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Por 17:55 Sem categoria

A manipulação da mídia e os desafios da comunicação cutista

A luta dos movimentos sociais e do sindicalismo cutista pela democratização dos meios de comunicação deixou de ser uma bandeira histórica para se transformar em questão central de sobrevivência, não só dos diferentes sindicatos e organizações, como para o próprio êxito e fortalecimento do projeto democrático-popular.

Afinal, a informação é hoje, cada vez mais, um instrumento de formação. Ou melhor, de deformação. Deformação política e ideológica da realidade, que tentam amoldar às suas verdades e aos mesquinhos interesses dos seus patrocinadores.

Dirigidos por meia dúzia de famílias que controlam redes de jornais, rádios e televisões, os meios de comunicação estão cada vez mais vinculados aos grandes anunciantes, via de regra multinacionais e empresas do sistema financeiro. “Sua” programação é orientada ao cliente, cabendo ao espectador ser um mero consumidor passivo de meias verdades e mentiras inteiras que povoam seus noticiários. Uma informação-mercadoria, prostituída pela publicidade e pelo marketing, é o que procuram nos servir. Uma comunicação de mão única, que tentam nos fazer digerível, alienada, acrítica, a partir de campanhas orquestradas de forma monocórdica que dão a sensação de verdade absoluta.

Será preciso que a realidade desabe sobre as redações, como as casas atingidas pela construção da Linha 4 do metrô paulista, para que a verdade venha à tona em meio à morte, poeira e sangue? É bom lembrar do silêncio que assolou a mídia enquanto o Sindicato dos Metroviários fazia a denúncia do descalabro da privatização e dos riscos iminentes. Depois, é claro, vieram as manchetes, aliviando o máximo possível Alckmin, Serra e o PSDB.

Faço esses breves comentários para que façamos juntos uma reflexão. Lembro uma crônica de Eduardo Galeano sobre a não existência de uma única referência ao Primeiro de Maio, Dia Internacional do Trabalhador, em Chicago, cidade norte-americana onde os mártires morreram enforcados e deram significado à data. Galeano escreveu então que enquanto os leões não tivessem os seus próprios historiadores, a história das caçadas continuaria sendo contada pelo caçador.

Da mesma forma, pensamos e agimos nós, agora, para fortalecer a nossa própria rede de comunicação, a Rede CUT de Notícias. Para este desafio, acredito que seja necessário o mais amplo envolvimento de todos os atores que compõem esta bela experiência que é a CUT.

INVESTIMENTOS DA CUT – Estamos investindo para fortalecer cada vez mais os nossos próprios meios, com base nos fatos, na verdade. Assim, contamos hoje com o nosso Portal do Mundo do Trabalho (www.cut.org.br), onde colocamos em evidência as principais atividades da nossa entidade, propostas para a melhoria das condições de vida e de trabalho. Mas queremos mais: converter o nosso Portal num instrumento de mobilização, organização e consciência, estimulando a análise crítica e o questionamento, que possibilite não só aos dirigentes, mas à classe trabalhadora e à sociedade refletirem sobre o Brasil que estamos construindo.

No entanto existem desafios a serem superados, como problemas de ordem técnica e mesmo de compreensão política em algumas CUTs estaduais e ramos a respeito da necessidade de uma informação mais ágil, que dê respostas às necessidades cotidianas, seja o posicionamento sobre uma Medida Provisória ou mesmo um acontecimento internacional. Neste sentido, assim como no âmbito interno buscaremos aperfeiçoar o contato com as distintas estruturas da central, temos como prioridade tornar o nosso portal bilíngüe, aproximando o conjunto do nosso trabalho das demais entidades internacionais com quem temos parcerias e afinidades.

RÁDIO – O Jornal dos Trabalhadores, de segunda a sexta, às 7 horas da manhã na Rádio 9 de julho AM 1600 kHz, em São Paulo, conta com uma hora de programação corrida e mais trinta minutos ao longo do dia. Nosso desafio agora é viabilizá-lo enquanto uma rádio WEB, com programação 24 horas que, pelo seu conteúdo de qualidade poderia ser facilmente reproduzida por milhares de rádios em todo o país.

