Desembolsos e aprovações do BNDES são recordes nos últimos 12 meses
Rio de Janeiro – O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Demian Fiocca, disse hoje estar bastante otimista com a perspectiva de atuação em 2007, diante dos números recordes apurados nos últimos 12 meses findos em janeiro, não só para desembolsos, como também para aprovações de projetos.
Se no ano passado o BNDES registrou desembolsos de R$ 52,3 bilhões, Fiocca informou que “em janeiro, nós acumulamos desembolsos de R$ 54,4 bilhões em 12 meses. Nas aprovações, nós aprovamos no ano passado projetos no total de R$ 74 bilhões e este ano alcançamos R$ 79,1 bilhões desde fevereiro do ano passado em 12 meses terminados em janeiro”.
O crescimento dos desembolsos foi de 19% em relação aos 12 meses entre fevereiro de 2005 e janeiro de 2006. Já as aprovações mostraram incremento de 43% na mesma comparação. Fiocca analisou que os dados apontam para o crescimento do país. “Nós estamos muito otimistas”, afirmou.
As operações, segundo Fiocca, são um indicador da “disposição dos empreendedores de investir e também a capacidade do BNDES de processar, operacionalizar e viabilizar essas operações”. Ele salientou o crescimento expressivo observado nas aprovações para o setor de infra-estrutura. “Esse é um item prioritário do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, e acredito que o BNDES vai estar à altura de dar o seu suporte tradicional ao crescimento do investimento no país”.
Fiocca revelou que a expectativa para 2007 é que os desembolsos atinjam entre R$ 58,1 bilhões a R$ 61,2 bilhões. “É a nossa meta de desembolsos”, informou, acrescentando que a projeção se baseia na demanda de projetos levantada pelos técnicos do banco em todas as áreas. Será dada ênfase ao setor de infra-estrutura, garantiu. “Estamos preparados para obter recursos para todos os projetos se viabilizarem. O nosso trabalho é para que a disponibilidade de recursos não seja um entrave, um gargalo, na realização de qualquer projeto”, esclareceu.
Os números foram submetidos hoje à aprovação do Conselho de Administração do Banco, integrado pelos ministros Luiz Fernando Furlan, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, e Márcio Fortes, das Cidades, entre outras autoridades. “É o que nós estamos trabalhando para cumprir”. Fiocca afiançou que os membros do conselho ficaram muito satisfeitos com o resultado financeiro do banco alcançado em 2006.
Por Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil.
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BNDES duplica lucro em 2006
Rio de Janeiro – O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou, ano passado, lucro de R$ 6,331 bilhões. “É maior do que a soma dos lucros dos três últimos anos”, destacou o presidente do banco, Demian Fiocca, ao anunciar o resultado. Em 2005, o BNDES teve lucro de R$ 3,202 bilhões, em 2004 de R$ 1,498 bilhão e em 2003 de R$ 1,037 bilhão.
O resultado, segundo Fiocca, não foi obtido pela cobrança de juros altos sobre os empréstimos. O lucro “veio da venda de ações, graças ao bom momento do mercado, e também da recuperação de créditos que tinham tido problemas no passado”. Fiocca avaliou que o lucro registrado no ano passado significa que o país e as empresas brasileiras estão indo bem. O nível de inadimplência no BNDES caiu 0,7% em 2006, o que favoreceu também o resultado.
Dos R$ 6,331 bilhões referentes ao lucro líquido, R$ 3,9 bilhões foram resultado de operações de renda fixa, envolvendo o sucesso na gestão de operações que mostravam problemas. O BNDES conseguiu recuperar crédito de antigas devedoras, destacando a Brasil Ferrovias. Outros R$ 2,4 bilhões se referiram a operações de renda variável.
Fiocca informou que a conta de provisão do banco para devedores duvidosos apresentava média anual de R$ 1,743 bilhão de custos negativos entre os anos de 2001 e 2005. Em 2006, o BNDES teve lucro na conta de perdas, isto é, recuperou créditos que superaram novas provisões para inadimplência. O superávit alcançado foi de R$ 1,052 bilhão.
“Dos R$ 3,9 bilhões de renda fixa, nós podemos dizer que R$ 2,8 bilhões resultaram de um desempenho excepcional na recuperação de créditos”, afirmou Demian Fiocca. Segundo analisou, essa foi a maior reversão de provisionamento já feita pelo banco.
Os ativos totais do BNDES subiram do patamar de R$ 174,9 bilhões em 2005 para R$ 187,5 bilhões no ano passado. Do mesmo modo, o patrimônio de referência evoluiu de R$ 23,5 bilhões para R$ 33,8 bilhões. O aumento de 43,8% do patrimônio de referência teve expressiva contribuição de R$ 5,3 bilhões de uma operação específica do tesouro Nacional, frisou Fiocca.
“O crescimento do patrimônio dá conforto ao banco para realizar todas as suas operações e para continuar desempenhando o papel de fomentador do desenvolvimento nacional. O banco agora está muito mais sólido”, assegurou. O desempenho de 2006, com desembolsos recordes de R$ 52,3 bilhões contribuiu para a rentabilidade de 36,4% sobre o patrimônio líquido médio, contra 21,5% em 2005.
Só no mês de janeiro, os desembolsos efetuados pelo banco somaram R$ 4,6 bilhões, mostrando expansão de 88% em relação ao mesmo mês do ano passado. Desse montante, R$ 3,079 bilhões foram destinados ao setor industrial (66% do total) e R$ 947 milhões à infra-estrutura (20%).
Por Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil.
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