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PMDB neolulista quer Saúde, já prometida a Cabral

A bancada do PMDB na Câmara e o governador fluminense Sérgio Cabral (foto), do mesmo partido, travam uma queda-de-braço pelo ministério da Saúde. Lula prometera a Cabral que nomearia para a vaga o médico José Gomes Temporão. O PMDB “neolulista” decidiu peitar Cabral. Levará a Lula o nome de um deputado.

O novo candidato a ministro da Saúde será pinçado de uma lista de cinco deputados do PMDB. Quatro são médicos: Darcísio Perondi (RS), Marcelo Castro (PI), Moisés Avelino (TO) e Osmar Terra (RS). Um é economista: Reinhold Stephanes (PR), ex-ministro da Previdência de Fernando Henrique Cardoso.

Uma vez escolhido, o nome será levado a Lula pelo presidente do PMDB, Michel Temer (SP), junto com o do deputado Geddel Vieira Lima (BA), que Lula prometeu acomodar na cadeira de ministro da Integração Nacional. E o PMDB ficará com quatro pastas na Esplanada: as duas novas, da Câmara, e as duas antigas, do Senado: Comunicações (Hélio Costa) e Minas e Energia (Silas Rondeau).

Lula foi informado acerca da pendenga que envolve a pasta da saúde na última segunda-feira (12). Deu-se durante reunião do presidente com Michel Temer e com os líderes do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), e no Senado, Valdir Raupp (RO). Coube a Henrique amarrar o guizo no rabo do gato, como se diz.

O líder na Câmara disse a Lula que tinha lido pelos jornais que Gomes Temporão, o apadrinhado de Cabral, seria nomeado para a Saúde. Sem rodeios, informou ao presidente que a indicação não era do agrado da bancada.

Henrique fez questão de contabilizar o exército do PMDB na Câmara: “O senhor sabe, presidente, que nós hoje temos 92 deputados. Somando o PSC, que formou um bloco conosco, teremos cerca de 100 votos. E esses deputados querem é indicar um nome deles”.

Acenou com uma saída salomônica: sugeriu que, para ministro da Saúde, Lula nomeie o deputado que o PMDB indicar. Quanto ao pupilo de Cabral, seria acomodado na cadeira de secretário-executivo, o segundo posto na hierarquia do ministério. Lula pareceu aquiescer: “Decidam lá entre vocês”, disse.

Sentindo-se autorizado pelo presidente, Henrique Eduardo Alves discou para Sérgio Cabral. Disse-lhe, de novo sem rodeios, que o nome de Gomes Temporão não foi digerido pelo PMDB da Câmara. Informou que os deputados escolherão outro candidato. E repetiu o lero-lero da secretaria Executiva. Cabral resistiu. Despediu-se com um “depois a gente conversa.”

Na seqüência, o governador telefonou para Lula. Perguntou-lhe sobre o compromisso de nomear o seu indicado. O presidente disse que mantinha o desejo de entregar a Saúde a Gomes Temporão. Foi como se dissesse: entenda-se com o seu partido. Aí reside um dos deslizes de Cabral. Hoje, é mais próximo de Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, do que com a tropa de deputados. Algo que pode custar-lhe um ministério.

Os nomes de Geddel Vieira Lima e do deputado a ser indicado para a Saúde serão levados a Lula logo depois do Carnaval. O prazo foi fixado pelo próprio presidente. Ele disse a Temer a aos líderes do PMDB que definirá os novos ministros até 28 de fevereiro, para fazer o anúncio da nova equipe nos primeiros dias de março.

Escrito por Josias de Souza

Por 12:27 Notícias

PMDB neolulista quer Saúde, já prometida a Cabral

A bancada do PMDB na Câmara e o governador fluminense Sérgio Cabral (foto), do mesmo partido, travam uma queda-de-braço pelo ministério da Saúde. Lula prometera a Cabral que nomearia para a vaga o médico José Gomes Temporão. O PMDB “neolulista” decidiu peitar Cabral. Levará a Lula o nome de um deputado.
O novo candidato a ministro da Saúde será pinçado de uma lista de cinco deputados do PMDB. Quatro são médicos: Darcísio Perondi (RS), Marcelo Castro (PI), Moisés Avelino (TO) e Osmar Terra (RS). Um é economista: Reinhold Stephanes (PR), ex-ministro da Previdência de Fernando Henrique Cardoso.
Uma vez escolhido, o nome será levado a Lula pelo presidente do PMDB, Michel Temer (SP), junto com o do deputado Geddel Vieira Lima (BA), que Lula prometeu acomodar na cadeira de ministro da Integração Nacional. E o PMDB ficará com quatro pastas na Esplanada: as duas novas, da Câmara, e as duas antigas, do Senado: Comunicações (Hélio Costa) e Minas e Energia (Silas Rondeau).
Lula foi informado acerca da pendenga que envolve a pasta da saúde na última segunda-feira (12). Deu-se durante reunião do presidente com Michel Temer e com os líderes do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), e no Senado, Valdir Raupp (RO). Coube a Henrique amarrar o guizo no rabo do gato, como se diz.
O líder na Câmara disse a Lula que tinha lido pelos jornais que Gomes Temporão, o apadrinhado de Cabral, seria nomeado para a Saúde. Sem rodeios, informou ao presidente que a indicação não era do agrado da bancada.
Henrique fez questão de contabilizar o exército do PMDB na Câmara: “O senhor sabe, presidente, que nós hoje temos 92 deputados. Somando o PSC, que formou um bloco conosco, teremos cerca de 100 votos. E esses deputados querem é indicar um nome deles”.
Acenou com uma saída salomônica: sugeriu que, para ministro da Saúde, Lula nomeie o deputado que o PMDB indicar. Quanto ao pupilo de Cabral, seria acomodado na cadeira de secretário-executivo, o segundo posto na hierarquia do ministério. Lula pareceu aquiescer: “Decidam lá entre vocês”, disse.
Sentindo-se autorizado pelo presidente, Henrique Eduardo Alves discou para Sérgio Cabral. Disse-lhe, de novo sem rodeios, que o nome de Gomes Temporão não foi digerido pelo PMDB da Câmara. Informou que os deputados escolherão outro candidato. E repetiu o lero-lero da secretaria Executiva. Cabral resistiu. Despediu-se com um “depois a gente conversa.”
Na seqüência, o governador telefonou para Lula. Perguntou-lhe sobre o compromisso de nomear o seu indicado. O presidente disse que mantinha o desejo de entregar a Saúde a Gomes Temporão. Foi como se dissesse: entenda-se com o seu partido. Aí reside um dos deslizes de Cabral. Hoje, é mais próximo de Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, do que com a tropa de deputados. Algo que pode custar-lhe um ministério.
Os nomes de Geddel Vieira Lima e do deputado a ser indicado para a Saúde serão levados a Lula logo depois do Carnaval. O prazo foi fixado pelo próprio presidente. Ele disse a Temer a aos líderes do PMDB que definirá os novos ministros até 28 de fevereiro, para fazer o anúncio da nova equipe nos primeiros dias de março.
Escrito por Josias de Souza

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