TELEVISÃO – Por meio dos programas TVCUT (domingo, às 8 horas, na Rede Vida) e Repercute (sábado, às 22 horas, na TV Bandeirantes), contatamos milhões de telespectadores, o que nos possibilita intervir de forma mais incisiva sobre uma parcela importante da sociedade, dando visibilidade a iniciativas muitas vezes desconhecidas e a posições ocultadas pela grande mídia. Espraiar pelo país nossos avanços e conquistas, possibilitando a sua veiculação nas tvs públicas e comunitárias, é uma questão chave para romper com o monopólio das grandes emissoras.

Contamos com o apoio dos cutistas de todo o país para levar ao conjunto dos Estados e regiões a compreensão de que a batalha pela autonomia no campo da comunicação significa um passo decisivo para a liberdade e independência não só da classe trabalhadora, como de toda a sociedade, que não pode ficar refém dos interesses dos exploradores, privatistas e entreguistas. Estamos seguros do maior envolvimento do conjunto das lideranças cutistas nos estados e nos municípios, pois representam a base que precisa ser notícia, são o chão sobre o qual caminha a informação.

O mais importante é que temos claro hoje de que qualquer mudança no país depende da democratização dos meios de comunicação, do fortalecimento da nossa voz, de redes públicas e comunitárias, do rompimento com a lógica mercantil que até o momento impera na mídia anti-brasileira. Esta é a nossa compreensão e o nosso compromisso, que começam a dar frutos.

Há outras questões ainda que necessitarão de um debate mais aprofundado – e também de maior mobilização – como a concessão de canais públicos para os movimentos sociais, e para a CUT em particular, contando com financiamento público, que serão temas de novos artigos.

O velho guerreiro Marx dizia que são os homens que fazem a história. Agora, é hora de ir à luta pelas mudanças e divulgá-las amplamente, para somar cada vez mais força e consciência na disputa pela hegemonia.

Por Rosane Bertotti é secretária nacional de Comunicação da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

ARTIGO COLHIDO NO SÍTIO www.cut.org.br.

