliário Urbis, que levantaram € 2,5 bilhões antes de impostos.
O banco usou praticamente todo esse valor para pagar custos com programa de aposentadorias antecipadas, reforma fiscal e para dar a seus funcionários um pacote especial de ações para celebrar seu aniversário. Incluindo esses encargos, o lucro cresceu 22%. Sem eles, o ganho foi de 26%.
Segundo pesquisa da Reuters com nove analistas, o lucro ficou acima de média prevista de € 6,99 bilhões, mas os prognósticos variaram de € 6,53 bilhões a € 7,97 bilhões.
O lucro operacional subiu 27,6%, para € 11,37 bilhões.
Estrutura de capital
O presidente do Santander, Emilio Botín, informou que o banco pretende manter sua atual estrutura de capital sem ter em vista ampliações de capital ou recompra de ações.
“Não haverá nem recompra de ações nem vemos necessidade de fazermos ampliações de capital significativas”, disse o executivo a jornalistas.
A instituição, que nos últimos anos cresceu significativamente por meio de aquisições em grande parte instrumentalizadas por emissões de ações, não descarta operações corporativas, mas somente se representarem acréscimo claro de valor.
“Somente levaremos a cabo compras se apresentarem oportunidades muito claras de valor para nosso acionista, com critérios muito específicos”, disse Botín, acrescentando que as possíveis aquisições somente acontecerão em “áreas e mercados em que possamos criar valor”.
Botín informou que qualquer operação deverá implicar em rentabilidade acima do custo de capital e permitir que sejam produzidos impactos positivos no lucro por ação pelo menos até o terceiro ano.
Resultado regional
Por países, além dos resultados do Brasil, o Santander lucrou € 528 milhões no México, uma alta de 40,3%, e € 489 milhões no Chile, um aumento de 44,8%.
A filial que obteve a maior alta do lucro em termos percentuais foi a Argentina, com € 148 milhões, uma elevação de 89,1%.
Na Venezuela, o lucro foi de € 146 milhões, após alta de 10,1%, contra reduções em Porto Rico, a € 26 milhões e na Colômbia, a € 24 milhões.
Já o Santander Private Banking registrou um lucro líquido de € 139 milhões no ano passado, 20,5% a mais que no ano anterior.
(Com informações de EFE e Reuters)
Da Redação – Em São Paulo. 01/02/2007 – 11h16.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO http://noticias.uol.com.br/economia/ultnot/2007/02/01/ult4294u84.jhtm
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Santander Banespa lucra R$ 1,26 bilhão em 2006
SÃO PAULO – Primeiro grande banco brasileiro a divulgar seus resultados, o Santander Banespa registrou lucro líquido de R$ 1,260 bilhão em 2006. O valor é 28% menor que o obtido no exercício anterior, quando os ganhos somaram R$ 1,744 bilhão. A queda se deve, segundo a instituição, a uma receita extraordinária de R$ 635 milhões obtida em 2005, com a venda da participação acionária do banco na AES Tietê. Excluída essa operação, o lucro do Santander foi 14% maior no ano passado.
Em comunicado, o banco destacou o bom desempenho das atividades comerciais das áreas de Varejo e de Atacado, que garantiu incremento de 29% no volume de crédito concedido. O resultado da intermediação financeira cresceu 19% em relação a 2005, assim como as receitas com prestação de serviços, que registraram expansão de 23%.
Com uma carteira de crédito de R$ 37,5 bilhões, o banco elevou em 32% seus empréstimos para os clientes pessoa física e em 29%, para as empresas.
No caso do cartão de crédito, o Santander aumentou sua participação no mercado de 3,3% para 4,6%. No financiamento de veículos, a evolução foi de 6,6% para 7%.
O próximo grande banco a divulgar seus resultados referentes a 2006 será o Bradesco, no dia 12 de fevereiro, seguido pelo Itaú (13) e pelo Unibanco (14).
(Murillo Camarotto | Valor Online)
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO http://noticias.uol.com.br/economia/ultnot/valor/2007/02/01/ult1913u64185.jhtm
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