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Chávez e Kirchner anunciam a criação do Banco do Sul

Adital – Os presidentes Hugo Chávez, da Venezuela, e Néstor Kirchner, da Argentina, anunciaram ontem a criação do Banco do Sul para romper com a dependência dos países da região de outros organismos de crédito. Eles acreditam que toda a América do Sul vai aderir à iniciativa. Segundo Kirchner, “o memorando que implementa o Banco do Sul determina que, quando quiserem, todos os países (da América do Sul) podem aderir. Ou seja, nasce bilateralmente, mas sem abandonar a filosofia multilateral”.

O líder venezuelano confirmou que o memorando bilateral “prevê que os Governos possam aderir (…) em qualquer fase”, e que o banco nascerá oficialmente em “120 dias, contando a partir de hoje”, período necessário para sua constituição oficial, a redação de seu estatuto, a captação de recursos e outras medidas. Chávez acredita que Brasil, Bolívia e Equador serão os primeiros a se unir à iniciativa.

A sede principal da entidade ficará em Caracas, na Venezuela. De acordo com Chávez, o lance Bolívia-Argentina do Gasoduto do Sul, que levará gás natural venezuelano à região, será “um dos primeiros (empreendimentos) financiados pelo Banco do Sul”. O líder venezuelano, que há vários anos propõe a criação do banco, até agora sem grande repercussão, acrescentou que agora “depende” dos bancos centrais nacionais a possibilidade de o Banco do Sul captar parte das reservas internacionais de cada um deles. Após dizer que Venezuela, Argentina e Brasil totalizam cerca de US$ 150 bilhões em reservas internacionais, afirmou que “é perfeitamente viável” que os países da região destinem “vários bilhões de dólares” de suas reservas internacionais à nova entidade regional.

Kirchner expressou sua certeza de que isso vai acontecer, “e todos os países da América do Sul se unirão” à iniciativa. Também condenou políticas de outras instituições, como o Banco Mundial (BM). “O Banco do Sul tem que ter características e filosofias diferentes de alguns bancos internacionais que também nasceram para promover investimentos, mas que se transformaram em verdadeiros castigos para os povos” e “invadem e intervêm definitivamente nas decisões econômicas dos países”, disse. Ele acrescentou ainda que a idéia é que o Banco do Sul apóie “todos aqueles investimentos que visem à reconversão produtiva, à inclusão social, à integração física” da América do Sul e “ao desenvolvimento global de projetos estratégicos”. Devem ter acesso ao banco “o mais forte e o menor”, pois a entidade não deve ser “seletiva, mas solidária”, acrescentou Kirchner. “Se o Banco do Sul se transformar em uma entidade financeira a mais, terá sido um novo fracasso da região”, alertou.

A criação do Banco do Sul foi, segundo Chávez, o aspecto mais importante da visita de 24 horas feita por Kirchner à Venezuela, na qual os dois líderes também assinaram outros 17 acordos bilaterais, concentrados nos setores de energia, finanças, saúde e informação, constituindo uma importante cooperação econômica e a união da região. Os acordos incluem também a cooperação técnica e científica para otimizar a produção agropecuária, enquanto na saúde e na medicina haverá um intercâmbio de experiências, assessoria e capacitação profissional.

Fonte: EFE e Prensa Latina

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.adital.org.br.

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Chávez e Kirchner anunciam a criação do Banco do Sul

Adital – Os presidentes Hugo Chávez, da Venezuela, e Néstor Kirchner, da Argentina, anunciaram ontem a criação do Banco do Sul para romper com a dependência dos países da região de outros organismos de crédito. Eles acreditam que toda a América do Sul vai aderir à iniciativa. Segundo Kirchner, “o memorando que implementa o Banco do Sul determina que, quando quiserem, todos os países (da América do Sul) podem aderir. Ou seja, nasce bilateralmente, mas sem abandonar a filosofia multilateral”.
O líder venezuelano confirmou que o memorando bilateral “prevê que os Governos possam aderir (…) em qualquer fase”, e que o banco nascerá oficialmente em “120 dias, contando a partir de hoje”, período necessário para sua constituição oficial, a redação de seu estatuto, a captação de recursos e outras medidas. Chávez acredita que Brasil, Bolívia e Equador serão os primeiros a se unir à iniciativa.
A sede principal da entidade ficará em Caracas, na Venezuela. De acordo com Chávez, o lance Bolívia-Argentina do Gasoduto do Sul, que levará gás natural venezuelano à região, será “um dos primeiros (empreendimentos) financiados pelo Banco do Sul”. O líder venezuelano, que há vários anos propõe a criação do banco, até agora sem grande repercussão, acrescentou que agora “depende” dos bancos centrais nacionais a possibilidade de o Banco do Sul captar parte das reservas internacionais de cada um deles. Após dizer que Venezuela, Argentina e Brasil totalizam cerca de US$ 150 bilhões em reservas internacionais, afirmou que “é perfeitamente viável” que os países da região destinem “vários bilhões de dólares” de suas reservas internacionais à nova entidade regional.
Kirchner expressou sua certeza de que isso vai acontecer, “e todos os países da América do Sul se unirão” à iniciativa. Também condenou políticas de outras instituições, como o Banco Mundial (BM). “O Banco do Sul tem que ter características e filosofias diferentes de alguns bancos internacionais que também nasceram para promover investimentos, mas que se transformaram em verdadeiros castigos para os povos” e “invadem e intervêm definitivamente nas decisões econômicas dos países”, disse. Ele acrescentou ainda que a idéia é que o Banco do Sul apóie “todos aqueles investimentos que visem à reconversão produtiva, à inclusão social, à integração física” da América do Sul e “ao desenvolvimento global de projetos estratégicos”. Devem ter acesso ao banco “o mais forte e o menor”, pois a entidade não deve ser “seletiva, mas solidária”, acrescentou Kirchner. “Se o Banco do Sul se transformar em uma entidade financeira a mais, terá sido um novo fracasso da região”, alertou.
A criação do Banco do Sul foi, segundo Chávez, o aspecto mais importante da visita de 24 horas feita por Kirchner à Venezuela, na qual os dois líderes também assinaram outros 17 acordos bilaterais, concentrados nos setores de energia, finanças, saúde e informação, constituindo uma importante cooperação econômica e a união da região. Os acordos incluem também a cooperação técnica e científica para otimizar a produção agropecuária, enquanto na saúde e na medicina haverá um intercâmbio de experiências, assessoria e capacitação profissional.
Fonte: EFE e Prensa Latina
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