Por 17:55 Notícias

A manipulação da mídia e os desafios da comunicação cutista

A luta dos movimentos sociais e do sindicalismo cutista pela democratização dos meios de comunicação deixou de ser uma bandeira histórica para se transformar em questão central de sobrevivência, não só dos diferentes sindicatos e organizações, como para o próprio êxito e fortalecimento do projeto democrático-popular.
Afinal, a informação é hoje, cada vez mais, um instrumento de formação. Ou melhor, de deformação. Deformação política e ideológica da realidade, que tentam amoldar às suas verdades e aos mesquinhos interesses dos seus patrocinadores.
Dirigidos por meia dúzia de famílias que controlam redes de jornais, rádios e televisões, os meios de comunicação estão cada vez mais vinculados aos grandes anunciantes, via de regra multinacionais e empresas do sistema financeiro. “Sua” programação é orientada ao cliente, cabendo ao espectador ser um mero consumidor passivo de meias verdades e mentiras inteiras que povoam seus noticiários. Uma informação-mercadoria, prostituída pela publicidade e pelo marketing, é o que procuram nos servir. Uma comunicação de mão única, que tentam nos fazer digerível, alienada, acrítica, a partir de campanhas orquestradas de forma monocórdica que dão a sensação de verdade absoluta.
Será preciso que a realidade desabe sobre as redações, como as casas atingidas pela construção da Linha 4 do metrô paulista, para que a verdade venha à tona em meio à morte, poeira e sangue? É bom lembrar do silêncio que assolou a mídia enquanto o Sindicato dos Metroviários fazia a denúncia do descalabro da privatização e dos riscos iminentes. Depois, é claro, vieram as manchetes, aliviando o máximo possível Alckmin, Serra e o PSDB.
Faço esses breves comentários para que façamos juntos uma reflexão. Lembro uma crônica de Eduardo Galeano sobre a não existência de uma única referência ao Primeiro de Maio, Dia Internacional do Trabalhador, em Chicago, cidade norte-americana onde os mártires morreram enforcados e deram significado à data. Galeano escreveu então que enquanto os leões não tivessem os seus próprios historiadores, a história das caçadas continuaria sendo contada pelo caçador.
Da mesma forma, pensamos e agimos nós, agora, para fortalecer a nossa própria rede de comunicação, a Rede CUT de Notícias. Para este desafio, acredito que seja necessário o mais amplo envolvimento de todos os atores que compõem esta bela experiência que é a CUT.
INVESTIMENTOS DA CUT – Estamos investindo para fortalecer cada vez mais os nossos próprios meios, com base nos fatos, na verdade. Assim, contamos hoje com o nosso Portal do Mundo do Trabalho (www.cut.org.br), onde colocamos em evidência as principais atividades da nossa entidade, propostas para a melhoria das condições de vida e de trabalho. Mas queremos mais: converter o nosso Portal num instrumento de mobilização, organização e consciência, estimulando a análise crítica e o questionamento, que possibilite não só aos dirigentes, mas à classe trabalhadora e à sociedade refletirem sobre o Brasil que estamos construindo.
No entanto existem desafios a serem superados, como problemas de ordem técnica e mesmo de compreensão política em algumas CUTs estaduais e ramos a respeito da necessidade de uma informação mais ágil, que dê respostas às necessidades cotidianas, seja o posicionamento sobre uma Medida Provisória ou mesmo um acontecimento internacional. Neste sentido, assim como no âmbito interno buscaremos aperfeiçoar o contato com as distintas estruturas da central, temos como prioridade tornar o nosso portal bilíngüe, aproximando o conjunto do nosso trabalho das demais entidades internacionais com quem temos parcerias e afinidades.
RÁDIO – O Jornal dos Trabalhadores, de segunda a sexta, às 7 horas da manhã na Rádio 9 de julho AM 1600 kHz, em São Paulo, conta com uma hora de programação corrida e mais trinta minutos ao longo do dia. Nosso desafio agora é viabilizá-lo enquanto uma rádio WEB, com programação 24 horas que, pelo seu conteúdo de qualidade poderia ser facilmente reproduzida por milhares de rádios em todo o país.
TELEVISÃO – Por meio dos programas TVCUT (domingo, às 8 horas, na Rede Vida) e Repercute (sábado, às 22 horas, na TV Bandeirantes), contatamos milhões de telespectadores, o que nos possibilita intervir de forma mais incisiva sobre uma parcela importante da sociedade, dando visibilidade a iniciativas muitas vezes desconhecidas e a posições ocultadas pela grande mídia. Espraiar pelo país nossos avanços e conquistas, possibilitando a sua veiculação nas tvs públicas e comunitárias, é uma questão chave para romper com o monopólio das grandes emissoras.
Contamos com o apoio dos cutistas de todo o país para levar ao conjunto dos Estados e regiões a compreensão de que a batalha pela autonomia no campo da comunicação significa um passo decisivo para a liberdade e independência não só da classe trabalhadora, como de toda a sociedade, que não pode ficar refém dos interesses dos exploradores, privatistas e entreguistas. Estamos seguros do maior envolvimento do conjunto das lideranças cutistas nos estados e nos municípios, pois representam a base que precisa ser notícia, são o chão sobre o qual caminha a informação.
O mais importante é que temos claro hoje de que qualquer mudança no país depende da democratização dos meios de comunicação, do fortalecimento da nossa voz, de redes públicas e comunitárias, do rompimento com a lógica mercantil que até o momento impera na mídia anti-brasileira. Esta é a nossa compreensão e o nosso compromisso, que começam a dar frutos.
Há outras questões ainda que necessitarão de um debate mais aprofundado – e também de maior mobilização – como a concessão de canais públicos para os movimentos sociais, e para a CUT em particular, contando com financiamento público, que serão temas de novos artigos.
O velho guerreiro Marx dizia que são os homens que fazem a história. Agora, é hora de ir à luta pelas mudanças e divulgá-las amplamente, para somar cada vez mais força e consciência na disputa pela hegemonia.
Por Rosane Bertotti é secretária nacional de Comunicação da Central Única dos Trabalhadores (CUT).
ARTIGO COLHIDO NO SÍTIO www.cut.org.br.

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