No setor bancário, ainda há uma grande desigualdade salarial entre homens e mulheres. No Paraná, a diferença chega a 30,02% – a segunda maior variação da categoria no País, atrás apenas do Acre. O salário médio do trabalhador bancário de sexo masculino é R$ 3.738,00 contra R$ 2.616,00 do sexo feminino.
No ranking nacional, a menor diferença salarial entre os trabalhadores bancários do sexo masculino e feminino ocorre no Pará (variação de 8,79%). “No Pará, há praticamente só bancos públicos”, justifica Marisa Stedile, presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região.
Em relação aos cargos, as mulheres ocupam apenas 19,91% da função de gerente, enquanto nas funções de escriturário em geral e operadoras de telemarketing, que têm os salários médios mais baixos, ocupam 55,42% e 66,48% dos empregos, respectivamente. Como gerentes, os homens ganham em média R$ 6.789,00, enquanto as mulheres ganham 16,84% a menos, ou seja, R$ 5.646,00.
“As mulheres ainda ganham menos porque há uma crença de que as suas remunerações são complementares à renda doméstica. Entretanto, há cada vez mais mulheres chefes de família”, afirma Marisa.
Segundo o Dieese, em 2003, 28,8% das famílias brasileiras eram chefiadas por mulheres (Pnad/2005).
“A diferença salarial se acentua na medida em que as mulheres disputam cargos de chefia. Elas perdem a oportunidade de ascensão profissional devido à dupla jornada de trabalho e à maternidade. Os patrões acreditam que as mulheres não podem ter uma dedicação integral e encaram a gravidez como um empecilho, algo que vai afastá-la do trabalho”, complementa.
Apenas 5,05% das mulheres bancárias atuam em cargos que lhe asseguram um rendimento superior a 20 salários mínimos. A cada bancária inserida nesta faixa salarial, existem três homens com esta remuneração.
Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e Região com adaptações de FETEC-CUT-PR.
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Por Mhais• 8 de março de 2007• 18:54• Sem categoria
Trabalhadoras bancárias seguem na luta por igualdade
No setor bancário, ainda há uma grande desigualdade salarial entre homens e mulheres. No Paraná, a diferença chega a 30,02% – a segunda maior variação da categoria no País, atrás apenas do Acre. O salário médio do trabalhador bancário de sexo masculino é R$ 3.738,00 contra R$ 2.616,00 do sexo feminino.
No ranking nacional, a menor diferença salarial entre os trabalhadores bancários do sexo masculino e feminino ocorre no Pará (variação de 8,79%). “No Pará, há praticamente só bancos públicos”, justifica Marisa Stedile, presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região.
Em relação aos cargos, as mulheres ocupam apenas 19,91% da função de gerente, enquanto nas funções de escriturário em geral e operadoras de telemarketing, que têm os salários médios mais baixos, ocupam 55,42% e 66,48% dos empregos, respectivamente. Como gerentes, os homens ganham em média R$ 6.789,00, enquanto as mulheres ganham 16,84% a menos, ou seja, R$ 5.646,00.
“As mulheres ainda ganham menos porque há uma crença de que as suas remunerações são complementares à renda doméstica. Entretanto, há cada vez mais mulheres chefes de família”, afirma Marisa.
Segundo o Dieese, em 2003, 28,8% das famílias brasileiras eram chefiadas por mulheres (Pnad/2005).
“A diferença salarial se acentua na medida em que as mulheres disputam cargos de chefia. Elas perdem a oportunidade de ascensão profissional devido à dupla jornada de trabalho e à maternidade. Os patrões acreditam que as mulheres não podem ter uma dedicação integral e encaram a gravidez como um empecilho, algo que vai afastá-la do trabalho”, complementa.
Apenas 5,05% das mulheres bancárias atuam em cargos que lhe asseguram um rendimento superior a 20 salários mínimos. A cada bancária inserida nesta faixa salarial, existem três homens com esta remuneração.
Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e Região com adaptações de FETEC-CUT-PR.
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